foi, ali, encantador de serpentes
quentes as mãos por pura melodia
magia em flauta no bisel corria
movia o corpo em olhares rentes
repentes na saliva que escorria
fulgia da boca em sons mordentes
fluentes dos quadris incandescentes
cadentes pelo soro que inebria
gemia a rogar pelo veneno
ameno, só toxinas de encantar
ondear era a forma que assumiu
fingiu que era cobra em baile obsceno
pleno, já num sibilo e a entrançar
gritar quando uma outra lhe cuspiu
30-04-2026