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Poemas, frases e mensagens de Felizbela

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Felizbela

Pecado dizer teu nome

 
 
os desmaios do céu
encontram os trilho dos olhos
para seguir a renúncia de um sonho

sonho grande
que se tornou ainda maior
até se tornar impossível
nas mãos e na língua
 
Pecado dizer teu nome

Tão chegado ao coração …tão longe dos dedos

 
 
Duas árvores
Tão perto

Duas estrelas
No mesmo céu

Duas caravelas
No mesmo mar

E não pode haver

Toque

Fusão

Naufrágio

Uma simples Colisão
De galhos

Um abraço embrionário de átomos

Um enrolar de mastros
 
Tão chegado ao coração …tão longe dos dedos

Há coisas que não podemos mudar… serei um regadio tentando mudar o seu destino e tu serás sempre mar

 
Há coisas que não podemos mudar… serei um regadio tentando mudar o seu destino e tu serás sempre mar
 
Pensas como rio sendo mar
Insistes em abandonar a corrente doce
Dessalgando as águas que te ciciam

Abdicas de saltar a fasquia do horizonte
Com receio de ficares
Presa no desconcerto da noite
Nua ao luar
Vulnerável aos amantes estelares …

E vens-me falar do vento carteiro
Que te leva o amor meu
Com endereço certo
Errado no teu olhar

Talvez o destino seja ser apenas um afluente de qualquer rio …
E tu… o mar, que acolhe a chuva mole com a foz seca …
 
Há coisas que não podemos mudar… serei um regadio tentando mudar o seu destino e tu serás sempre mar

Intimamente desertada sem ti

 
Intimamente desertada sem ti
 
Vem povoar o coração
Com a ternura verde
A vontade de água

Faz de um peito em tábua
Um oásis
Ou um rio ,
Arrastando
As raízes de um amor esquivo
Nos estreitos das cicatrizes
Nos penhascos da mágoa

Traz o lápis e as palavras
E disfarça todas as nódoas da alma
Com um simples refrão:

O coração esta predestinado
A irrigar o que há de mais sagrado …
...o nosso amor sonhado ...
 
Intimamente desertada sem ti

Não desistas ...não há primavera sem ti

 
Não desistas ...não há primavera sem ti
 
mantém-te firme neste triste outono ...

nem que o desnorte do vento,
quebre os galhos fracos dos teus ramos

nem que as lágrimas
trespassem as folhas chão

nem que as raízes do coração
fiquem visíveis ao olhares da escuridão

confia no teu acreditar e luta...
de tronco sincero
enraizando a coragem de voltar
a ser a mesma árvore
do teu " quintal "
 
Não desistas ...não há primavera sem ti

Não fujas quando chegar... quero matar a saudade

 
Não fujas quando chegar... quero matar a  saudade
 
quero
saudar-te
com um piscar de lábios
na meiguice
da face
sem nunca perderes de vista
a palavra
"obrigado"
no
meu olhar ...
triste e gasto

quero amar-te
no reboliço de um abraço
misturado
de saudade…
[ ainda quente
depois de golpeada
pela chegada
dos teus braços ]
 
Não fujas quando chegar... quero matar a  saudade

~£££££~

 
~£££££~
 
Tudo parece pesar os teus passos
Tudo parece murchar diante dos cordões
Tudo parece sombra no caminho deixado
Tudo parece fado no soalho dos sapatos
Tudo parece rasto de estrela num nublado dia

Até a esperança do amor
Se desfaz nas palavras
Menos raras
Que te chegam

Nem mesmo as flores bandidas
Te roubam as vistas

Nem mesmo o alegre cantar do sol
Te desvia da triste
Melancolia

O coração teu
Se tornou lava adulta
Inverno
Parado
Na chuva fria

Já não toleras
As promessas
Sem o calor da pele
Sem a presença
Assídua
De um olhar
Dado

Mas Como posso chegar-te …?

Se recusaste um abraço como chave
E permaneceste trancada no forte do coração
No quarto fechado

Por favor, deixa-me entrar
Não te vou magoar

Quero ser a lareira acesa
Que ilumina o vazio
E ameniza o desassossego
No desespero das horas compridas
 
~£££££~

Trilhos perdidos em nosso olhos

 
Trilhos perdidos em nosso olhos
 
podemos seguir
o percurso das nuvens caídas,

cedo iremos constatar
que elas procuram algo igual
a um mar
vestido ou despido
de sal…

não muito desigual
aos ecos do nosso coração,
procurando o mesmo palco do peito
um no outro
para darem um concerto
de sentimento
vestidos ou despidos
de pele ...
 
Trilhos perdidos em nosso olhos

~£££££~

 
~£££££~
 
Tudo parece pesar os teus passos
Tudo parece murchar diante dos cordões
Tudo parece sombra no caminho deixado
Tudo parece fado no soalho dos sapatos
Tudo parece rasto de estrela num nublado dia

Até a esperança do amor
Se desfaz nas palavras
Menos raras
Que te chegam

Nem mesmo as flores bandidas
Te roubam as vistas

Nem mesmo o alegre cantar do sol
Te desvia da triste
Melancolia

O coração teu
Se tornou lava adulta
Inverno
Parado
Na chuva fria

Já não toleras
As promessas
Sem o calor da pele
Sem a presença
Assídua
De um olhar
Dado

Mas Como posso chegar-te …?

Se recusaste um abraço como chave
E permaneceste trancada no forte do coração
No quarto fechado

Por favor, deixa-me entrar
Não te vou magoar

Quero ser a lareira acesa
Que ilumina o vazio
E ameniza o desassossego
No desespero das horas compridas
 
~£££££~

Conflito arenoso de uma ampulheta

 
Conflito arenoso de uma ampulheta
 
Sempre a desacertar o relógio da areia, nesse peito-mar!

