(eis o paradoxo)
Liberto das palavras,
Com que me percorro e à vida…
Mas, se assim, em mim, tudo morre,
E eu sou só o marfim,
Que das paredes, sua brancura escorre,
Quanto de mim
É sequestro
Ou protesto -
Se, nas palavras proscritas,
Elas ainda insistem
E persistem,
Por debaixo da vaga?...
Jorge Humberto
14/09/2026