Eu vi uma estrutura de concreto
Adornada por placas de mármore,
Vi pessoas com olhar sem afeto,
Não vi ali a doce lembrança das árvores.
Vi um mundo em plena decadência,
Vi reféns, prisoneiros de baixa frequência,
Vi homem armado se dizendo salvador
Atirando em quem lhe negava louvor.
Eu vi a iniquidade do pós mundo
No qual tinha altar para vagabundo
Como se o fosse o sentido de viver,
Vi milhões de crianças com olhares fecundos
Implorando-me para lhe dizer:
Acorde! Existe poder infinito em você!
Mauro A Evaristo