Poemas, frases e mensagens de brunomi

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de brunomi

Sem título XV

 
Todos os dias se escreve uma história bonita nas nossas vidas, amanhã será mais um paragrafo sem pontos de exclamação ou interrogação.
 
Sem título XV

Poema da minha vida

 
Ao longo da sua vida
Esteve presente e ausente
Mas sempre feliz
Com a Natureza vivida

Em certas alturas
Colheu alegrias
Onde muitas vezes
A matriz era escondida

Sem nada a esconder
Revela-se ao Mundo
Sem qualquer dó

Mostra-se assim
Um dia de cada vez
Olha o sol a renascer
Pelas montanhas do sul

Fez-se Homem nesta vida
Injusta e amargurada
Em pleno inverno
Inverno esse frio e chuvoso

Desperta sonhos por realizar
Onde a noite é criança
E cresce ao som da madrugada
 
Poema da minha vida

Amor utopista

 
Toda esta vida
Amei-te, amei-te sem saber

Foram longas caminhadas
Até enfrentar a nevasca
Enfrentei!
Para encontrar a Lotus
De um amor utopista
Mas nunca imperialista

Ao chegar a casa
A lareira só continha cinzas
Tu sentada na poltrona
Essa poltrona castanha e gasta
Pelo tempo...

O tempo por ti não passou
Apesar da tua idade
Continuas a ser a mais bela
Das ninfas sagradas
Por quem me apaixonei um dia
... Sem saber

Oiço os teus gemidos de dor,
O teu sofrimento arrependido
Mesmo assim não me deixas aproximar
Para te aconchegar
E amar-te uma vez mais
Com o meu coração endoidecido
 
Amor utopista

O que não tenho coragem de dizer nos teus olhos

 
Paro em frente de uma luminosidade que teima fortemente em encadear-me, queima até o meu íntimo mais profundo. O teu sorriso que encanta e alegra tudo à minha volta escorrega por entre os dedos rasgados de dor, sofrimento e mágoa. Deixo-me cair desamparadamente na areia do Guincho, as ondas arrebentam a seu belo prazer e o vento leva consigo a incerteza dos meus receios. Brinco na areia e, dou por mim a escrever o teu nome. O nome que desejo exprimir com um terno sorriso todas as manhãs.
Foi à cerca de pouco tempo que dei por mim a apaixonar-me por ti, não tive culpa de este enorme sentimento invadir sem autorização a minha fonte de sentimentos e paixões. Sei que gostava de voltar a amar, voltar a entregar novamente o meu "coração" a uma pessoa linda e simples como tu e aos meus olhos tornaste-te especial e única.
O brilho dos teus olhos deixa-me a imaginar como seria a plenitude do nosso eventual amor, o amor que um dia quero viver a teu lado. Espero que venhas ter à margem do Guincho, vinda numa onda onde possa depois aconchegar-te no calor dos meus braços.
Quero dizer-te aqui e agora que apesar de tudo quero estar contigo, fazer-te feliz e ser o companheiro nas horas mais difíceis da tua vida.
Como seria bonito estar contigo esta noite no Guincho ou numa outra praia, só nós dois a contemplar apaixonados a Lua, o Universo Desconhecido que ilumina as nossas rebeldes essências que são alimentadas por doces caricias. A vontade que tenho em tocar nos teus lindos cabelos, mas o receio de interpretares mal faz-me recuar logo de seguida. A vontade que tenho de passar as minhas mãos pelos teus braços. Aos poucos quero dar-te a conhecer a minha essência, a existência de um Homem diferente que é capaz de te oferecer a tranquilidade que tanto procuras.
O pouco que conheço de ti, és o anjo que qualquer arcanjo deseja encontrar na sua humilde vida! És o anjo mais terno e meigo que conheço. Adoro estar contigo, sinto um calor confortável dentro de mim e tu és a responsável por isso.
O que escrevo aqui é verdadeiro, é o que sinto, é o que ele sente... é o que eu desejo que sintas um dia por esta alma perdida.
Simplesmente, És...!!
 
