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Poemas, frases e mensagens de jailsonsantos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de jailsonsantos

Jailson Santos natural do Estado da Bahia, nascido na cidade de Salvador é Graduado em Direito,Cônsul Z-C –Salvador-BA, Escritor Honoris (Miami), Membro da Associação Mundial de Poetas - USA, Membro da Rede Mundial de Escritores em Espanhol (Espanha), Art

ÁS LÁGRIMAS DA ALMA

 
Ontem despertei de madrugada
Com as lágrimas caindo dentro de mim
Era a minh’alma que em meu corpo chorava calada
Porque meu Deus eu tenho de sofrer tanto assim?

Quando eu despertei perplexo e sem saber de nada
Com uma tristeza maciça e sem fim
Senti a minha alma vazia e abandonada
Debruçando-se numa mesa de marfim

Ás vezes saio a esmo contemplando o vago
E deparo-me contigo tentando acender as chamas que apago
Sem razões para sorri peço socorro, imploro...

Pois as tristes lágrimas que choro
Continuam perturbando a minha calma
Continuam inundando a minha alma.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
ÁS LÁGRIMAS DA ALMA

UMA GOTA DE SANGUE EM CADA PALAVRA

 
Estes versos são frutos de um amor impossível
De uma remota paixão mal resolvida
Minh’alma geme no vento com esta chaga invisível
E vez por outra caminha pelo ar com a dor desta ferida
Este corte ironiza minhas dores
Em síntese me derramo completamente
Por não ter alegrias, por não ter amores.
Caem-me do rosto as gotas de suor tão de repente
Uma gota de sangue em cada palavra
Nestas entrelinhas que você começou a ler
Estou presente neste mar de lágrimas
E mesmo estando aqui você não pode me ver
Pois eu tenho os mesmos anseios doentios
Uma gota de sangue em cada palavra em verso convertido
Pouco a pouco escorrendo em rios
Ensangüentando a ilusão do meu gemido
Avermelhando minhas tristes alegrias
Meu DEUS eu meu banho no sangue de minhas próprias nostalgias
Uma gota de sangue em cada palavra
Que em vão me escondo e me procuro
Arrastando-me às apalpadelas no escuro
Minh’alma de sofrer esta louca
A procura de socorro, de abrigo, de ajuda.
De tanto emitir voz ficou rouca
De tanto gritar ficou muda
E se debate pasma, surpresa.
Com uma gota de sangue em cada palavra
Que em meu coração esta presa.

Escritor Jailson Santos
 
UMA GOTA DE SANGUE EM CADA PALAVRA

UMA VIDA QUE É SUA

 
Eu sou aquele que chora e ninguém vê
Pois nas longas noites soluço ás escondidas
Com enormes ânsias de morrer
Sentindo o peito latejar com a dor das feridas.

Esta noite chorei até perder os sentidos
E sem que ninguém pudesse perceber
De repente voltei a mim pensando que tu escutarias os meus gemidos
E virias me acolher.

Decepcionado saí pelas ruas chorando
Carregando na cabeça uma coroa de acantos
Os sabiás que me viram emudeceram os seus cantos
Passam as décadas e continuo te procurando

Mas se porventura decidires encontrar a minha alma que te procura louca, louca.
De amor, chorando pela deserta rua
Beije-me desesperadamente a boca
E sinta em teu peito o bater de um coração que sempre foi teu e o amor de uma vida que sempre foi sua.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
UMA VIDA QUE É SUA

EU QUIS FAZER DE VOCÊ...

 
EU QUIS FAZER DE VOCÊ...

Eu quis fazer de você a minha poesia
Mas você foi minha angústia, minha agonia.
Eu quis fazer de você o meu carinho
Mas você foi o meu carma, o meu espinho.

Eu quis fazer de você o meu alento
Mas você foi o meu sofrer, o meu tormento.
Eu quis fazer de você a minha vida
Mas você foi a minha cicatriz, a minha ferida.

Eu quis fazer de você a minha sorte
Mas você foi o meu azar, o meu corte.
Eu quis fazer de você o meu doce perigo
Mas você foi o meu penar, o meu castigo!

