Curto capado
assim bebo o bica
em vaso escaldado
e como não amar
o amargo,
como a vida, tal a dita da carpideira
no velório
das coisas doces.
Expresso todo o meu deleite
puro, carregado, moído, em pó
desde a seiva
até ao grão.
Companheiro das noites a fazer serão.
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.
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