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Poemas, frases e mensagens de Frágilvocábulo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Frágilvocábulo

só passando pelo coração... podemos chegar a alma…

 
 
pouco percebo
dos desejos vivos da carne

falava-te antes
daquele amor puro
que costurava feridas antigas
com a doçura das lágrimas

aquele amor que sabia escutar-te
com a ternura dos porquês

imaginava levar-te a lugares vulgares
para os tornares especiais

queria tanto
manter a tua felicidade
elevada
que faria de tudo
para ficares em biquinhos de pés …

queria acima de tudo que fosses feliz …

quanto ao resto…
seria afecto polvilhado na pele
e um regresso ao céu
no ato de sermos "Um"
em sentimento profundo
num universo só nosso
 
só passando pelo coração... podemos chegar a alma…

Há pessoas que são rios e dávamos tudo para sermos mar para elas

 
 
o rio será sempre caminho
mesmo quando suas lágrimas esgota
será trilho
orientação
para quem procura
o chão …
o mais alto
o mais baixo
coberto de água
coberto de céu
 
Há pessoas que são rios e dávamos tudo para sermos mar para elas

A intacta saudade de te amar …é a melhor explicação para o coração …

 
 
perante os frutos dos teus lábios
sinto a mágoa e a saudade
lado a lado

mas é bom saber
que a vida corre
nos filões
do teu coração …

nesta equação só nossa
sempre foste o magneto
e eu
um frívolo ferro
que atrais ou trais
[dependendo do lado em que estás]


a verdade sem-par
é que os anos passam
e a saudade de te amar
não envelhece a esperança do olhar
de um dia
dizer-te
o quando te amo
de rostos apertados
sem um único vocábulo
para falar
 
A intacta saudade de te amar …é a melhor explicação para o coração …

no meio do nevoeiro ... aguardando-te

 
 
sempre foste
a Estrela
capaz de luzir nas águas mais pretas
nos tetos mais cinzentos
em cada céu
[nos desertos das pessoas]

sem os raios
do teu corpo
tudo
é noite em espaço
vazio lagrimejado
um estranho trajeto


apesar de não estar tão perto
como o teu mercúrio ou o teu marte
sigo-te em toda a parte

estou longe
orbitando
teus
cabelos
 
no meio do nevoeiro ... aguardando-te

Da raiz até ao céu

 
 
neste coração
silenciado pela distância
existe a ternurenta recordação
dos teus olhos de criança …

neste peito
refém dos teus abraços …
ondeja a esperança
intacta de te amar…
impossível de cessar,
mesmo quando as horas
multiplicam os dias
nas nossas prologadas
ausências

bem sei que a vida salga as feridas …
mas esta saudade
dói pela doçura de te lembrar

Amo-te e vou-te amar … para lá das pegadas siderais...
 
Da raiz até ao céu

A cegueira dos passos cofunde a esperança ...adiantada

 
 
por vezes
a saudade
aterra no rosto
como um nevoeiro
pingado de lágrimas
salgado de desgosto

por vezes
a saudade
rasga o nevoeiro da cara
como um raio de estrela
como sol de praia

por vezes
a saudade
chega ao coração
como remendo que tapa
como remédio que afaga

por vezes
a saudade
é um rasto largado no trilho
para nos ajudar
nos regressos das chegadas
 
A cegueira dos passos  cofunde a esperança ...adiantada

O coração bateu fundo

 
O coração  bateu fundo
 
um coração
à flor
da pele
se escondeu
para lá
da mesma
ferido
pela mentira



se afundou
pela vida
a cada
desilusão


calcificou
no fundo
com
a solidão

um dia
mais tarde
um outro
coração
lhe bateu
no peito…

O que será que aconteceu ?
 
O coração  bateu fundo

É preciso “Bolsonar” a verdade …o planeta está doente …

 
o mundo
se derrete
em gelo
ao ver
o seu
verde
pulmão
afoguear-se
em fumo
 
É preciso “Bolsonar”  a verdade …o planeta  está doente  …

Cordão da alma …. Raiz do âmago … que nos ata a uma vontade umbilical

 
 
olhar para trás
tropeçando nos passos
quando o horizonte nos espera
de braços aquentados …
nunca será a melhor forma de ir

fica no retro das costas
um mundo ainda semente
infecundado
à espera de ser germinado …
pelas nossas escolhas …

quem diria que a saudade se recusa
ao espreitar
de uma lágrima prima

quando a esperança de amar
aproxima o umbigo da alma
nessa outra forma de chorar
vontades
 
 Cordão da alma …. Raiz do âmago … que nos ata a uma vontade umbilical

A triste balada da Abalada

 
A triste balada da Abalada
 
 
o vidro pregado nos olhos
o regadio
transbordando os vasos
era a despedida mais improvável
no regresso …

10 Minutos depois
parei o carro
na bordeira do caminho
chorei com o vento
o rasgado ventre

compreendia
que aquele abraço
negado
seria um sinal
apocalítico
para o íntimo
agora
escapado
dos braços

porque o recusaste …?

era assim tão difícil escutar com os corações o coração?

deixa lá…
sabes …a saudade faz alongar os horizontes mais bonitos, na esperança de voltares a tempo …
 
