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Poemas, frases e mensagens de teresa

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de teresa

Sou o que escrevo
Sentimento
Amor
Paixão
Muita simplicidade
E emoção.

Dispo-me de trapos

 
Dispo-me

De trapos

Visto roupa nova

Mudo de sapatos

Ponho meias pretas

Nuns saltos bem altos

Retoco a maquilhagem

Olho-me no espelho

Tenho uma miragem

A lágrima secou

O sorriso voltou

levanto a cabeça

Subo a avenida

É o começo

De uma nova vida
 
Dispo-me de trapos

Vesti-me de Cetim...

 
Vesti-me de cetim...
para que teu olhar
De príncipe encantado
Pousasse sobre mim
Mas depressa
Viraste um sapo
E do meu vestido de cetim
Fizeste um trapo...
 
Vesti-me de Cetim...

Candidato

 
Ter alguém a meu lado
Por simples companhia
Provoca-me ansiedade
E até alguma agonia
Precisa o candidato
Ser inteligente e sensato
Sensível e amoroso
Leal e muito cordato
De profissão...
Apenas se exige
Que venda humor ao desbarato
Ter boa apresentação
Ser bonito e elegante
Não é de todo condição
Bastam sorrisos largos
Alegria e boa disposição
 
Candidato

Com os olhos da imaginação

 
Vejo sempre o outro
Com os olhos da imaginação
Ser bom
Mau ou ruim
São julgamentos
Que não me competem a mim
E não julgando
Fico assim
Sonhando com uma ilha
Na beleza da partilha
Olhando o infinito
E no vai vem
Das ondas
Em constante conflito
 
Com os olhos da imaginação

SOU NADA

 
E de novo

Sou nada

Caminho ao vento

À chuva

Ao lamento

Deambulo sozinha

Pelo pensamento

E de novo

Sou nada

Alma rasgada

Em sofrimento

Cabeça perdida

Mão estendida

Esperança

E tormento

Na minha frente

A encruzilhada

Terra batida

Estrada asfaltada

Entro no túnel

Desesperada

Ao longe

A luz da esperança

Anunciada
 
SOU NADA

O meu ponto fraco

 
Sou sensível ao trato
É essa sensibilidade
O meu ponto fraco
Agride-me a palavra
Que se atira
Como uma pedrada
Desencanta-me
A rude expressão
Delicio-me
Com um sorriso
Um abraço
Um afago na mão
 
O meu ponto fraco

SONHO

 
Se eu um dia

Te pegasse

E nos meus braços

Te levasse

Pelos sonhos

Da minha mente

Voaríamos docemente

Na distância do universo

Na ternura do regresso

Na simples frase dum verso

Se um dia

Me deixasses amar

Se me deixasses falar

Ficarias a saber

Que no mundo

Dos meus sonhos

Não há lugar à distância

Nem mora a arrogância.
 
SONHO

Acesso de Raiva no Supermercado

 
Hoje fui ás compras...

Cheguei ao supermercado...

No parqueamento...

Carro estacionado...

Subi as escadas rolantes...

E envolta em pensamento...

Notei que já nada era como dantes...

Peguei num carrinho...

Caminhava devagarinho...

Mas de repente!...

Eis que me passa pela mente!...

Um filme surpreendente!...

Entrei no recinto cheio de gente...

Corri pelos corredores...

Derrubei todos os expositores...

E num acesso de raiva...

Tudo das prateleiras saltava...

Atrás de mim o recinto devassava...

Não comprem nada, gritava!...

Peixe, carne, legumes...

Estão todos envenenados!...

Não toquem nos enlatados!...

Nem em produtos transformados!...

Nem sequer nos refinados!...

Alguns nem estão etiquetados!...

Muitos deles estão alterados!...

Estamos encurralados!!!!!

Gritei, gritei, gritei!...

Pelos ombros as pessoas abanei...

Mas de repente lembrei!...

Do colégio onde estudei!...

Diziam então as freiras!...

Menina! comporte-se!...

Tenha maneiras!...
 