Eu quis fazer de você o meu encanto
Mas você foi as minhas lágrimas, o meu pranto.
Eu quis fazer de você um colo para me acalentar
Mas você foi o meu desengano, o meu chorar.

Eu quis fazer de você a minha lucidez
Mas você foi a minha vergonha, minha timidez.
Eu quis fazer de você o meu sonho de ventura
Mas você foi o meu desvairo, a minha loucura.

Eu quis fazer de você a minha solidão
Mas você foi o meu cárcere privado, a minha escravidão.
Eu quis fazer de você o meu sonho
Mas você foi o meu momento mais tristonho!

Eu quis fazer de você o meu apelo
Mas você foi o meu sonho ruim o meu pesadelo
Eu quis fazer do você a minha salvação
Mas você foi o meu erro, minha tentação.

Eu quis fazer de você o meu segredo
Mas você foi o meu tremor, o meu medo.
Eu quis fazer de você a minha alegria
Mas você foi minha tristeza, minha antipatia.

Eu quis fazer de você tudo o que é mais sagrado
Mas você foi o meu desejo profano, o meu pecado.
Eu quis fazer de você as minhas confissões
Mas você foi as minhas sombras, minhas ilusões.

Eu quis fazer de você uma declaração deixada ao meio
Mas você foi a minha ânsia, o meu anseio.
Eu quis fazer de você a minha luz
Eu quis fazer de você o meu sacrifício, a minha cruz.

Eu quis fazer de você o meu alívio
Mas você foi o meu sufoco mais terrível
Eu quis fazer de você todo ar que eu respiro
Mas você foi minha asfixia, o meu suspiro.

Eu quis fazer de você de tudo um pouco
Mas você foi nada e me deixou louco
Eu quis fazer de você o meu amor
Mas você foi o meu descontentamento, a minha dor!

Escritor Acadêmico Jailson Santos
 
EU QUIS FAZER DE VOCÊ...

Declaração de amor

 
Através dos mais puros versos vou converter a minha dor

Na mais profunda e apaixonada declaração de amor

Eu perdi a base dos meus cálculos

Eu perdi a lembrança dos meus obstáculos

Que terei de vencer

Das dolências que terei de sofrer

Das decepções que passarei

Com este dissabor

Mesmo não sabendo se me enganarei

Vou fazer esta declaração de amor

Sei que vez por outra para você me revelo

Até mesmo sem querer

Passo noites em claro fico acordado, velo

Sonhando com você

Viro-me de um lado

Para o outro, ardo

Em desejos e guardo

Esta dúvida querendo saber se é amor ou pecado

Não sei se devo

Falar dos mistérios deste amor

Que foi esculpido em meu coração em alto relevo

Com o formão da minha dor.

Estou nas entrelinhas que você começou a ler

Como uma declaração deixada ao meio

Mesmo estando aqui você não pode me ver

Pois eu tenho, eu sinto os mesmos anseios

Ainda não tenho esta coragem de leão

Mas se você ouvir uma voz em sua retaguarda sou eu que te chamo

Morro de medo de ouvir um não

Lamento por você não saber que eu te...é cedo demais

Se eu pudesse voar nas asas destes desejos

Acharia um meio de como lhe falar

É uma pena que você não sinta o sabor dos meus beijos.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
Declaração de amor

CRIME

 
Ó coração não sentes que o medo suprime

O desejo rubro que nasce em meu peito

Deliro interiormente suspirando por uma musa sublime

Que num destes dias adormeceu em meu leito

E ainda que eu use todas as palavras de amor e rime

De forma perfeita; não consigo ficar satisfeito.

Pois estou sendo acusado de um crime...

Crime de amor...amor perfeito.

Eu quis evadir-me tentei fugi

Mas fui pego sem álibi

Dei urros, dei gritos.

E ainda respondo em liberdade por este delito

O qual o meu próprio coração vive me acusar

De um crime de amor... do delito de amar...

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
CRIME

ESTE MEU QUERER EM VÃO

 
Ainda que jamais tu venhas querer-me
Seguirei por toda vida
com esta ânsia de querer-te
Esperando que tu venhas ver-me
E ainda que eu não possa ter-te

Seguirei te amando
mesmo sem ao menos conhecer-te
A cada dia morrendo um pouco
Com o incontrolável medo de perder-te
Já sou taxado até de louco.

Será tamanha a incoerência
De tentar deixar de amar você
Pois tenho a plena consciência
Que já não consigo sobreviver

Sem a tua imagem em minha mente
Dou voltas ao redor
deste sentimento doentio
Ando perplexo e demente
Com o peito golpeado escorrendo em rios.

O sangue de um amor todo sacrificado
Ferido pelas armas dos receios.
Todas as manhãs pergunto a mim mesmo:
qual foi meu pecado?
E soluço massacrado pela lembrança dos teus seios.

Minh, alma oscila
entre o possível e o impossível.
Recordo das inúmeras loucuras que fiz
Tento cuidar da ferida deste meu coração sensível
E sem querer-te já não consigo ser feliz.

Procuro-te nas infinidades...
No cais do porto
Onde pela primeira vez senti o gosta das salivas
dos teus beijos
Hoje caio em mim e sinto que o meu ser
esta morto, morto...
Pelas incontroláveis sensações destes desejos.

Mesmo sabendo que estas ausente
Sou tomado por tamanha ingenuidade
E passo a crê que algum dia
tu mi surgirás de repente
Para dar-me a minha liberdade

Passo os meus dias crendo que tu mi surgirás
como um anjo de candura
Ou como uma princesa
Te quero tanto que não me dou conta
dos meus atos de loucura
E já nem sei quantas lágrimas deixei rolar
quando curvei meus ombros na mesa.

Sofro todos os dias
com esta minha sina de quere-te
Vivo sonhando e parece que até flutuo.
Seria capaz de tudo o que já fiz e muito mais
para enfim poder ver-te
Segundo por segundo continuo...

Com este meu querer em vão
Comparo-me a um naufrago
tentando pisar em terra firme
Apresento nas entrelinhas os pedaços do meu coração
E já não consigo suportar a dor
deste amor que me oprime.

Tento dizer adeus e não consigo
Tento enganar-me simplesmente
Passo todas as angústias,
corro todos os perigos.
E este amor continua em minha frente.

Te quero ainda que meu coração seja dilacerado
Neste meu afã de querer-te desesperadamente
Ainda que eu seja mais um crucificado
Vou continuar a te querer eternamente.

Quem dera se nos quiséssemos mutuamente
Eu não viveria este tamanho martírio
Passo minhas noites em claro
te querendo secretamente
Pois tu és meu lapso de loucura,
meu delírio.

Devaneios prende-me nas armadilhas do tempo
E não encontro remédio para minh’alma carente
O querer é tanto
que te chamo até com os meus pensamentos
Sem ao menos saber se serei escutado simplesmente.
Ou que te alcançam os meus gritos calados

Quando gotas cristalinas
me caem dos olhos sobre a mesa
Apago dos lábios o sabor dos nossos pecados
E quanto mais minh’alma
tenta libertar-se mais é presa.

A este querer avassalador o qual não questiono
Na ânsia de ver a tua chegada
Sinto no peito a dor do abandono
E depois de tanto tempo
só sei que te quero e mais nada.

Por mais que este amor me doa
Preciso curar esta ferida de meu coração
Não poderei seguir como um barco de papel
boiando à toa
Espero que todo este meu querer não seja em vão.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
ESTE MEU QUERER EM VÃO

SONHANDO ACORDADO

 
Trouxe para ti cravos rubros
Mais uma vez te perdoei
Esqueci da tristeza com que me cubro
E só consigo lembrar do quanto te amei.

Banhando-me em águas de outubro
Onde fui feliz...delirei...
Mais uma vez choro, pois agora descubro.
Que não estive em seu coração como pensei.

Angustio-me, me dano e desfaço o que esta feito.
Deixo tão somente que o pranto ensope o travesseiro em meu leito
Viro-me de um lado para o outro

E mais uma vez sofro
Desfolhando uma flor que não desabrochou
Sonhando acordado que um dia você me amou.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
SONHANDO ACORDADO

LAUDAS QUE SANGRAM

 
Não sei se é uma tentação
Ou um sentimento avassalador
Ontem delirei hoje perdi a razão
Diante deste sentimento tentador.

Não sei se é um jogo de sedução
Ou um jogo de amor
Que massacra minha emoção
A minh’alma abandona o meu corpo partida de dor

E eu já não sei se devo...
Narrar o que sinto quando escrevo
Em laudas que nunca foram lidas

Que sangram derramando a dor das feridas
Que se abriram quando você deixou meu coração magoado
Com meu sangue a correr desatado.

Escritor Jailson Santos
 
LAUDAS QUE SANGRAM

RESPOSTAS AVESSAS

 
São nas entrelinhas que a minha alma relata

O amor, a paixão e os desejos inconfundíveis

Sonho com nossos corpos banhados nestes mares de prata

Desesperadosperdidos em amores impossíveis

Contemplo a cada manhã a imagem na qual você me retrata

Esforço-me para compreender os teus gestos incompreensíveis

Morrendo de medo de algum dia sentir tua falta

Arrasto-me aos teus pés fechando os olhos para os teus deslizes

Como resposta você desembainha uma espada que fere e mata

Estes sentimentos inacessíveis

Mesmo sabendo o quanto você me maltrata

Eu faço vistas grossas diante de todas as suas crises

Deixo escorrer em cachoeiras o meu sangue, o meu suor

Com as mãos tento fechar o corte que abriste em meu peito

Dando voltas ao seu redor

Deixo-me ser dominado pela tontura e desmaio em seu leito

Abro os olhos lentamente e em meu derredor

O mundo e suas imagens fazem um giro perfeito

Levanto-me escondendo na garganta um nó

E as lágrimas caem-me dos olhos quando me deito.

Escritor Jailson Santos
 
RESPOSTAS AVESSAS

DEUSA GREGA

 
Por que tanta resistência?
Às vezes te olho nervoso...
Pois è tamanha a incoerência
De ignorar o meu olhar choroso.

Passam os anos e minh’alma segue na insistência
De que tu me surgiràs de repente como um anjo bondoso.
Eu abro mão da minha existência
Para sentir o teu beijo gostoso.

Calientar-me nesta noite de frio
Por onde andas? Ès nômade? Ès cigana?
Penso em ti e sinto arrepios

Deusa grega, musa insana
A minha vida está por um fio
Vem depressa e diz que me ama!

Escritor Acadêmico Jailson Santos
 
DEUSA GREGA

A Declaração de Amor que Eu fiz para Você

 
Antes que o sol seja assassinado no poente pela inevitável viração do dia
Antes que eu me deite, após minha rotina habitual.
Deixe-me converter o amor que sinto nesta apaixonada poesia
Antes que este sentimento me seja fatal!

Amo-te de forma desmedida
Quando te vejo meus olhos brilham mais que o clarão da lua
Transporto-me para outras dimensões sem querer nem saber o que será de minha vida
Que esta absolutamente ligada a tua...

Antes que a minha vida perca o sentido
E por quaisquer motivos eu não possa mais
Dizer-lhe que a amo bem baixinho no teu ouvido
Permita-me pronunciar-me uma vez mais!

Meus amigos me observam insatisfeitos
E preocupam-se comigo
Não sei até quando suportarei esta dor no meu peito
Não sei por mais quanto tempo suportarei estes castigos.

A agonia de sentir o meu coração convulso
Tremendo de fortíssimos anseios
Eu sinto parar a circulação da corrente sanguínea em meu pulso
Quando suavemente o meu peito encosta em teus seios.

A veracidade deste sentimento mexe com o meu sistema nervoso e sanguíneo
Só de pensar na probabilidade de perder-te passo mal
Eu não carrego no peito um pedaço de alumínio
As ânsias de amar-te abalam o meu sistema nervoso central!

