Poemas, frases e mensagens de A.C.O.R

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de A.C.O.R

Intensa tinta

 
 
Com intensa tinta
o espírito pinta.
.
Sou a tinta desta folha,
Onde não verbaliza e tudo olha,
Sou as letras, as palavras, as frases,
Sou o poema em si, sou todas as fases:
Sou a tristeza, a alegria, a vida, a morte (…)
Sou tudo o que realmente sinto;
Quando canto sinto que a vida é mais forte,
E se não for assim, sinto-me presa num labirinto,
Onde me perco, mas canto e rapidamente,
Rapidamente encontro-me.
.
Quando escrevo sinto que sou a tinta;
E desenho a minha alma como realmente é,
Sou tudo isto mais o pássaro que me vê;
O meu versejar é o sangue seco, gravado a tinta,
E é toda a minha chama.
Inevitavelmente é o meu sangue que te ama,
Esteja ele seco ou a correr pelas minhas veias.
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Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Intensa tinta

Afastando a negatividade

 
 
Sobrevoo um arvoredo alado,
Trauteando as silhuetas viajantes;
Até zanga a sombra do teu lado
e assopro identicamente os montes.

Ainda bem que gosto de planícies,
Vou alinhar e trautear os ventos!
Só assim poderei ver superfícies
na terra e arrancar seus tormentos.

Neste dinamismos requeridos,
Aquece os céus e persegue-me!
Sinto os algodões negros, detidos !

A mente faz tudo o que desejas!
Então vem comigo minha sombra,
Vem ventanejar o que já assombra.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Afastando a negatividade

Pequeno mar!!!

 
 
O indomesticado tracejado,
delineado por quem o sabe,
Seja construtivo onde não cabe,
Pois tu não cabes em todo o lado!

E se parecer grande o espaço,
Como o grande mar onde não nado,
há sempre o nosso espaço de laço,
Porque não cabes em todo o lado!

E quem vive, anda desfragmentado!
A tua pureza não é para todos,
não queiras caber em todo o lado!

E se for o oceano, o espaço
Sim, barqueia no teu pequeno mar
pois é teu, e será onde quero estar!

Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R
 
Pequeno mar!!!

Borboletas

 
 
Derrama, causa, chove!
Reluz, faz sol, me comove!
Imagina o que quiseres de mais belo!
Que eu o descrevo assim!

O céu vestia-se de bruma;
E presentemente despe-se de calor;
Ai borboletas , borboletas do amor!
Imagina-as a voar pra t’ uma a uma!
Será uma das fases da metamorfose?

Cada palavra minha é uma borboleta;
Porque um dia te lembraste de criar assim
o mais puro borboletário dentro do meu peito. Sim!
E eu vou criar um só; para tu as sentires!

Tenho infinitas palavras presas a mim,
Deixem-se estar minhas violetas,
Um dia vou deixar voar para ti cada borboleta;
e quem sabe não consigas mais parar de pensar em mim.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
 Borboletas

Tu

 
 
Cisma do ego com folgo e sossego,
Sim possui supremacia a tua emoção!
Espectro vê tudo em olho cego,
Distração com supre concentração.

Bela, perfeita a sua mensagem,
Toca a pele penas de veludo;
Para si a preclara homenagem,
Troféu, gloria, fanatismo e tudo!

Tons da diferença da multidão,
Cintila a tua alma em asa de cordão,
Teu génio, teu físico é compaixão.

Sangue que metrifica dourado,
Serenidade, sensibilidade,
Tuas asas, teus versos, és tão amado!

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Tu

O vento!!!

 
 
Eu sempre percebi do teu efeito,
Genuinamente li a tua Imagem!
Para um olhar, uma paisagem;
distraída, acerto tudo a eito!

O mar, o rio, o azul, uma junção,
uma luta, um receio, um desafio,
um toque ligado por um fio,
um sincronismo, uma perseguição!

Fico parada; a ver o segmento
da enarra que antecipo o momento,
Que diga o vento, que diga o vento!

Hoje sei, quantas folhas vão cair,
e agora digo, que não sou o vento!
O vento trás, leva e faz sumir!