O que não tenho coragem de dizer nos teus olhos

Manhã silenciosa 3 (Capítulo I)

 
Preparava-me para ir almoçar quando Alessandra toca à campainha do meu humilde apartamento, um mero T2 alugado, na cidade de Lisboa. Como homem, muitos podem pensar que a minha casa é desarrumada como o meu cubículo da redação, mas não, é limpa e arrumada.
– O teu apartamento continua na mesma – fazendo uma careta.
– Já sabes como é – respondi com um sorriso, a minha recepção de boas vindas... – Queres almoçar comigo?
– Sim pode ser, o que é? – Questionou-me, sentindo um leve aroma no ar e dirigiu-se à cozinha – Cheira bem.
– Oh, onde vais? – Chamei-lhe a atenção. – Verás quando estiver servido.
Alessandra quando se sentou à mesa, o Pulga aproximou-se sorrateiramente até enterrar o seu focinho rosado no seu colo... – Oh Pulga, és mesmo parecido com o teu dono.
– Comigo?! – Dei uma gargalhada intrigante.
– Sim, contigo – sorriu. – Só querem mimo!
A minha italiana acabara de sair da Universidade, tirou a Licenciatura em Terapia da Fala, sempre foi o seu desejo e nunca desistiu, mas não queria ficar por aqui, queria ir mais além. Eu tirei a minha Licenciatura em Comunicação Social há dois anos.
Já sentados à mesa e a saborear o almoço que preparara, Alessandra sorriu.
– O que foi? – Perguntei-lhe.
– Está perfeito – mencionou, pegou no copo com vinho e deu um trago – perfeito!
– Ainda bem que estás a gostar do meu bacalhau-à-brás – sorri e toquei com os meus dedos nas costas da sua mão...
– Arrepiaste-me – mencionou ao olhar nos meus olhos.
Pisquei-lhe o olho enquanto limpava a minha boca no guardanapo.
“Porque tive esta reação para com ela, tocar na sua mão...?” Questionei-me em pensamentos.
– Desculpa, foi sem intenção amiga.
Alessandra corou.
– Mudando de assunto, o Ricardo vai estar esta noite no Espaço N, terás uma surpresa, não podes faltar.
– Lá estarei – confirmei. – A que horas marcaste com ele?
– Às vinte e uma horas e trinta minutos.
À hora marcada fui buscar Alessandra a casa, o meu espanto quando vejo uma rapariga a descer as escadas do prédio com um vestido vermelho e a dirigir-se para o meu carro. Desviei o meu olhar embasbacado da rapariga e peguei no meu telemóvel. Passados uns segundos bateram no vidro do carro, olhei e estava a rapariga de vermelho a olhar para mim.
– Alessandra...?! – pronunciei baixinho e a gaguejar.
Saí do carro e fui ter com ela, cumprimentei-a com um beijo em cada rosto e reparei que as suas costas estavam à mostra e deparei-me com uma constelação de sinais na sua delicada omoplata.
– Estás linda... – disse-lhe, com a voz a faltar-me – esse batom fica-te bem, até o teu cabelo está diferente. – Constatei com um sorriso.
– Obrigado meu querido – corou, no entanto, depositou um beijo suave no meu rosto.
Enquanto abria a porta do carro para a minha amiga, o meu coração disparou devido àquele beijo inesperado. Quando se sentou reparei na sua pequena tatuagem, uma âncora ao pé do perónio.
Ao chegarmos ao local combinado, Ricardo estava com uma rapariga...
– Ele já assentou de vez ou é mais uma curte de dois dias? – Perguntei, levando a minha mão ao queixo.
– Nem sei, conheci a Vera há dias, pareceu-me simpática e divertida – torceu o nariz.
Aproximamo-nos.
A tal Vera era morena, de estatura baixa, cabelo comprido, com um sinal na parte superior esquerdo do lábio e com uns olhos brilhantes.
– Ricardo, Ricardo… Sempre o mesmo, a enganar as pobres raparigas, nem sei como ainda não levas-te um excerto – atirei-lhe, enquanto a beijava nos lábios. – Pagava para ver, acredita.
Virou-se.
– Ahahahahahahaha… – Riu-se do meu comentário – Tens uma piada imensa – constatando um facto – Dá cá um abraço Miguel, há quanto tempo?
– Não quero interromper o vosso beijo, estejam à vontade – assobiei – é bom, não é, seu maroto?
Notei que a Vera estava mesmo embaraçada, coitada, às vezes sou mesmo mauzinho, mas o cabrão do Ricardo, enfim... Hoje curte com uma, amanhã com outra e depois com outra, passa a vida nisto.
– Meninos, parem com isso – interrompeu-nos uma voz doce, mas ao mesmo tempo assertiva – que ideia terá a Vera de vocês?
– Tens razão Alessandra. – Constatei.
– Desculpa Alessandra. – Constatou igualmente Ricardo ao cumprimentá-la. – Estás bonita – sorrindo para ela.
Alessandra cumprimentou Vera e eu dei um abraço a Ricardo.
– Vera, este é o Miguel, aquele amigo estúpido de que te falei.
– Que mau – fiz uma careta. – Imagino o que ele te disse sobre mim, mas é tudo verdade, garanto-te!
Vera fez um pequeno sorriso, no entanto aproximei-me dela e cumprimentei-a.
– Vamos divertirmo-nos? Perguntou Alessandra
Todos nós afirmamos que sim.
 
