Poemas : 

Deitar

 
O tempo começa
um relógio marca a sua passagem

tudo passa
de decidido a indeciso
a decidido.

Contam-se histórias,
ouvem-se
segundos seguidos de minutos,
de momentos que circulam e não voltam.

De infinito a finito.

Deito um olhar a cada ponto,
conto
de perfeito a imperfeito
até
ao feito.

Pedra sobre pedra
somos somente
derrocada.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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