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Poemas, frases e mensagens de agniceu

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de agniceu

Vou-te amar até à ultima gota de luz …

 
Vou-te amar até à ultima gota de luz …
 
Procura-se o vinculo mais forte, no céu mais estrelado,
Procura-se o regadio da lágrima mais pesada …
Mas a resposta recostei no profundo da alma …
Com a promessa de te amar …
No eterno lugar onde o tempo não tem espaço …

Poema dedicado a todas as mães que se tornaram estrelas antes de serem avós …

Poema dedicado a todas as filhas que ficaram com o coração amputado, antes de serem mulheres…
 
Vou-te amar até à ultima gota de luz …

A moradia mais bonita é o teu coração…

 
A moradia mais bonita é o teu coração…
 
Moras cá dentro
Feito sentimento
Doseando a pressa das horas
E os rumores do reencontro ….
Jurado no latejo dos olhos …
Na inevitabilidade
Dos pontos cardeais
Dispersos
No desassossego
Irrequieto …
Dos passos

Porem,

Há uma força contida na veia mais fina
No suspiro maior
Soprando o teu nome
Numa nortada de amor
Que não arrefece
O núcleo
Dos sonhos
Castrados
Pela distancia dos
Nossos braços
Pelos traços
Molhados de dor…
 
A moradia mais bonita é o teu coração…

Os silêncios dos teus vocábulos mudaram as cores das ruas

 
 
o peito afunda
a sede
de acreditar
que o amanhã
vai mudar

a esperança verde
ganha
a cor da espiga
antes de ser fendida

os olhos viram
lagos
copiando
os raios
do nosso astro
chorando a lua

tudo isto ... só porque desististe
do nosso abraço

do afago
dos nossos
gestos

tudo isto... porque o teu mundo
virou mudo
e as palavras caíram descalças
no asfalto
no itinerário
dos lábios
 
Os silêncios dos teus vocábulos mudaram as cores das ruas

Estatuetas feitas de letras

 
Estatuetas feitas de letras
 
Os poemas são estátuas,
Lembram-nos os feitos da alma
De qualquer poeta...
Seja poeta menino
Ou velhinho
O que importa é sua obra
E a indiscutível forma de obrar o íntimo.

Há quem “ moluge ” as palavras à realidade presente,
Quente dos instantes …

Outros insistem em trazer consigo, um passado distante,
Colhendo saudades…

Mas todos,
Todos aromam os sonhos
Escrevendo as imagens das suas falas…
Numa janela voltada para o mundo …para a arte …
 
Estatuetas feitas de letras

Não sei amar

 
 
o problema
nunca foi teu…

nunca foi o teu colo
nem o baloiçar dos teus braços

nunca foi a direção dos teus passos
nem mesmo os estilhaços de afeto
que chegavam do teu coração

o problema foi meu
sempre te vi lá em cima
brilhando mais que as estrelas

sempre te vi a árvore
alta
resistindo às tempestades
de uma beleza ímpar
capaz de servir de abrigo
aos anjos mais vulnerados
enraizando
os olhos
os solos
os sonhos
de tanta gente …

como poderia ser jardineiro do teu canteiro ?
podar as cicatrizes dos teus ramos ?
regar-te com gotas de céu ?
se apenas sei imitar o mar
e apenas trago uma chave de sal
impossível de destrancar o cadeado do peito teu …
 
Não sei amar

Ensaios de liberdade

 
Ensaios de liberdade
 
 
guardo
nos ombros
tuas asas …

deformadas
feridas
ensopadas
decorosas

confesso
que não as sei usar ...

não pesam
mas choram as tuas mãos
assim que ondulam
o azul sem chão

para fazer do céu um verdadeiro par
terei de aprender o bailado
dos teus braços
reconhecer
o mau humor do vento
descobrir a sinceridade nas estrelas
assim que a noite silenciar a lua
entre o eclipse da saudade
 
Ensaios de liberdade

Depois da dor o amor ...

 
Depois da dor o amor ...
 
 
perto do fim da jornada …

o coração pesa toneladas

guarda o melhor de ti

guarda os teus sorrisos

as tuas falas

guarda a tua alma



em cada minuto que passa

existe uma saudade nova

que chega

trazendo a novidade atrasada

[meu amor por ti é bem maior que há uma hora ]



mas sei que não posso

apressar a saudade de te chegar

tenho que desfardar

todas as mágoas,

todos os adeuses,

todos os espinhos sem rosas …

para te proteger

para te amar
 
Depois da dor o amor ...

