Poemas : 

Com a fé dos outros posso eu bem

 
Curto capado
assim bebo o bica
em vaso escaldado

e como não amar
o amargo,

como a vida, tal a dita da carpideira
no velório
das coisas doces.

Expresso todo o meu deleite
puro, carregado, moído, em pó
desde a seiva
até ao grão.

Companheiro das noites a fazer serão.




Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

Desafio: Versos com café
 
Autor
Rogério Beça
 
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