Feito de zeros e uns
D'outro pensar d'um
Noves fora algo mais
Arte nobre de alguns
Um aprendiz comum
A contar dias demais
Céu sem azul por cor
Onda sem doce maré
Que me olha sombria
Ouvia do vento a dor
E sem glória se fez fé
Mais qu'o deus queria
O sabor áspero do fel
Que salivou um diabo
Dizia-se erva daninha
Louco tal favo de mel
Um ditado qual sílabo
Exorcizado pela vinha
A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma