Magna Carta

 
Magna Carta
 
Chegou a noite,
meu doce amor,
há peixes dançando por dentro das estrelas;
há anjos nadando no fundo dos mares;
há pássaros correndo nas estradas de terra vermelha
e amantes flutuando no espaço.
é este o milagre da vida:
o poema que o Universo escreve em todas as eras.
e tu
e eu
com olhos de crianças que nasceram agora
apenas nos limitamos
a contemplar o girar da saia do mundo
num beijo
donde salta sublime
uma lua que se despiu
para que Deus lhe devolva o paraíso...

Luíz Sommerville Junior
 
Magna Carta

O Deus Que Habita Em Mim!

 
O Deus Que Habita Em Mim!
 
O Deus que habita minh'alma,
Vem da aurora dourada
Com seus raios vivificadores
Que renovam as Esperanças e a Fé
Para um novo dia...

Vem dos lírios dos campos e
Dos jardins floridos...
Vem do crepúsculo do Sol com
Seu espetáculo de cores douradas
No horizonte...

Vem da noite enluarada
Com suas estrelas brilhantes,
Reluzentes, estrelas cadentes
E sua Lua encantada...

O Deus que habita minh'alma,
Vem do divino orvalho
Da madrugada
Com suas gotículas prateadas
Caindo sobre as flores delicadas...

Vem do lindo azul do mar,
De toda à natureza,
Das matas verdes e igarapés,
Cachoeiras e do lindo
Canto dos passarinhos
Como o canto do rouxinol e
Do bem-te-vi...
Vem dos Salmos de Davi....

O Deus que habita minh'alma
É o Deus do Amor, da mística rubra flor,
Do peregrino e trepidante beija-flor,
Dos nobres sentimentos
E enlevados pensamentos...

Vem da chuva que faz brotar...
Vem do místico arco-íris
Com suas cores sutis...
Vem da melodia
Da inspirada poesia...

Enfim, o Deus que habita em mim
É o mesmo que está em toda parte,
Em tudo e em todos,
No meu e no teu coração,
Somos filhos da mesma criação,
Do mesmo Pai Criador,
Portanto, somos todos Irmãos,
Filhos do Amor!

Elias Akhenaton
 
O Deus Que Habita Em Mim!

SE CHAMA SAUDADE...

 
Passados anos

E na memória foi ontem...

Onde caminhei seguindo teus passos

Nos tantos dias que o calendário derramava

Foi ontem quando teu sorriso tímido

Deixou sua marca registrada

Não tem como esquecer...

Guardo os teus tantos papéis, beijo tua letra

Borrando os traços com minhas lágrimas

Se é amor não sei,

Só sei que se chama saudade...
 
SE CHAMA SAUDADE...

Coração de algodão doce!

 
Coração de algodão doce!
 
Fiz uma infinidade de algodão doce
E atirei-o para o céu para ficares doce,
Voei até lá e fiz um coração gigante,
Nem entendeste que fui eu,
mas ficaste radiante.

Este poema quero rimar a olhar para ti,
Sem tirar os olhos de ti;
Apreciando, o teu incómodo pestanejar
E dizer-te tanto com um olhar.

Vamos ter uma linda conversa,
jogar um jogo para ver quem diz menos
até a alma ficar imersa.

Quero ficar assim cega de amores,
Para nunca curar todas as minhas dores.
Secreta olhando-te, eternamente
Moldando o coração com a mente.

O coração que moldei era uma imensidão,
Que as mariposas ficaram alienadas de emoção;
Ficou próximo do exemplar,
o que revelei por momentos,
Mas voltaram os pesadelos obscurecidos,
Para despedaça–lo num só acordar.

Ana Carina Osório Relvas/acor

https://acor13.blogspot.com/2021/11/coracao-de-algodao-doce.html
 
Coração de algodão doce!

