Homem baixo e de olhar astuto e profundo
Declama poesia como poucos
Canta com uma alegria juvenil
Bebe e fuma como se não houvesse amanhã
É um contador de histórias
Um artesão de mitos
Viveu toda uma vida na rua
Mete-se com as transeuntes
Diz que sou como um irmão
E que gosta da minha companhia
Chora quando declamo a minha poesia
Tem um bom coração,
O malandro do Mateus.