Manhã silenciosa 3 (Capítulo I)

O tal sorriso

 
Nasce em ti, nasce em nós o simples e verdadeiro sentido de uma vida sem qualquer sentido. Os anseios perdidos de uma escultura sem vida, sem humanidade profunda resgatam em Oceanos e Mares a mais vivida vida de uma escuridão sentida.
Voltas ao início da tua vida que muitos chamam a casa de partida, a casa onde nunca foste amada mas sim apedrejada pelo sofrimento da alma envelhecida. Encaras com o espelho dos teus antepassados, aproximaste-te, o teu rosto desfigurou-se graças às lascas do velho espelho partido.
Caminhamos cerimoniosamente pela enorme floresta onde te perdias nos teus tempos de dor e angústias. Naquela vida passada vagueavas tempos e tempos pela escuridão dos sentidos e nadavas na imensidão do lago gelado, aprendeste a sobreviver à tua própria imortalidade.
Começa a chover, não tens medo de te molhar e até gostas de sentir as gotas frias na tua tez morena. O rosto recheado de cicatrizes invisiveis de uma infância amargurada e incompreendida por todos. Sorrio suavemente ao ver-te saltar de poça em poça, tenho a impressão que voltaste a ser criança mas uma criança muito mais feliz num Mundo que ainda te quer assustar.
Fico feliz por te ver feliz, feliz por seres feliz e feliz pela felicidade de nos fazermos felizes.
O sol voltou a romper as nuvens negras, no horizonte temos a beleza do arco-íris e o uivo de um lobo perdido da sua alcateia que nos fez arrepiar, arrepiar toda uma Natureza desconhecida para a maioria da Humanidade.
Pegaste na minha mão e fizeste-me correr atrás de ti, saltamos por ramos caídos, passamos por árvores robustas que nunca antes vira e como era bom conhecer um pouco de ti, como eras outrora nos momentos agrestes de uma silenciosa vida sem vida. Paramos finalmente, olhaste para mim por cima do teu ombro nu com o teu olhar terno e esboçaste um pequeno sorriso. Estavamos ambos na presença de uma enorme cascata, o som da água a cair no fundo é inexplicável. Apontaste para o ramo de uma árvore próxima, um esquilo debatia-se com uma bolota e ambos rimos, como era perfeito ver-te sorrir.
Sentamo-nos numa enorme rocha com os nosso pés na água e os pequenos peixes saltavam e nadavam perto de nós. Os nossos sorrisos eram abençoados por toda aquela magia que me deste a conhecer e agradeço por tudo isso.
Toda esta magia terminou, terminou ao silêncio de um suspiro...
Falam tanto da imortalidade da vida mas nunca a vi.
 