Se todo este sentir é uma enfermidade sentimental
É uma doença sem cura
Então posso dizer que é algo fora do normal
E que oscilo lentamente entre a lucidez e a loucura!

Mas neste interregno a mão de Deus me segura
Para que e não caia quando choroso escrevo
Versos que abalam qualquer estrutura
E até mesmo os meus nervos!

Corro do Sul ao Leste
Desvairado declarando-me perco o meu norte
Na busca insaciável de ti meu anjo celeste
Enfrentaria até mesmo a morte!

Amo-te assim desesperadamente...
Carrego na pele a enorme cicatriz deste corte
Passam os anos e hoje te amo como antigamente
Embora não tive muita sorte.

Ontem pedi a Deus que tu me surgisse de repente como um clarão em uma noite escura
Espero em vão até que amanheça e você não aparece.
Onde estás meu anjo de candura?
Dobro os meus joelho e mais uma vez a Deus faço uma prece.

Faço juras,promessas, grito Pai nosso que estás nos céus...
Meu Deus, meu Deus me socorre!
Desesperado jogo para o ar um pedaço de papel
Com uma longa declaração, pois eu sinto que minha alma morre!

Nas longas estradas de espinhos e calcário
Partirei e não sei para onde vou
Mais antes que a minha alma morra sacrificada este calvário
Guarde eternamente esta declaração de amor!

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
A Declaração de Amor que Eu fiz para Você

EU TE PEÇO PERDÃO

 
Só a dor ficou

Das lembranças das vagas desilusões

O tempo não apagou

Da minha memória as decepções

O tempo passou

E uniu de forma plena os nossos corações

Foi assim que minh’alma mergulhou

Nos mais fortes desejos das paixões

Perdoe-me se eu fingi

Perdoe-me se na hora de chora eu sorri

É uma pena que você não entenda

Talvez com o passar do tempo em aprenda...

Perdoe-me se eu chorar

Eu peço perdão por te amar.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
EU TE PEÇO PERDÃO

SE EU SOUBESSE...

 
SE EU SOUBESSE

Você partiu e me fez chorar
E escondeu de mim que iria me abandonar
Sinto doer a minha cabeça com esta loucura
A minh’alma sofre calada á tua procura

Já não tenho você ao meu lado
Diga-me, por favor, qual foi o meu pecado?
Vivo aos prantos com este desespero
Diga-me, por favor, qual foi o meu erro?

Ó quando lembro dos nossos passos
Na estrada entre os abraços
Eu chego a sentir novamente o quanto sofri
Por você que até morri

Sentindo falta da tua presença
Lembrei do teu rosto e o peito doeu como uma doença
E desde o dia em que você partiu
Talvez você não acredite, mas a minh’alma nunca mais sorriu.

Ela nunca mais se alegrou
Desde o dia em que você me deixou
Aqui abandonado com o meu coração sangrando
Chorando, sofrendo e te procurando.

Fazendo tantos pedidos, mandando tantos recados.
Para você voltar e aliviar o meu coração torturado
Se eu soubesse que você não partiria porque a minh’alma chora
Eu choraria a vida inteira para você não ir embora.

Escritor Acadêmico Jailson Santos
 
SE EU SOUBESSE...

E PARA FALAR DE AMOR...

 
Antes que toda minha esperança desapareça

Antes que eu venha sorver esta taça de dor

Deixem-me dedilhar em minha lira a última poesia

Para que você nunca se esqueça

Das chamas ardentes do meu amor

Porque eu tenho que sofrer tanto assim?

Sendo crucificado na cruz de uma eterna saudade

Neste madeiro estático pregado

Sentindo meu coração sangrar dentro de mim

Pois este amor prende-me nas grades de uma louca liberdade

Ele ora mata-me e ora me aviva

Ora encoraja-me, ora me mete medo.

Eu chego a sentir arrepios na minha alma

E cai-me da boca gotas de saliva

Pois fico pasmo sem poder revelar-te este segredo

Que segundo por segundo me faz sofrer

Em laudas de reais ilusões

E minuto por minuto faz com que eu ande cambaleando

Sonhando todas as noites com a dona do meu ser

Eu não agüento mais fazer tantos pedidos de perdões

Amor onde está a mulher da minha inspiração?