Ana Carina Osório Relvas-A.C.O.R
 
O vento!!!

Papoilas

 
 
Dói demais a voz como uma escultura,
Mas se dói agora serve de leitura;
Dói as lágrimas engolidas pelos olhos.
E os ópios percebidos na pintura?

Dói, não dói? Dói, não dói? Dói, não dói?
Eu conheço essa dor que dói mas não dói!
Dói mais que um ferimento em carne viva
Como tulipas dilacerando de feição criativa.

Campos pintalgados de uma beleza incalculável
Cheios de tons cativantes mas é tudo mentira
Todas as papoilas intimamente encobrem mentira;
É tudo mentira, mentira, mentira insuportável.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Papoilas

Eu é que sinto

 
 
Não sei ao certo,
O que pensar,
O que falar,
Tudo é incerto,
Em dias assim só apetece rimar,
E todos os dias são assim
que apetece amar.
.
Eu só tenho a certeza de ter uma vida,
Embebedada de gente metida;
Eu é que sinto, eu é que sinto,
Eu é que sinto, eu é que sinto
o sabor da minha vida.
.
Se tiver mais vidas para além de uma, bem,
serão minhas como a existência permitir,
Como as fases do meu sentir,
Sou eu que as sinto e mais ninguém!
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
 Eu é que sinto

E eu sinto!?

 
 
Quando não sei o que falar
falo de ti, já que estas sempre
a brindar no meu pensar,
E compões melodias de estares sempre presente;

Minha mente está desconcertada
Que por vezes desligo-me do exterior
Para arruma-la mas não dá em nada,
Juro que não sei se é amor,
Ou que raio é isto, que me deixa tão despistada!

Como é possível ter algo para arrumar,
Se toda a hora sinto-te, no meu pensar?
as vezes nem sei como aguento este peso,
este peso que só me faz lembrar de ti.

Eu não vou dizer que te amo,
Porque não sei, não sei o que é isto!
Eu não sei o que é isto?
Ou não quero ver que te amo?

Eu nunca vou ver o que é o amor,
Porque o amor não se vê,
O amor sente-se,
E só quem sente, é que sente, o que é amor.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
E eu sinto!?

Compenetradamente!

 
 
Primeira página de um espírito,
Terceira letra de um intuito,
Segunda vida de um cadáver,
Quatro letras que imagino ver.

Está muita coisa acontecer;
Numa razão tão pequena;
Mas tão imensa para se ver;
Não quero ser o ar que venta a pena.

Não sou assim, assim por ser
Não quero ser o ar que venta a pluma,
Só porque sim ou me faz esquecer.

Aquela brisa diria tanto!
Mas só desenhou o tal sorrir.
Para outra sombra vou ter ir
Doí-me muito, adorar-te tanto.

Posso estar calada
a olhar para o nada,
Porem a mente é forte
como é certa a morte.

Não sei que tons tem a felicidade,
mas posso ser sorriso na tua cidade,
Gargalhada dos teus chuviscos;
Que consigas ouvir o imitar dos piscos.

Literalmente
Que mais posso ser!?
Imaginação do teu viver?
Ou serei mesmo o toque da tua mente?

Lê aquelas rimas que escrevi,
Que engasgo mesmo em mente!
Lê-me no teu Mundo! Eu previ!
Que me decifravas compenetradamente!

Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R
 
Compenetradamente!

Coração de algodão doce

 
 
Fiz uma infinidade de algodão doce
E atirei-o para o céu para ficares doce,
Voei até lá e fiz um coração gigante,
Nem entendeste que fui eu,
mas ficaste radiante.
.
Este poema quero rimar a olhar para ti,
Sem tirar os olhos de ti;
Apreciado, o teu incómodo pestanejar
E dizer-te tanto com um olhar.
.
Vamos ter uma linda conversa,
jogar um jogo para ver quem diz menos
até a alma ficar imersa.
.
Quero ficar assim cega de amores,
Para nunca curar todas as minhas dores.
Secreta olhando-te, eternamente
Moldando o coração com a mente.
.
O coração que moldei era uma imensidão,
Que as mariposas ficaram alienadas de emoção;
Ficou próximo do exemplar,
o que revelei por momentos,
Mas voltaram os pesadelos obscurecidos,
Para despedaça–lo num só acordar.
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Coração de algodão doce