Incrível como nunca deixaste cair os últimos grãos!

Tiveste medo, que os ponteiros invisíveis da memória chegassem à meia-noite da tristeza?

Meu amigo, o sábio tempo, lucra com o desgosto e distancia o realismo dos sonhos.

É demasiado arriscado trazer o passado ás costas do peito e enfrentar o exército de silêncios.

Será uma guerra perdida num tempo não vivido...

Porém ,ainda vais a tempo de seres feliz, não apagando o que foste mas melhorando o que és .
 
Conflito arenoso de uma ampulheta

O escuro estanca quando chegas

 
O escuro estanca quando chegas
 
Tudo foge...
Até cor cobre das mãos
Por entre os pingos de amor
Chorados pelo clarão do velho céu

Tudo corre
Até o sentimento
Preso nos olhos meus

Mas tudo muda
Quando chegas
E dás volta à solidão
 
O escuro estanca quando chegas

O bip polar do teu coração chega ao antártico do meu

 
O bip polar do teu coração chega ao antártico do meu
 
essa bomba engolindo o vermelho da chama
afunila vontades em cacho
sonhos em parra
nesse tinto sangue
protegido por uma realidade in vitro
incapaz de embriagar a boca dos olhos
de quem te acena
com um sorriso
nos poros da face
nos lismos da carne
no outono dos lábios
caídos
dos braços despidos
gelados
pelos beijos das lágrimas

ai, esse teu amor! ….pode fazer o caminho inverso das larvas
de borboleta a um casulo de mágoa
mas sempre voa mais alto que qualquer ave …

um amor hibernando no verão mais quente e chegando como vulcão à casta invernal da solidão

um amor que amo

o grande amor
que fica tocando com a sonoridade mais alta
na arramada desta minha alma
presa no tempo
amarrada pelo silêncio
sofrendo com as bofetadas da lampa saudade
que serve de chão
às mãos no ar
esperando pelo atear de uma paixão
num abraço em fosforo
querendo ruir com a ilusão
oxidada
nas dobradiças da sorte …
 
O bip polar do teu coração chega ao antártico do meu

O amor fala mais alto que qualquer nuvem carregada

 
 O amor fala mais alto que qualquer nuvem carregada
 
nunca despirei os montes do peito
queimando os teus pulmões …

nunca abandonarei o tejo dos teus olhos
sem embarcar neles …

estarei sempre contigo

estarás sempre comigo

independente de qualquer situação
de qualquer estação ditatorial
que impeça a chegada de outras
aos nossos corações,
repetindo
vezes sem conta
um natal sem canções
 
 O amor fala mais alto que qualquer nuvem carregada

Inseparável vontade de te amar amando-te

 
Inseparável vontade de te amar amando-te
 
Uma vontade

ensinava os braços a dar nós de marinheiro
e levava-te a salvo num abraço
até à ilha dos nossos lábios
sem receio de nos magoarmos


Uma certeza

o amor não morre
fica preso como as notas de uma melodia
debaixo das teclas de um piano
esperando os teus dedos

Uma realidade

todos os rios sem água são feridas

todos olhos com lágrimas
são sequestros de mar
esperando o regaste do céu
teu

todas as asas sem vento
são intrusas
nos azuis do teu olhar


todos os anoiteceres são traições
sem os corações acesos
num beijo de peito

todos os sonhos desfeitos
são refeitos na saudade
dos nossos braços

todos os regressos sem alma
são compassos.
falsos passos
coordenadas erradas de um mapa
ou apenas
a escura ilusão
falseando
a vinda das tuas cores
 
Inseparável vontade de te amar amando-te

Sempre que te vejo caio

 
Sempre que te vejo caio
 
abrasiva
a tua distância acotoveladora

até que:


tropeço no teu rosto
num deslize composto de agouro

um sonho de tombo
desfibrilhando um sorriso morto
ressoando
vontades
nas lajes dos lábios

alojando o mar que chega
ao enrugado chão
dos dois lagos
que sempre regaram a solidão
com o sonso
sal
estragado
 
Sempre que te vejo caio

A primavera também chega ao mar

 
A primavera também chega ao mar
 
se a brisa é de toda as estações
como saberei
que és tu que chegas
mudando os olhos das cores
polindo o arco-íris nas flores
lavando a tristeza dos corações

talvez saiba que és ...

pelo perfume
dos teus cabelos

pela marulhada da tua fala

pelo calor salgado
da tua pele

pela gaivota que te traz

pelo vento que te esconde

pelo beijo de ontem
aguardando
O “ amo-te ”
no ancorar
de um abraço
na foz dos braços

braços
até agora embalsamados
pela promessa dos teus
 
A primavera também chega ao mar

Depois do amor …a mansão do teu coração ficou melhor que o meu T0

 
Depois do amor …a mansão do teu coração ficou melhor que o meu T0
 
 
Saber que o meu amor já não faz parte do teu peito,
Não torna o coração teu
Numa mansão sem mobília
Vazia
De espaços cheios de ar

De certeza o torna mais belo e equilibrado
Com um espaço especial para amar
Com janelas limpas com vista mar

Já o meu ,
É um T0 repleto
De saudades tuas
Com retratos teus
De um sonho
Já muito longe da via-láctea

Tão vivo debaixo
Das pálpebras

Tão essencial
Para respirar
 
Depois do amor …a mansão do teu coração ficou melhor que o meu T0