... que perdure no tempo

 
 
tantas vezes duvidei da força
das nossas ilusões
perdi a conta
as vezes que tapei a boca do coração
com a razão
mas ele acabava por falar através das lágrimas de saudade
mareadas nos olhos que te abraçaram
no primeiro dia
que o reflexo teu
me iluminou

pensei que o tempo apaga-se o rasto da nossa história
sabendo que é violento escrever fim ainda no prólogo do sonho

pensei que a distância
dos nossos corpos …
a ausência das âncoras
dos nossos braços
fossem suficientes
para extinguir a vontade de amar-te
mas foi em vão
o coração em alma
arde no gelo
ferve no silêncio
e não esquece o desfiladeiro do bescoço
a carícia ensaiada na costa dos ombros
o salpico de som no ouvido torneado

sem falar das promessas sinceras
de puro amor
serenadas no coração
[de certa forma
foram sementes
molhadas
em terra fértil
independente das secas
ou das tempestades]

talvez o destino de um amor assim
ancorado no cais
possa um dia
enfrentar o mar dos nossos lábios
e encontre um beijo
seguido
de um sim …
 
... que perdure no tempo

Arrecado as memórias dos teus desassossegos

 
Arrecado as memórias dos teus desassossegos
 
 
Arrecado as memórias dos teus desassossegos

Um coração está bem com alegria do outro

 
Um coração está  bem com alegria do outro
 
 
no amor
foi um analfabeto

um esterco
quando magoei
quem estava por perto



depois de ser pai
comecei
a entender
como estava
errada
esta
forma de amar



espero ainda ter tempo de mudar...
de ensinar o meu filho
a importância
das pedras do caminho

elas são importantes
para fortalecer os nossos passos
mas também deveremos aproveita-las
para contruirmos um futuro abrigo
capaz de nos abrigar
das tempestades
e dos fracassos
 
Um coração está  bem com alegria do outro

Faz nos tão bem… escrever sobre o coração com o coração

 
Faz nos tão bem… escrever sobre o coração com o coração
 
 
os únicos espelhos

que espelham o real espectro da alma

sem inverterem a imagem das palavras [por desenhar] ….

são os olhos



e como é imperdível

o seu confronto

com olhar do ser amado



aqueles sorrisos

sem lábios !



aquele brilho

sem o céu estrelado !



como é possível

nascer daqueles rostos,

o mais preciosos piscares de sonhos



e as vezes

num simples restolho do rostolho

nasce um fio de mar



e quando o mar

se confunde com o céu

naquele silêncio doce

o abraço precoce sucede

sem grandes trabalhos

[é assim a mãe e um filho

quando entram em casa

carregados de saudades]
 
Faz nos tão bem… escrever sobre o coração com o coração

Há um firmamento no teu olhar …mapeando o velejar do meu coração … Há um firmamento no teu coração …mapeando o velejar do meu olhar …

 
 Há um firmamento no teu olhar …mapeando o velejar do meu coração … Há um firmamento no teu coração …mapeando o velejar do meu olhar …
 
 
Poderia escolher um milhão de estrelas,
Semeadas por Deus no céu
Para me guiar na emoção …
Mas escolho a luz do teu coração
Para atravessar a escuridão
Da solidão,
Dos passos leigos
Feridos pelo chão molhado …

Escolho a esperança do teu amor
Por mais incerto que seja
Por mais encoberto que esteja o olhar,
Escolho olhar-te,
Despido de peito …

Por mais perto que esteja o clarão de um outro amor,
Escolho fugir para longe, mais perto da dor e da tua incompreensão …

Escolho – te
Pois só há
Uma escolha …

Amar-te!
Amar-te!
Amar-te!

E se um dia,
Deixar de te amar,
É por que morri de alma e de carne …
 
 Há um firmamento no teu olhar …mapeando o velejar do meu coração … Há um firmamento no teu coração …mapeando o velejar do meu olhar …

Escuta, linda flor ,com genes de Lisboa ...