O HOMEM QUE SUMIA COM AS PALAVRAS

 
O HOMEM QUE SUMIA COM AS PALAVRAS

Era um processo sui generis, sem qualquer explicação plausível: Cada vez que ela o acusava de algo que ele não tinha feito, sumia-lhe uma palavra do seu léxico pessoal. Essa palavra perdida, por mais que ele tentasse resgatá-la por dias a fio, jamais ressoaria novamente em sua boca. Isso parecia a ele uma espécie terrível de feitiço maldito... De fato, um efeito devastador para aquele homem calmo e silencioso que possuía uma imensa paciência para compreender a sua mulher, de índole visivelmente histérica. Esse terrível dano colateral ele teve que assumir e suportar em segredo, afinal, tinha lá as suas vergonhas e orgulhos. De início, ela pouco se apercebeu do que estava ocorrendo. Estava muito mais preocupada em vomitar nele seus recalques que, não eram poucos. E ele sempre dava um jeito de substituir as palavras apagadas da sua mente por sinônimos delas, enfim, dava os pulinhos dele para que ela não percebesse, para que pudessem seguir a vida da forma o mais normal possível. Porém, eram tantas e tantas as vezes em que acorriam as acusações que seu vocabulário foi se extinguindo, drasticamente, inexoravelmente... Em uns poucos anos ele, homem de cultura razoável, passou apenas a balbuciar frases entrecortadas. Mas graças ao seu esforço e capacidade de síntese, ainda se fazia por entender. Porém, ainda, e cada vez mais rapidamente, foi perdendo completamente a capacidade de formar qualquer sentido às frases, tal a carência de significado que elas aparentavam a quem ouvia. Mas era em casa onde ocorria o pior: quanto menos se fazia entender, mais sua mulher o acusava e o espezinhava por ele não conseguir nem mais se dar ao "trabalho de se defender", como ela alegava. Era tal fosse um réu confesso para ela. O problema finalmente escancarou-se aos amigos, à família. Tornou-se nítido para todos. Ninguém entendia o porquê dele não dar um basta àquele relacionamento doentio que estava dizimando a sua capacidade de agir como um ser humano que raciocina... Porém, o certo é que tudo foi se sucedendo de forma natural para que culminasse naquele dia fatídico: uma última acusação injusta dela. Pronto. Sumiu-lhe completamente da língua, da mente, dos olhos, o significado e até os sons dos fonemas da última palavra que ainda faltava para ele perder: a palavra amor - e essa foi a primeira vez em todos aqueles anos de convivência juntos que ela percebeu que ele estava mudo.
 
O HOMEM QUE SUMIA COM AS PALAVRAS

OUÇA: QUERO VER VOCÊ

 
OUÇA: QUERO VER VOCÊ

Ouça:
Quero ver você

Antes
De o mês acabar,

Antes
De a vida acabar...

Preciso juntar
Seu destino ao meu
Pelos refúgios
Da minha estrada perdida

(Um caminho,
No seu,
Me achará...)

Dispense
O que irá me dizer

Suspenda
O qualquer improviso

Apenas sossegue,
Chegue e
Me enlace...

(Nem disfarce
O choro, o sorriso...)

Não.
Não usemos
A palavra amor

Não.
Não violentemos
O silêncio das frases

Só serão
As brisas indeléveis,
Suaves do momento
Amordaçando o barulho do tempo,
Audazes...

Seremos poeira apenas...
Grãos ao relento
Suspensos
Ao nosso próprio
Vento

(Anverso
De versos
Sem versos...)

Esgotaremos
As dores das almas
Nos linhos suados
E brancos
Sob nossos corpos
Desdobrados,
Embolados
Sobre a trama
Crua e reta
Do ranger dos estrados...

O resto
É apenas o dejeto
D’um passado
Divagações d'um amanhã
Que o miolo equilibrado
Do universo
Sacode e
Explode...

Então ouça:
Quero ver você

Antes
De o mês acabar

Antes
De a vida acabar

(Antes
que o amor,
De amor me mate)
 
OUÇA: QUERO VER VOCÊ

COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]

 
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]
 
A Copa do Mundo
É um universo de emoções...
É a junção de um sonho,
Paixão e amor pela pátria amada;
Que é enaltecida através do futebol.
Esse conjunto que reúne nações...
Faz-se diferenciado de todas as modalidades
Esportivas dentre outros mundiais...
A nacionalidade, o amor de um povo por sua pátria é imensurável.
Aonde o sangue corre em suas veias.
Essa corrente de força unida fala alto aos corações,
Pois existe o amor de almas, mesmo que sejamos
Contra os desatinos de seus governantes...
Pausamos para então:apreciarmos um grande espetáculo
De raça, garra, luta e determinação.
Até mesmo de cenas que nos parecem
Quase impossíveis quase milagres...
Num arranque de força e limitação humana acontece o gol
Tão esperado para se fazer ecoar o grito preso na garganta.
Dessa forma a Copa torna-se o maior espetáculo do mundo;
Aonde os jogadores reinam como gladiadores diante de uma arena eufórica.
São craques numa harmonia tal qual uma orquestra cheios de maestria...
Pés dourados valsam: através de toques sutis dribles perfeitos...
Acompanhados de um coral em seu esplendor... (Sua torcida)!
Aos nossos olhos algo bonito de se ver, tão fantástico que ficamos estáticos
Boquiabertos, olhos arregalados, o coração... Tum,tum... Fascinados pelos feitos
Da bravura dos atletas que, nessa hora torna-se ilimitado em suas habilidades...
Entretanto são os mesmo pés que fazem as lágrimas rolarem sejam de alegrias e /ou
tristezas entre perdedores e vencedores!
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES!