Água

 
 
Recitado por: Ana Carina Osório Relvas

Chove ouro, espiem, está tudo,
Está tudo cor de mel, apreciem
Ninguém desenha a paisagem?
.
Um pingo clarão, caiu ao chão,
Mas mais pingo ou menos pingo
não irá converter minha canção,
Nem vai deixar de ser domingo
porque caiu mais pingo no chão,
Por mim que chova de emoção,
Caia o pinguinho ou rude pingão,
Só se vão aliar as gotas do chão.
.
Só quero assim. Deixa que chova!
Que eu quero ouvir a trovoada
e o raiar da altura bem irritada,
Os raios como o polir em prova
e zonzos estrondos como sinal,
Sinal divino intensamente especial.
.
Tempo ou sejas lá quem fores!
Mostra-me a luz no meu abrigo
Ou dá-me a mão e vem comigo
Vem espiar a lua e semear flores;
Na quarta-feira a vigília é cheia.
Que chova para sorrirem flores.
.
Não consigo compreender, o louro,
As razões que levam a não gostarem
de chuva, se as gotas são de ouro!
Vamos guardar as gotas que caem?
.
Chove, e quando chove, cai dinheiro,
Dinheiro que ninguém vive sem ele!
E os pingos de água é só chuveiro?
Esta a chover e eu sinto-a na pele.
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Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
 Água

Pensas demais

 
 
As vezes pensar
faz nos pensar ainda mais
e para se tanto imaginar
acho que pensas demais.
.
Pensas em mim!
tal como penso em ti!
O teu olhar doce diz que sim;
Até sei que imaginas o beijo que nunca te dei.
.
Vives a sonhar
e eu deixo-te! a imaginar;
Olha; és mesmo verso do meu versejar,
Tal como tu, eu estou a trilho do luar.
.
As vezes pensar
faz nos pensar ainda mais
e para se tanto amar
acho que também penso demais.
.
Não quero olhar o teu olhar assim,
Assim tão doce e tão longínquo de mim,
Quero tocar o teu pensamento para sempre até nos sonhos
Que sejam só nossos, intocável por todos mas vividos por nós.
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Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Pensas demais

Primavera viajante

 
 
A época triste quase se rindo,
Cai borboletas de tantas cores!
E descendem hodiernos amores,
Pudores ou primores, florindo!

E aprecio a primavera em lágrimas,
O céu ortografa a alma nas rimas!
Provo o céu com o meu desfocar
desenlaço a alma sobre o mar.

Pressentimento? Que aperto é este?
Repleto de aromas sedutores
Deixa- me ou sufoca-me com flores!

Vai-te embora mas abraça-me,
Leva assim, o que sinto por ti;
Volta e sonha como te ama-se!

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Primavera viajante

Correr

 
Correr
 
Imagem Google

Foco o céu, com melíflua pinga que pode cair,
E não cai nada só um maldito clarão amarelo,
Tão fingindo, tão cínico e tão idiotamente belo,
Sempre a enganar-me com o seu reluzir.
.
Hoje, com o olhar no mar ou em ti, bem!
Acordo estalando as encostas para a viragem,
Vou correr no desejo de fingir que o mundo é meu.
Um poeta tem a experiência de sonha-lo bem!
.
Pego em mim e visto-me desportivamente
E faço o dito cujo aquecimento articular
E corro, até onde o caminho me levar
E leva-me incessantemente ao mergulho da mente.
.
Sete quilómetros e o corpo já anestesiado,
E corro para te lembrar, pra te amar pra te ter,
E por prazer de te imaginar continuo a correr.
Porque o amor é doido e inexplicado.
.
Onze quilómetros, aquela musica a tocar,
meu Deus agora é que morro porque eu não quero parar;
Se não me parares juro que vou dar
a volta ou mundo para te encontrar.
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Correr

