Deixei no tempo as pegadas da minha
solidão impressa, colorida e tatuada numa
prece sedenta, faminta e deveras tão hermosa
Inspirado magiquei um adágio onde cada verso
bailando deslumbra a manhã imortalizada numa brisa airosa
Alvitrei aos céus enamorar-me dos seus azuis apaixonados
Asfixiar-me na fecundidade intuitiva de cada eco caricaturado
Parafrasear todos os dialetos do amor contido numa carícia invocada
Além onde o dia brama e penetra nos ventrículos da luz quase sufocada
Até enfartar o linguajar do silêncio, sonorizado numa hora em derrocada
Frederico de Castro