falei
toda a noite
com a minha almofada,
uma conversa longa,
cuja língua já nem sei
e, então,
na manhã seguinte
o que antes se disse e dizia, era lei,
de nada
valia...
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.