Deixe-me acreditar

 
 
Há sol, descosa as pálpebras!
O brilho milho, venda!
É verídico não uma Lenda;
Relaxe e pressione as tempuras.
.
Deixe-me acreditar,
Deixe-me comunicar
consigo em pensamento;
quando pelo ouvido passar um sopro,
sou eu, deixe-me estar perto de si, assim,
Eu prometo que vou fazer
Você nunca me esquecer.
.
Eu senti, você passar por mim,
E deixou o seu perfume no ar;
Você aconchego-me, despindo o mar
Nem consigo calcular, assim.
.
Deixe-me acreditar,
Deixe-me comunicar,
consigo em pensamento;
quando pelo ouvido passar a maresia,
imagina a mais bela declaração de amor!
Eu prometo que vou fazer
Você nunca me esquecer.
.
Pense, sinta e vença!
Usa toda a sua intuição para o fazer;
Não vai perder o que já é seu;
Aventure-se e olhe o céu!
.
Sei que há muitos gritos, não gritados!
Há muitas lágrimas, não choradas!
Há muitos silêncios, com gritos abafados!
.
Deixe-me acreditar,
Deixe-me comunicar
consigo em pensamento;
Quando pelo ouvido passar o som do mar,
sou eu, deixe-me estar perto de si; assim,
Eu prometo que vou fazer
Você nunca me esquecer.
.
Escute o mar;
o meu respirar, o meu doce pensar (…)
Vou dizer a você uma coisa
Mas só a si(...) feche os olhos (…)
.
Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R [/font]
 
Deixe-me acreditar

Pequenos Sorrisos

 
 
A generalidade parece tão brilhante
e o amanhecer dita, maravilhoso.
felicidade é quando a alma respira, gracioso;
E o sol e as nuvens voam pelo céu como amantes.
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Felicidade são pequenos sorrisos
de determinados momentos,
Certamente a felicidade pode durar por tempos e tempos,
Depois abranda, chora e ri de novo com muitos risos.
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E estes pequenos sorrisos são tão reais,
tacteando a perfeição por um segundo,
segundos, dias, meses, ou muito mais,
Só é preciso investigar o mundo.
.
Felicidade são pequenos sorrisos
de determinados momentos,
Certamente a felicidade pode durar por tempos e tempos,
Depois abranda, chora e ri de novo com muitos risos.

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Pequenos Sorrisos

Sinto !!!

 
 
Recitado por:. Ana Carina Osório Relvas

A vida senta-se num tormento
em qualquer mimodrama imperfeito,
Nem o teu soprar repete o vento,
Nem o afeto sente-se perfeito!
.
Volta, anda, volta para esta parte,
Tanta sensação e tanto argumento
e tantas pedras raras em Marte,
e fico perdida em pensamento!
.
Era somente um verso de emoção?
Imagina a incrível decisão,
entre um e outro era infinita afeição!
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Pinto um verso e sinto! sem te ver
o rosto, pinto! Sem te ter, sinto!
simplesmente sinto sem te ver!

Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R
 
Sinto !!!

Eu vivo falhando

 
Eu vivo falhando
 
Eu vivo falhando (…)
Um dia garanto que acerto em tudo e quando acertar já não estarei cá a fazer nada (…)

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Eu vivo falhando

Ler é viver um sonho!

 
Ler é viver um sonho!
 
Imagem Google

E que tal,
Voarmos num livro inesquecível?
Ir para distante daqui;
Coleccionar palavras mesmo aqui;
Deixar a alma implacável;
Sonhar de olhos dilatados;
Imaginado o que a imaginação quiser;
Olhado, o que o olhar desejar, ver.
.
Quero continuar a ler;
Mas estou com receio que acabe
a história de comover,
É melhor ler lentamente, só quem sabe;
Degustando cada saber.
.
Ler é viver um sonho;
E eu preciso tanto de viver
este que estou a ler;
Talvez um dia possa ler um especial
que deixe de ser um simples sonho(…)
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
Ler é viver um sonho!

A felicidade são pequenos sorrisos de determinados momentos (...)

Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R