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Dengue

 
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Dengue

Esse dias entrei num grande perrengue
Que me doía até a sola do meu sapato
Foi um tempo bem triste e tão ingrato
Pois num exame eu me vi com dengue

Doía-me demais as batatas das pernas
Que eu não sabia o que deveria fazer
Não tinha nenhuma vontade de comer
Sem dizer que doía até as pestanas

E assim se passaram as três semanas
Que parecia uma moléstia de Satanás
E eu ia tomando somente a dipirona

Eu espero esse mal não pegar jamais
Pois nesses dias eu já padeci demais
Pois agora eu só espero é sair da lona.

jmd/Maringá, 04.05.26


verde

 
Autor
João Marino Delize
 
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