
Flor da Primavera
Chamo-te, flor de primavera,
que sobreviveu às chagas do inverno;
chamo-te — é longa a espera
das vidas deste amor eterno.
Fecho os olhos para esta solidão.
Chamo-te, tentando enganar o coração;
peço-te — pois a flor é meu presente —
e inflamo-me de emoção.
Lágrimas correm abundantemente
e caem do meu rosto,
encharcando o chão.
Olho o céu, onde o sol está ausente,
vivendo sem motivo ou razão.
Quanto, a saudades dos teus lábios
marcam a tristeza em minha face?
Trazem ás minhas noites a dor
da solidão.
—Em ti eu disse sim a vida
e agora que a perdi
só há o não!
Alexandre Montalvan
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