Poemas : 

Mateus

 
Homem baixo e de olhar astuto e profundo
Declama poesia como poucos
Canta com uma alegria juvenil
Bebe e fuma como se não houvesse amanhã

É um contador de histórias
Um artesão de mitos
Viveu toda uma vida na rua
Mete-se com as transeuntes

Diz que sou como um irmão
E que gosta da minha companhia
Chora quando declamo a minha poesia

Tem um bom coração,
O malandro do Mateus.

 
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DCM_78
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