O tal sorriso

Manhã silenciosa

 
– Não acredito no que acabei de ouvir! Como podes dizer uma coisa dessas sobre o pai da tua filha? – Perguntou bastante intrigada, com um rosto de indignação.
– Respeito a decisão dele – beijando a sua testa carinhosamente.
Ao quinto dia do mês de abril, faria um ano que Miguel acordava para uma nova realidade. Muitos dos seus amigos e familiares, não sabiam como lidar com ela, uns aceitavam, outros não queriam pensar num desfecho tão cruel. Ficaram chocados com a decisão tomada de um homem morto… morto por dentro, que já nada podia fazer.
Em certos momentos da vida somos obrigados a escolher por uma das vias de um caminho bifurcado e ele escolheu o seu. Tudo o que se faz tem as suas consequências, as consequências dessa sua decisão, fizeram com que pessoas ligadas durante uma vida se afastassem. Nestes momentos, tão difíceis para um Ser Humano, comprovamos quem nos ama verdadeiramente.
A sua filha, ainda pequena, apesar de não ter noção do que se passava à sua volta, cada vez que se enroscava nos braços de Miguel, notava-se claramente uma ligação de amor, nunca antes testemunhada. Aquela menina tinha todos os seus traços quando este era pequeno, dito pela mãe de Miguel.
– Mãe, não vamos voltar a ter esta conversa, pois não? – Bufando secamente as palavras, porém beijando a nuca da sua bebé.
– Este hospital, essa…
– Amor, está na hora de dar de mamar à nossa pirralha – interrompendo a sua mãe – Lis, está na hora da mama – a companheira de Miguel retirou a pequenita dos seus braços e voltou a sentar-se no cadeirão castanho-escuro.
Mãe e filha, um amor de predição, um laço que nunca será esquecido no tempo. Um raio de sol transbordava por uma palheta da persiana e iluminava aquele pequeno anjo.
Há momentos da vida, em que não sabemos como adquirir certos mandamentos, pois ainda continuamos a pensar sistematicamente como haveremos de respeitar o próximo.
 
Manhã silenciosa

Sem título III

 
A vida por vezes torna-se complicada e difícil, mas nós, Humanidade temos que a tornar mais simples e singela.
Para que nos serve estarmos a "stressar" com o tudo?... pois, amanhã podemos já não estar aqui.
Será que valerá a pena chatearmo-nos pela indiferença?
A vida é neste exato segundo, não a deixes fugir por entre os teus dedos como areia sem filtro.
 
Sem título III

Ela assim é

 
Os moinhos de vento
Levam para longe
O que não quero recordar

Tenho este mar
Que conquista
o que quero finalmente amar

A areia fina
Deixa as pegadas
De uma mulher célebre
Que quero recordar

Ela
Sentada na "muralha"
Junto ao mar
Aliviado de dor

Ela
Demonstra a sensibilidade
No seu belo olhar
A um pôr do Sol
Próspero em renascer

Ela
Reconforta a alma perdida
De um Homem
Deste Homem

Ela
Assim é
A verdade nunca perdida
De um lindo
Sopro de amor

Ela
Assim viveu
Um dia
Para mim
 
Ela assim é

Utopia de um poeta

 
Nada me faz prender
Às angustias desta terra
O cheiro que me deixa
Velhas recordações

As amarguras, as desventuras de outrora
O medo, a dor, o sofrimento
A tortura do lamento

Os lamentos de poeta
Não deixam Florbela
Nem Espanca
Salientar a sua mera dor

Nem Pessoa, nas suas ilusões
Jamais se lembraria...
Das quimeras, das desilusões
Da simples utopia

Que deixei fugir um dia
Em sinais...!

Ah, quem me dera puder abraçar
Teu corpo
E puder dizer-te, baixinho... sussurrando
"Sou teu... meu desprotegido"

As vozes que embalam
Crianças ensonadas
Deixam "minha" Florbela
Sonhando, por vidas
Meramente ultrajadas

O sufoco da partida
O adeus da despedida
Vidas perdidas, sem rumo
Ao longe... avista-se a esperança
Um barco, perdido por entre nublinas

O Sol bem deseja romper, mas
As nuvens teimam em manter
As terras húmidas
De sofrimento e angonia

As aves voam rumo ao céu
Bem no alto, entrelaçam-se
Num voo sem rumo,
Ao velho desassossego

Este poema foi escrito juntamente com a minha irmã, Ângela Ferreira... Amo-te, mana!!
 
Utopia de um poeta

Em ti

 
Em ti,
Esbarrei em silêncio
Na mera estrada da vida

Nesta vida te encontrei
Nesta vida amar-te-ei

Em ti,
O amor é verdadeiro
É simples,
Mas intenso como as ondas do mar

A lua,
Testemunha do nosso amor
Ilumina as nossas vidas
Sem mágoa nem rancor

Em ti,
Somente em ti as estrelas fortalecem
O amor alguma vez vivido
Vivido a meu lado

Em ti,
Em ti quero ficar!
 
