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Monólogo da Formiga

 
lembro direitinho da sua vergonha,
do tremor dos meus dedos
mas que bobeira
que me traz ao chão como uma cegonha

ouvindo em loop a sua voz
qualquer sinal
e eu não sei como
ouvir sem imaginar e perder o sono

eu mal sei seu nome
me dá uma fome
é que, aos seus olhos, sou formiga
que quer ser mais que sua amiga

misterioso é o som desse mar
sussurra abandonos que
meus pés mandam buscar
como é linda a necessidade de dizer
"eu te amo"


É o ferrão quem perturba a abelha.

Escrito por mim no dia 17/01/2026 em Brasília-DF.
 
Autor
Luxena
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