A triste balada da Abalada

A esperança despida

 
 
a esperança
adiou
os adeuses

acreditou
no alvor
de um amor [desusado]

a nossa
esperança
viu os dias
a serem
atropelados
pelas noites

sentiu os outonos
a madrugar
mais cedo que os verões

até que um dia…
seu coração
observando a nua solidão [a esperança despida]
transbordou um mar
no meio
dos seus
arenosos
olhos

meu Deus...!
um coração assim ...
só feito de saudade
morre tão devagar
 
A esperança despida

sempre foi amor …para lá do bailado das palavras

 
 
contrariar as correntes de amar
é ir em contramão
na direção contrária do coração

mas o que poderíamos ter feito ?

diante de uma cordilheira gigante
depois
de uma pequena montanha
transposta...

onde podíamos ter ido?

se tínhamos o atlântico tão longe do Índico…
e um cosmos às nossas costas …

O que podíamos ter sido?

após os olhos quebrarem a alma
num meio abraço sem resposta
[ o último adeus de Cristo vivo de carne ]
 
sempre foi amor …para lá do bailado das palavras

Como é fácil … escreveres “ adeus” numa nuvem … sem a salgar…

 
 
menina ave
que não chora com lágrimas
dança num azul por cair
e regressa a casa
com asas
encharcadas de nada
numa despedida
tão invulgar
 
Como é fácil … escreveres “ adeus” numa nuvem … sem a salgar…

Quantas flores desabrocharam da mesma raiz ?

 
 
…serei
a flor espelho
dos teus dedos

… aquela tatuagem
no forro da pele
que os olhos do mundo
não espreitam

e por mais que o tempo desarmonize a esperança da alma ...
haverá uma orquestra com o teu nome
nos altivos silêncios

um dia ...
deixaremos o mundo vazio
[quando colarmos o nosso peito]
 
Quantas flores desabrocharam da mesma raiz ?

De âncora em terra… com o mar carregado nos olhos …com a vontade de atracar nos teus braços

 
 
a vida é mesmo assim ...
de laços atados
aos passos
com um itinerário
cheio de curvas e atalhos

e tu como estás?

espero que o teu mundo esteja seguro
e o belo dos teus olhos
planei o revérbero do caminho
sem distúrbios

PS

antes de voltares a colocares as penas nos braços … sangra-as nos vocábulos
[só como tu sabes … instruindo o nosso âmago com pedaços do teu íntimo]

... e é tão bom escutar-te …
 
De âncora em terra… com o mar carregado nos olhos …com a vontade de atracar nos teus braços

O desencontro no ponto …mesmo no final… antes do início…

 
O desencontro no ponto …mesmo no final… antes do início…
 
 
o coração recorda
a batida da porta
o silêncio dos olhos
a prosa dos dedos
no cimo das costas
no desejo das horas

a saudade ainda revive
os lábios pequenos
diante da boca
e a vontade de minar
o rosto de mimos
num terno gesto

Meu deus!

o rastilho do lume
estava lá….
vivo
enriquecido de fósforos
faltando
menos de um pingo de chuva
para iniciar o incêndio
dos corpos

o que aconteceu?

o que falhou?

faltava apenas um baguinho argiloso
naquele ninho para ser poiso definitivo ...
o suficiente para afastar a andorinha
do seu lar
 
O desencontro no ponto …mesmo no final… antes do início…

A ventania de uma vida… lufa árvores com nomes de pessoas e de lugares …

 
 
embora a saudade pernei cá dentro
nunca perdeu a ternura de te saber
a frescura de te ter
independente das curvas
das rugas
dos contraventos do envelhecer

apesar de todos os erros
um dia percebi
que a serena estabilidade
seria mais importante para ti
do que a felicidade instantânea
tantas vezes indisciplinada
pondo a prova
os nossos pilares
e as travessias
que nos ligam à família

passadas 77206 horas
existe a certeza
que este amor
não vai embora
deste teu coração
por mais pobre
que seja


é assim a vida
das aves de água salgada
que vivem longe do mar

começaram por cair
de asas verdes
em ramos secos

desfolharam as penas
em folhas presas

poisaram em oliveiras,
laranjeiras e em outros
corpos de madeira

até chegaram a uma altura
que se aperceberam
dos ninhos que tiveram

afinal
não nasceram das árvores
que mais adejaram
mas sim
daquelas
que menos ventaneavam
 
A ventania de uma vida… lufa árvores com nomes de pessoas e de lugares …

A solidão rompendo os olhos

 
A solidão rompendo os olhos
 
 
vista
embrulhada
querendo
lacrimar
um
céu
nos
traços
de
um
mar
teu
 
A solidão rompendo os olhos

céu do mundo

 
 
antes dos teus olhos
o mundo escurecia o arco da iris

havia aquela espera esperançada no rosto
e uma certeza de amar
a metade que nos faltava …

...um dia surgiste entornada de alma
brilhando no escuro
farolando o peito sem rumo …

tentei resgatar o melhor de mim para te completar
esquecendo que eras o ser mais completo do espectro estelar …

[o horizonte mais bonito que serve de berço no céu quando a luz adormece antes do olhar]

como estás?
 
 céu do mundo