Em ti

Flor ancestral

 
És a flor mais bela que pude encontrar, nela fui abençoado pelo amor verdadeiro, pela beleza de um anjo ancestral que me foi entregue no regaço de uma plenitude universal. Foste e serás a flor mais bela do campo de Vénus, colhida por Plutão e entregue a mim.
 
Flor ancestral

Renascer de novo

 
Nem nos mais profundos sonhos de uma vida eu pensara encontrar alguém como tu. Simplesmente entraste sem bater e sentaste-te na poltrona do meu coração, fiquei confuso, mas ao sorrires fiquei rendido a um sentimento mágico e encantador como o amor. Deste-me um novo alento para a vida, pois nunca pensara que voltasse a renascer.
 
Renascer de novo

Sem título XIV

 
Já te disse que és linda mil e uma vez, mas há um momento que nem as palavras chegam para demonstrar o que sentimos, só quando sentimos a verdadeira emoção da vida como se fosse pela primeira vez. Há memorias que irão perdurar e tu serás uma certeza na minha vida...!!
 
Sem título XIV

Sem Norte

 
Espelhos partidos
Gritam de sofrimento
Em voos noturnos
Sem almas sentidas

Os sonhos
São revividos
Perante virgens
Amaldiçoadas

Mundos odiados
De gentes frias e insensíveis
Reportam a cais
Naufragados

Para onde caminhamos
Norte ou Sul
Já não sabemos
Nem interessa saber

Porém em mentes vivemos
Vivemos constantemente
De ceitas...
De ceitas infernais

Caminheis em brita solene
Pobre poeta
Sem Norte
Perante a morte
 
Sem Norte

Sentimentos de um, Eu

 
Olhos esses que ainda
Ao dia de hoje não sei de que cor são
O brilho que eles transmitem
Confortam o meu peito rasgado e abandonado
Poeta triste,
Oh, triste poeta

A sinceridade da tua alma perdida
Faz querer-me orientar-te,
Orientar o teu coração ao meu
Demonstrar nestas minhas palavras
O que sinto por ti

Passeio pelas vielas estreitas e frias
Maldito frio de Lisboa
Limitas a decadência
Do meu ser

A nova e maravilhosa
Que és tu, musa dos meus sonhos,
Das minhas novas letras
Da minha quase renovada vida
Espero corresponder e ser correspondido

Ao sorriso que esboças
Morro de saudade
Não consigo mais estar longe de ti
Tudo o que és
Espero recordar um dia
E pintar numa tela
Este amor que sinto por ti

Este nome elegante que te deu existência
És uma natureza frágil
Onde aos poucos
Aprendo a gostar, a apreciar
Mesmo a amar

Não quero ter medo
Medo de voltar a amar
Não se escolhe estes sentimentos
Porém sentimo-lo!

Ter coragem de te olhar nos olhos
Coragem de tocar na tua mão
E dizer do fundo da minha nobre essência
“Fazes-me feliz!”

O meu verdadeiro receio
Será a tua humilde reação
Pois, irá responder a todos os meus medos
De uma vida nada apaziguadora

Apesar de receios e medos
Quando escrevo para ti
Minha querida
Todo este Mundo cruel é insignificante
O amor por ti
Pinta a pincel o nosso Mundo
O Mundo que quero viver contigo

Dou por mim a ouvir as ondas do mar
Arrebentam calmamente
Nos pés deste, eu
Que espera pela tua chegada

É meu desejo
Que as nossas almas
Se apaixonem
Se unem através dos nossos lábios
E amarmos
Um outro pôr-do-sol
 
Sentimentos de um, Eu

Poeta em chuva molhada

 
Um poeta sem amor
Poeta sem amada
Assim sou, assim estou!

Em margens caminho
Ainda sem direção,
nem destino

Que fazer a tudo isto?
Poeta que sou
Sem amor, nem amada
Não passo de um...
Sem-abrigo em chuva molhada

Que desejo voltar a vê-la passar
Passar só mais uma vez
Uma vez que seja
Para me sentir uma vez mais, amado

Mesmo que ela não me repare
Que me despreze
Mas continuo a amá-la
A amá-la como tanto a amei
 
Poeta em chuva molhada

O amor tem destas coisas

 
Dás-me asas para voar
A lugares distantes
Nesse peito, minha casa
Isento de matérias
Efetivamente...
Lembraste de sentir,
Amor.