Texto escrito para o concurso!
 
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]

"O Silêncio das Estátuas"

 
 
Preciso tanto descansar...
deitar-me a repousar
sobre a terra ...
abraçar o céu
beijar o mar
aí ...
só para eu ter a certeza
que a lua que dança nesta cidade
de cais embriagados pelas pontes
é a mesma
que se noivou com o Sol

nesse tão longe
que é o mais perto
deste mim
a repousar...
o meu destino...
agora!

Abre tuas mãos, meu amor,
solene coração de seda,
e... sente ...
o tombar ...
da coluna marcial
a fechar...
o círculo
mudez do meu gritar
combate!
ah, se houvesse força para lutar ...
mas aos milhares...
os velhinhos e as crianças dobram os joelhos
erguem aos céus os seus olhares
e ... oram ...
escuta-se ao longe o cheiro do fumo ...
um cavaleiro rodopia
no campo de batalha
ainda vocifera:
- vencemos! -
coitado, não enxerga
que é dono dum deserto...
baixinho, quase inaudível,
o murmúrio uníssono do hino
abraça a cruz de Deus
rogando por piedade ...
e... todos se foram ...
Cristo ?
Quem sabe quando e se Ele voltará...

Entretranto, minha querida,
arranco do meu peito
o medalhão que te ama
abre as tua mãos , meu amor,
e vê como brilha o ouro
desta minha invisível oferenda ...
sou teu
hoje e para sempre
ainda escuto os metais
inventados para serem donos
da carne que dilaceram
já se ergue a bandeira
dos que venceram
os derrotados...
não morreram
beijaram o sagrado
abraçados ao chão
descansam...
ao meu lado ...

... nos três volumes de História Universal ...

Luiz Sommerville Junior, 280620112044
 
"O Silêncio das Estátuas"

Fragil se faz o sentir

 
 
 
Fragil se faz o sentir
numa juventude passada entre música,
pista, escola, praia e os teus braços
uma pena, uma lágrima, um sorriso,
e um riso aberto dançado afortunado

Depositados ternamente em minhas mãos
os beijos haveriam de fluir devagarinho
que teus lábios não são beijoqueiros
e meus lábios vivem sedentos de ti

Absurdo o amor ausente me instigava
a sentir-me culpada como uma parva
e no momento em que outra idade
exigente tudo definia e se declarava

Quão graciosa a mão afaga a face
num sorriso feliz e franco
e no olhar o brilho desse sorriso
haveria de revelar todo o amor

A esconder-se cobarde por trás dos lábios
e que se perdia nos beijos prometidos,
uns quantos na face outros nos lábios
doces, suaves, assim tão apaixonados

Mas, desse amor, importava saber o quanto,
o quando e o como, pois que por certo,
imponente o amor comanda a vida de quem ama

Maria
Praia da Torre, 09 Julho 2016

Música " Temple of Love " dos Enigma, acessível atravês do Youtube.
 
Fragil se faz o sentir

DESEJO

 
DESEJO
 
DESEJO

Hoje só quero teu beijo devagar
Terno, pacientemente no sossego de íntimos lábios
Num tempo criado por nós...
Apenas assistido por quietas paredes
Mergulhadas na cumplicidade de uma parca luz

Quero o carinho da tua mão na minha,
O suave entrelaçar dos teus dedos aos meus
Sentir o pulsar do teu coração no meu peito
Num abraço demorado,
Feito eterno neste momento...
Hoje te quero mais um pouco que outros dias,
Num desejo apressado, mas num encontro preguiçoso
Sem demoras em te sentir, em te amar...

Quero junto a ti respirar fragrâncias
Que emanam do fim das madrugadas
O cheiro matinal dos verdes quintais
Que sentimos no abrir das janelas...
Assistir no laço de um abraço os primeiros raios de sol
Que atravessam as gotas de orvalho quais diamantes
Apreciar as últimas flores de verão
Perderem suas efêmeras pétalas num vento displicente
Anunciando assim as tristes folhas de outono

Quero o adormecer de criança
No teu peito abrigo
Ouvir tuas histórias, em sorrisos... Em sussurros...
Ou colher tuas lágrimas da emoção incontida
Quero procrastinar contigo, porque já corremos tanto...

Desejo descansar no teu sono,
Sorver tua paz mesmo no barulho da tempestade
Fazer acontecer o que os sonhos antigos guardavam
Calar pra ouvir teus olhos falarem aos meus.
Atravessando minhas retinas, invadindo minha alma...
Hoje quero todos os amanhãs ao teu lado
E não mais um minuto sequer...
 
DESEJO

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