Acesso de Raiva no Supermercado

Deixei de escrever

 
Deixei de escrever

Como se as palavras

Mexessem num passado

Que preciso esquecer

Como se virassem

As costas ao dia

Num longo entardecer

Deixei de escrever

Porque o barulho

Das palavras

Não me deixa adormecer

Gritam dentro de mim

Tiram-me o sorriso

Que um dia me

Prometeram devolver
 
Deixei de escrever

ENCANTAMENTO

 
E os meus olhos

Se encantaram nos teus

E os teus desejos

Passaram a ser os meus

E como eu te quero amar!

Como a flor que murchou

E voltou a rebentar.

E de novo

Sou rosa encarnada

Sou alegria

Sou vida

Sou cor

Sou mulher encantada
 
ENCANTAMENTO

Tenho saudades de não ter saudades

 
Já senti
Tantas saudades
Mas...
De mim fugiram
Procuro-as com ansiedade
Invento-as
Nos meus desejos
Mas...
Apenas me surgem em lampejos
E assim se vive...
Com saudades
De não ter saudades
Das saudades que
Já tive
 
Tenho saudades de não ter saudades

Tanto passado

 
Tenho tanto
De passado...e
Nada de futuro
Tanto caminho
Andado....e
Na minha frente
Um muro
 
Tanto passado

Mar de Desejos

 
Navega

Pelo meu corpo

Espraia-te

Nos meus sentidos

Abafa

Os meus gemidos

Solta-me

Das garras

Livra-me

Das amarras

Voa comigo

Entre as nuvens do desejo

Leva-me

Ao sabor do vento

Afasta

Todo o meu lamento

Afunda-me

Neste mar de prazer

No sentir infinito

De te ter
 
Mar de Desejos

E TU

 
E tu

Que procuras

Noutras

O que em mim

Havia

Que me torturas

Com saudades

Se eu em ti

Vivia

E tu

Reminiscência

Do passado

Onde meu grito ecoa

Profundo e abafado
 
E TU

Tudo é vago...

 
De tantas sequências...
Sofro agora...
As consequências...
Não acredito em nada...
Nem em ninguém...
Tudo é vago...
Ora aqui...
Ora além...
Sou como a onda do mar...
Que Tanto vai como vem...
 
Tudo é vago...

Chorar é para os fracos

 
Abracei-te

Na despedida

Beijei-te

Fui reprimida

Vou secar as lágrimas

Despir-me de trapos

Porque como dizes

Chorar

É para os fracos

Partirei sim

Em voo de esperança

Por cima da frieza

E de qualquer arrogância
 
Chorar é para os fracos

Já dobrei o Cabo Bojador...

 
Já dobrei
O Cabo Bojador
Já sofri
Já chorei
Pensei morrer
De tanta dor
Já caí
Já me levantei
Já me confrontei
Com
O Gigante Adamastor
 
Já dobrei o Cabo Bojador...

Aviso à tripulação

 
Aviso á tripulação

Peço-vos

Do fundo

Do meu coração

Que nunca

Me passem

Um papel

Para a mão

A situação

É tão grave

Que pôs em causa

Até a minha relação

Qualquer papel

Que de mim se aproxime

Mesmo que me seja dado

Num acto sublime

Só serve para ser

Rasurado

Escravizado

Amachucado

E quando dele preciso

Já ele se tem escapado
 
Aviso à tripulação

Barco encalhado

 
E o barco

Que não chegou à praia

E ficou encalhado

E o castelo

Que construí na areia

E foi desmoronado

E o céu

Que tanto brilhava

E de repente ficou nublado

E a tempestade

Que caíu sobre o mar

Levou meus sonhos

Pra no fundo

Os enterrar
 
Barco encalhado

Observo

 
Escrevo verdades
A mentir
Uso palavras para
Sentimentos substituir
Observo
Para poder refletir
Páro
Na encruzilhada
Sem saber para onde ir
Sou livre e céptica
Fecho-me em sorrisos
E aí
Sou hermética
 
Observo

M. TERESA SÁ CARVALHO




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