Mares entre marés
Algures entre eles
Recaem cinzas deste ser
Quanto tanto te amou
Usufruiu de lendas
Efetivamente...
Sentiu amor, por ti.

Amor,
Meu amor
Ouve-me, peço-te...

Torna esta minha vida
Efetivamente...
 
O amor tem destas coisas

Um anjo nunca esquecido

 
A neblina da manhã primaveril de ontem, brotou em roseiras mansas o cheiro divinal de uma orquestra sem igual, contudo as amostras revogaram a estilhaços sem demora. As rosas de cravos encravados aliaram-se ao desigual.
Os passos leves daquele anjo caminharam lentamente até Gabriel.
- Eu estarei sempre aqui - sussurrou ao seu ouvido - não tenhas medo.
Gabriel rapidamente abriu olhos, reconhecendo aquela voz cristalina.
- Samarah...
- Sim, sou eu - anuiu, depositando um pequeno beijo na sua bochecha - que fazes aqui sozinho?
- Culpo-me por teres partido... e saber que nunca mais vais voltar, nunca mais.
Por mais que tente, aquele Domingo ao final do dia, estará sempre gravado em Gabriel... o dia em que Samarah partira para sempre de uma forma trágica, um momento em ele ainda não consegue falar, descrever, ou mesmo enterrar. Dois anos passados em tristeza profunda, só no local do acontecimento se sentia bem, tinha a certeza que ela aparecia e ontem não foi excepção.
- Quantas vezes tenho que te dizer que foi um acidente, não tiveste culpa!
- Pronto, pronto... não te quero arreliar, só te quero voltar a amar - disse Gabriel, olhando para Samarah que voltava a erguer um enorme manto branco.
- Tu amas-me todos os dias, tonto - constatou, esboçando um sorriso - tens é que seguir com a tua vida, não podes continuar preso ao passado.
- Se esquecer o passado, perco-te, não te quero perder, quero continuar a vir aqui, só assim tenho paz.
Samarah abraçou fortemente o único homem que amara em vida, fora ele que esteve sempre ao seu lado nos momentos mais difíceis, o único que lhe fizera sorrir, compreender o verdadeiro significado da vida e do verdadeiro amor. Não se conhecia casal mais feliz que eles, quando nasceram alguém escreveu que eles tinham que se cruzar, nem que fosse por pouco tempo, mas tinham que se cruzar, era obrigatório testemunhar tal amor.
- As saudades que tenho destes teus abraços, poisar a minha cabeça no teu peito e voltar a ouvir o teu coração.
Samarah acariciou os cabelos negros de Gabriel e sorriu.
- Continuas o mesmo, as tuas palavras meigas deixam-me serena.
- Ainda bem - disse Gabriel, enroscando-se cada vez mais no corpo da sua amada.
- Amo-te... - sussurrou Samarah.
- Também te amo...!!
- Tenho que voltar - acabou por dizer.
- Já?!
O mundo não está preparado para revoluções desta dimensão, a perca de um membro fundamental da sobrevivência humana. Os restos imortais de seres amados de uma vida são relembrados constantemente em memórias enfraquecidas, em corações partidos.
- Eu volto, prometo que volto...
 
Um anjo nunca esquecido

Para ti, meu amor

 
As matérias inesperadas
De uma vida
São realmente
O conforto de um Homem

Este poeta é a prova desse conforto
Digo isto,
Porque encontrei em ti, meu amor
A outra metade de mim

O renascer destas cinzas antigas
Tal como a fénix dourada
Conforta os passados esquecidos

No dia em que me entregaste
A tua mão, quando a pedi
O meu mundo que poucos conhecem,
Parou!
Vi nos teus olhos o brilho
Resplendor de uma alegria

O tempo que passamos juntos
Deixa o meu pobre ser
Encantado pela beleza
Que irradias dessa aura
Aura essa que encanta todo o meu mundo

Desnudar a tua vida
Este poeta deseja
Pois, o seu coração bate
Pela sua musa, a sua deusa

Essa tua aura
Ó que aura tão esplendida!
Reflete em mim
O amor que sinto por ti
 
Para ti, meu amor

Bruno Miguel Inácio