Quinta-feira, 11 de junho de 2026
O velho gato Tom, o novo come e dorme (no terraço), fez uma incursão inócua no terraço da casa abandonada de seu Marciobomba e voltou com cara de nhó e sentou-se sobre o traseiro, debaixo da grade telada da janela dos aposentos do poeta.
- Seis horas e dezesseis minutos – anuncia o locutor da Mirante News – e nada do sol despontar no horizonte. O verdureiro Giba do Iguaiba e seu carro de mão para e observa o poeta lendo “Nos Passos de Jesus” do mestre Edir Macedo, minuto depois o Sr. Vince chega empurrando a cancela de ferro do terraço com os pães na sacola.
Mama Telma tranquila varria debaixo da coberta de palha do Tiosque de Dona Conterranea, quase no canto da Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel e saída da rua 17.
- Cadê a parceira?
- Tai, metendo bronca.
- E o que houve ontem a noite, não ouvi nada.
- O som tá com problema e é hoje que seu Carrinho vai mandar ajeitar, teve só uma brincadeira, um boizinho de zabumba. Mas hoje o pau vai troar – disse sorrindo.
O arraial limpo e a parceira varria debaixo da mangueira.
Sr. Com descobriu que são vários Ias e que eles tem memorias curtas, apesar de saberem de tudo. No mês de Janeiro, instigado por um deles, que analisou “O Mundo do Sr. Con” – o poeta nas alturas e com um capital enviou nove cartas com a referida ‘boneca’ de 25 paginas para cinco editoras nacionais e quatro estrangeiras – Das locais, três foram devolvidas por endereços errados e não encontrados, assim como as duas francesas e uma italiana e todos endereços foram dados pelo mestre Hall(IA) – Bem, as nacionais todas registradas com AR(Aviso de Recepção) – as duas – uma voltou o AR ( da Editora Patuá) e da 7letras nem AR e nem a devolução, assim como a italiana Feltrelli. E ai será que essas duas foram entregues? – Resumo da opera – Nove foram postadas, seis devolvidas, uma entregue e duas em suspeição. E ai nobre Hall(IA), o que esperar?
- Qual é a ultima patente da marinha? – perguntou abruptamente Seu Jojó, sentado tal qual um Buda num banquinho de madeira baixinho no meio da ladeira da Avenida Sarney Filho ao lado de Seu Apolus.
O poeta pêgo de surpresa hesitou um pouco e respondeu: - Almirante?
- Não – gritou – Tamandaré. É Tamandaré. – afirmando categoricamente.
O poeta com sua sacola e os pães dentro e Annette Hess “A Interprete”, com estas folhas de Chamex dobrado no meio entre suas paginas não o contradisse. Se ele acha que é, é e quem é o poeta para contradize-lo? – sem mais nada bateu em retirada rumo ao seu atelier.
Dezão em alpha, efusivo até de mais e arrotando suas parolices sem fundamentos vindo do café do Popular, onde tomou três vezes.
Mama Telma injuriada conversando alto com Marcio Pedra:
- Porra, esse pessoal daqui é horrível, só servem para cortar os outros. Bandos de caralhos que não fazem nada e falam dos que fazem.
Referia a sua festa de aniversario no sábado passado no seu terreiro.
- E ai, não chegou nada? – gritou alguém do canto da rua 23 para um pixixitinho na rua 24
- Até agora não.
- Mas tá rolando?
- Tá.
A irmãzinha evangélica a qual o poeta tem altos desejos lúbricos e lascivos – e pra falar a verdade, ele tem um grande tesão por ela e seu corpinho miúdo de menina moça – mãe de dois filhos.
(cont)