Que queres que te diga que ainda não está nu?!
Que queres que faça para que eu caiba nessa merda de órgão pseudopulsante?
Queres me deixar louca, indefesa, estuprável.
Autômata, bruxa, mendiga dos teus afetos.
Que queres que te diga para que me digas algo válido?
Eu sei que me amas ainda que não o digas.
Eu sei que essa merda que carregas no peito é mais viva que tu.
Que queres que te diga que já não disse nas entrelinhas?
Que queres que te diga que já não disse com beijos, com gritos, com viagens astrais ao pé de ti?
Mata-me logo, se és homem.
Mata-me com as próprias mãos.
Mata-me enquanto olhas nos meus olhos e dizes que não sentes nada.
Mata-me logo, maldito