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Poemas, frases e mensagens de LuanaMoura

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de LuanaMoura

Perspectiva

 
Será que ele disse
O que você entendeu?
Será que o que você pensa
realmente aconteceu?

Tudo são perspectivas
E nós escolhemos como olhar
Escolhemos como entender
E escolhemos nos torturar

Se há dúvida, não conclua
Se poupe do sofrimento
Essa é a verdade nua e crua
O princípio do entendimento
 
Perspectiva

Reviravolta na escuridão

 
O vazio preenchido
Uma voz esganiçada
Sumindo, cansada
Agora num riso redigido

Um canto a luz do luar,
Em pedras eu repouso a pensar
Nos meus passos ofuscados
De acontecimentos passados

Um grito mudo
Grito para surdos
Enquanto nada escuto,
Vejo todos turvos

O que há nessa hábil confusão,
Se não a força que a dor nos cede?
Enquanto meus pensamentos, os limites, excede,
Apenas uma reviravolta na escuridão.

[06/10/14]
 
Reviravolta na escuridão

Incógnita

 
Algumas coisas se vão
E deveras não voltam mais
Algumas coisas vêm
Mas se vão rápido demais

A única constante é este peso
que carrego pensando
quanto mais eu aguento
ou melhor, até quando...

Termina sempre numa incógnita,
Não importa o quanto eu pense,
a resposta está fora da minha órbita

E, incerta, sigo a pensar,
As vezes parece que estou vivendo
somente para ver aonde isso vai dar...
 
Incógnita

A era tecnológica

 
Na era da informação
Estamos rodeados de dados
Mas ironicamente, ou não,
Não se absorve o que é lido nem falado

Este é o ser humano,
Que mesmo vendo o que acontece
E causando a si um sofrimento insano
No mesmo caminho permanece

Na era da comunicação
Nos faltam palavras faladas
De coração para coração
Mas não faltam as friamente digitadas

Este é o ser humano,
Que se esquece da empatia
E não se importa em causar dano
por meio da tecnologia

Veja menos com os olhos de metal,
e pense no coração que bate a sua frente
Esqueça um pouco que é digital,
e lembre-se que do outro lado tem gente!

E leia sempre mais, busque entender,
Aprenda com o que há de pior
Para sabedoria desenvolver,
E se tornar alguém melhor!
 
A era tecnológica

Sanidade

 
É curioso como a sanidade
Pode se perder em inverdades
Em decorrência de ansiedades
Que não condizem com a realidade

Sempre quando menos esperamos
Mesmo que nós esqueçamos
Em preocupações nós mergulhamos
Mesmo quando em nada pensamos

Por isso sempre me pergunto,
Eu controlo o que eu sinto,
ou quem faz isso é o mundo?

A verdade é que tudo é incontrolável,
Mas isso preocupa-me tanto...
Eu sou assim tão vulnerável?
 
Sanidade

Estar bem

 
Ela acordou bem,
mas não parava de tremer,
seu coração batia tão forte
que achou que ia morrer

A noite, ela foi dormir
Mas não conseguia descansar
Tudo no dia correra bem
Mas sua mente não queria desligar

Ela acordou exausta,
Iludindo-se, "estou bem"
Mas a cada dia mais
Ela é, da ansiedade, refém

Ela foi dormir dispersa
O sono se tornou um escape,
Mas ela sabe que ignorar
Não fará com que este mal se acabe...
 
Estar bem

Olhar e Ver

 
Notamos a linha,
os detalhes e traços,
Mas não notamos o laço
que a vida nos dá.

Por entre vidas e esquinas,
Não notamos as dores
Que pesam no peito,
E tornam-se clamores.

Os céus estrelados,
Mas que imensidão sem fim!
Será que já notei a tristeza
Que esconde esses confins?

Não, nós olhamos mas não vemos,
De fato, estamos todos enlaçados,
Pelo olhar insípido que mantemos...
 
Olhar e Ver

Esgotada

 
Anseios irracionais
Desgaste constante
Tenho sentido demais
Preocupada a todo instante

Já não sei dizer motivos
E menos ainda soluções
Parece que meus sentidos
Estão passando por tribulações

O que eu penso não condiz
Com as reações de meu corpo
Tanto faço e tanto fiz
Mas nada muda, apesar do esforço

Mantenho as aparências,
mas as vezes isso me preocupa
por que sei que dessas turbulências
tenho uma parcela da culpa…
 
Esgotada

Dualidade

 
Soa tão irônico dizer
que o vazio me preenche...
Ora, como pode ser,
Ou esvazia ou enche!

Me pergunto todos os dias
O porquê de tal dualidade,
Sentimentos por todas as vias
Mas nada sinto, na verdade.

Estão tão a flor da pele
que se esqueceram de onde vêm,
e agora meu coração repele
todos eles, e dele me faz refém

Refém de um coração vazio,
Mas cansada de sentir demais...
Só queria algum sentido,
Para todos os meus temporais...
 
Dualidade

Adulto

 
A mente no amanhã
Mas com olhos no jornal
as notícias acompanha,
informação é essencial

Levantar cedo, madrugar
Para ganhar o sustento
Muito para se preocupar,
vírus e mercado financeiro

Em meio a tantos tumultos,
Ao lidar com descontrole e impotência,
Surge uma pergunta, isso é ser adulto,
Ou é só questão de experiência?
 