 
Escuta, linda flor ,com genes de Lisboa ...
 
 
Escuta, linda flor ,com genes de Lisboa ...

A marulhada da alma

 
A marulhada da alma
 
 
oiço os passos da chuva

correndo



a madrugada chegou tão

rápido

ao canto dos olhos
 
A marulhada da alma

Depois do teu adeus …o mundo virou as costas ao sol …

 
 
O acenar das tuas mãos
Lembram,
Fósforos queimando
Na magreza dos minutos…
O emadeirado dos seus corpos…

E quando parar a imolação da sua luz,
Será o fim do sossego do escuro

Então os olhos se rasgarão dos teus
Deixando a tua imagem intacta
Como tatuagem da alma
Imortalizada no infinito do íntimo

Uma espécie de oásis largado para trás
No começo do deserto…
No início suicida do resto
Que ficou …
 
Depois do teu adeus …o mundo virou as costas ao sol …

Se eu pudesse afinava tuas assas só para regressares… salva das tempestades…

 
 
os amores do século passado
já não podem sentir
o aperto de um abraço
a culpa é de um desgraçado
despassarinhado que te prometeu
levar ao céu e apenas te deixou
uma
pena
ao teu lado

[sinto que os meus erros
foram pesos nos teus ombros
e as promessas
flechas arremessadas por um cupido
imperito ]

e agora …?

a reviravolta
está na dança
da tua anca
ou viraste para trás
ou segues em frente
rodopiando
caminho
com os teus lindos passos ….

…mas não percas a lava do peito
nem esse jeito
de espiritar o melhor
dos nossos atos

o que fazes… fazes bem
basta ajustar o sossego ao olhar
e verás a solução
de um coração
tão golpeado

...acredito que um sorriso te acompanhará…
 
Se eu pudesse afinava tuas assas só para regressares… salva das tempestades…

Papagaio-do-mar repete tantas vezes rio para se tornar doce para um amor que corre por um fio …

 
 
em tua direção
meu coração
chega ao teu lado
antes do peito

até os recados recatados
não passam dos lábios fechados
nem conseguem ser respingo
na curva do teu ouvido

por vezes junto letras às tuas letras
para que a dança dos ecos
perfume os silêncios

de vez enquanto
finjo ser folha

no teu jardim

no teu poema

no rascunho
do supermercado

e como seria bom!

ser tocado pela magia
dos teus traços …

ser tatuado por um vocábulo
nascido dos teus lindos dedos

ser pisado
pela leveza dos teus passos
 
Papagaio-do-mar repete tantas vezes rio para se tornar doce para um amor que corre por um fio …

A sete palmos do mar

 
A sete palmos do mar
 
 
A sete palmos do mar

Presos sem grades

 
 
o afeto alofilo
em teu ombro

o desconhecido sentimento
borbulhando no estomago

a vontade maior que os nossos olhos

molesta o coração
trazendo á tona da pele
a vulnerabilidade
do querer

e isso dói …!

como dói …!

ter e não poder
amar de perto
com todo
o desejo
sincero

provocando esse aperto
algures
perto
do esterno
fazendo-nos
suspirar

chorar

acreditar
que um dia
o corpo silenciado
vai tocar
com os dedos em harpa
sem sabermos onde começa e acaba
o dorso do homem e da mulher

até lá
tudo é tão estranho
tudo é tão grave
tudo é tão soprano
que o sempre
faz mais sentido
no nosso íntimo
e nestes desacampados
arrepios
constantes
 
Presos sem grades

Levas-te contigo os ponteiros … e tudo o resto…

 
Levas-te contigo os ponteiros  … e tudo o resto…
 
Saudades presas no coração
Tem liberdade incondicional
Para chorarem amores
As dores da tua ausência
As flores prometidas do teu regresso


No outro dia, o Tejo quase secou
Pensei que tinhas chegado …

No outro dia, o céu quase amanhecia
Parecias vir de barco na linha da lua
No rasto salgado

No outro dia
Foi apenas mais um dia
Depois de ontem
Depois de ti ….
Assim são os dias
Não terminam
Não começam …
Cessam sem alegria
Morrem antes de serem vida ...
 
Levas-te contigo os ponteiros  … e tudo o resto…