Quero me manter são
Neste mundo que pertence ao cão
Mas não consigo desligar a televisão
Aceitar resolver apenas o que cabe em minha mão
Os olhos são a candeia do corpo
Então talvez eu deva apenas contemplar
Toda a beleza que me cerca
Natureza, vida, mulheres belas
Mas difícil é não se entorpecer do mal
Aceitar que eles fazem engenharia social
Pra lucrar com todo o caos
Nossa sanidade é o produto, somos cobaias
Se eu quebrar meu celular e sair de casa
Caminhar entre essas árvores maravilhosas
Apreciar o azul do céu até o Sol dormir
Sei que a felicidade mais pura e simples vou sentir
Talvez seja a maldição do mais fácil
De viciar o cérebro a se acomodar ao básico
De reduzir o mundo a uma pequena bola de ódio
De se habituar a um sadomazoquismo diário