Adulto

Escrever

 
Escrevo, escrevo, escrevo
com a caneta em minha mão
Para que a minha ansiedade
não consuma a minha razão

Escrevo, escrevo, escrevo
mas eu tenho uma missão
Descarregar meus sentimentos
para não adoecer meu coração

Escrevo, escrevo, escrevo
mas tudo isso não é em vão
Estou salvando a mim mesma
usando a caneta em minha mão...
 
Escrever

Desacelerar

 
As vezes, perdemos o controle, meu caro
Pensamos em tudo, aceleradamente
E não ouvimos o disparo
da nossa sanidade gritando tão nitidamente

As vezes, nos cobramos tanto, meu caro
Que nossas entranhas sufocamos,
E elas precisam por pra fora, sem amparo,
Todos os absurdos que ali guardamos

As vezes, precisamos desacelerar, meu caro
Para que nossa mente descanse
De todas essas dificuldades, que não raro,
Fazem com que alguns descansem….
 
Desacelerar

Controle

 
Flutuo nas águas das circunstâncias
Que a mim foram dadas
Em meio a tantas ânsias
de vivências vazias e amargas

Me perco nas águas dos pensamentos
Que gritam em minha mente
Em meio a tantos lamentos
Questionando se tudo seria diferente

Me perco nas águas dos sentimentos
Que aceleram meu coração
Em meio a tantos momentos
Que desperdicei, e vivi em vão

Flutuo nas águas da vida
Que na ilusão do controle
Tem me deixado perdida
E enfraquecida, até hoje...
 
Controle

Não sabia lidar

 
A medida que escurecia
desfalecia-se o coração
o desespero se envolvia
e desfazia-se a razão

Mas não era a escuridão
pois não lhe faltava luz,
era a insensível brusquidão
com que a vida nos conduz

Deveras faltava a paz,
respirava sim, com aflição
pois era deprimentemente incapaz
de acalmar o próprio coração
 
Não sabia lidar

A saúde da mente

 
Não, eu não estou bem
É difícil, por fim, assumir
Mas decidida vou além,
Vou, em frente, seguir

Hoje percebo e entendo,
Que bem mesmo nunca estive
Vou me cuidar com intento
De da tristeza me ver livre

É deveras eloquente
Essa pura aceitação
Traz liberdade para a mente
E alívio para o coração..
 
A saúde da mente

Solidão de Ouro

 
Doei meu coração em vão
Nessa imensidão vazia que tudo vejo
Imensidão vazia, não, cheia de solidão
e de profundos arquejos...

Arranco espinhos e espero as flores,
Daqui em diante, colherei desamores,
Monocromáticas tornam-se as cores,
e insípidas as minhas dores.

Que seja dito, claramente
Pulei de um precipício
Em que caio ávidamente
No vazio do princípio

Nas entrelinhas se observa
Minha solidão amargurada,
Antes só, e só eternamente,
Do que de Deus apartada...
 
Solidão de Ouro

A busca

 
Nada entendo, tudo sinto,
Nos limites da sanidade
Um pensamento sucinto
não contempla toda a verdade

Tudo temo, eu não minto,
mesmo com sagacidade
e um raciocínio claro e limpo
me perco numa contrariedade

Em tudo reflito, é instinto,
num estado de calamidade
eu me perco no labirinto
que é a busca da sanidade...
 
A busca

Nada sei

 
Em lágrimas eloquentes
De um coração despedaçado
Calha o sentimento do ser
Deveras estampado

Pois na luz há o viver
Mas o riso é como a lua nova
Nada há para se ver
De minhas profundezas esnoba

Portanto, dignifico a mortalha
Que me encobre nesse luar
Errar ou acertar, ser ou não ser, calha
De, por fim, nada edificar...

[13/04/16]
 
Nada sei

Uma carta para mim

 
Você julga se conhecer
Acha que de si tudo entende
Bate no peito e diz quem diz ser
Mas no fim, se surpreende

Você não sabe que é universo?
Que é pura poesia?
Que mesmo um milhão de versos
Não te descreveriam, menina?

De si, pensa negativo, pensa
no que não consegue fazer
Em tudo você é tão intensa
Só que você precisa entender...

Tudo o que você é e pode ser
Não se resume a erros e acertos
Nem no que você pensa ver
Naqueles dias cinzentos

A todos você entendia
Mas trouxe para si tantos espinhos
Tu precisa de auto empatia
Precisa se tratar com mais carinho

Você precisa se permitir mais
Se permitir errar e descansar
Parar de se cobrar demais
E a cada dia mais se amar...

Vai menina, se ame, se valorize,
Levanta, respira e toma um café
Não pense que tudo é uma crise
Sorria, seja mais leve e viva com fé...
 
Uma carta para mim

Pandemia

 
É pandêmico o pensamento
Desesperado e ineficiente
Apartado de conhecimento
E desfalcado de atitudes conscientes

Um palco de exagero sem razão
Tendendo a alastrar o medo
Ao invés de incentivar a prevenção
Pois é aí que mora o segredo

Não somente do físico,
O conhecimento é a contrariedade
Desse problema pandêmico
Que é o pensar sem criticidade

São tempos críticos
Isto é mais que evidente
Mas, que no pensamento e no físico,
Sejamos mais conscientes...
 
Pandemia