Onde estás ó meu anjo de candura

Tu és para mim um enorme clarão nas trevas da noite escura

Eu percorri os caminhos destes versos só para te dizer:

Que eu não agüento mais de tanto chorar por você

Venha ó musa vamos sair pelas desertas ruas de gás néon

Vamos viver nossos sonhos sem farsas

Dê-me beijos nervosos

Excite o meu dom

Recolha o meu sangue e o meu amor numa taça

Deixe-me amar-te ardentemente

Deixe-me sentir a suave ardência dos teus seios

Venha e na valsa do amor dançaremos ao som da minha orquestra solitária

E nesta longa madrugada hei de amar-te desesperadamente

Afogando-me neste mar de anseios

É na mais forte arrebentação

Que o embalo da maré medra

Neste oceano de água fria

Meu coração, ah! Meu coração

Banha-se e mergulha nesta doce poesia

Nesta loucura de amor que acalenta

E queima tudo que esta ao redor de mim mesmo

Eu sinto calafrios em minh’alma

Eu preciso alimentar o desejo de amar que me alimenta

Eu preciso deixar de dar tiros a esmo

E para falar de amor...

Lembro-me da nossa despedida na beira do cais

Oceanos,mares, rios...todas as águas me faz lembrar...

Os momentos mais ardentes do nosso eterno amor

Ainda que você não volte para mim nunca mais

Mas eu nunca vou deixar de te amar.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
E PARA FALAR DE AMOR...

Canção

 
O tempo passa e eu continuo a me pedir perdão

Por um pecado que não pratiquei

Em noites de solidão

Passo a lembrar como desesperadamente te amei.

E criei para ti uma canção

Que nunca cantei

Nem dedilhei nas cordas trêmulas do meu violão

Oh! Quantas notas eu errei...

Tentando encontrar o tom

Que exprimisse a mais perfeita harmonia

E mesmo com a beleza do meu dom

Eu sofri em minha própria poesia

Tentando cantar

Uma canção que te fizesse me amar.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
Canção

SONHEI

 
Não sei, acho que só estou um pouco machucado.
Esta noite pensei tanto em você
Que fiquei sozinho, sofrendo calado.
E ninguém podia perceber

Meus olhos perderam a cor
Quando as lágrimas começaram a rolar
Não sei se era ódio ou amor
Que fazia meu coração palpitar

Em meio a tanto sofrimento
Fiquei triste me perdi
Nas asas do meu sentimento
Não sei se estou sonhando ou se me iludi

Sonhei tanto e não era verdade
No meu sonho você estava tão perto
E tão longe da realidade
Porque os meus olhos estavam abertos.

Escritor e Mestre Jailson Santos
 
SONHEI

DILEMA

 
Ontem meu coração palpitava com um pensamento inocente
Fitei os teus olhos, porém a minha boca continuou silente.
Vinte anos se passaram e tudo está tão diferente
E nem mesmo as evidências explicam o que está acontecendo com a gente.

O vento soprou... o tempo passou...
Fomos vitimados pelas ironias
Que tão de repente nos aproximou?
Eu vivo perdido nos caminhos das poesias

Na iminência de estarmos frente a frente
E quem diria...?
Que sentimentos dormentes
Despertariam da “noite” para o “dia”.

Será um sentimento que veraneia em teu peito?
Por favor, me dê maiores explicativas.
Às vezes acostado em meu leito
Aperta-me um nó na garganta de sorte que não engulo as minhas salivas.

Às circunstâncias fazem o meu coração fibrilar despedaçado
Vez por outra me assusto com os fantasmas da solidão.
E sinto os meus lábios amargarem de pecado
Será que a minha vida está em tuas mãos?

De repente, sim! De repente eu digo...
Que este coração me traiu.
Ó como eu queria saber se posso seguir em frente sem correr perigo
Se posso adentrar por esta porta que se abriu.

Meu Deus! Por que o Cupido não me avisou?
Que eu seria golpeado por esta flecha.
A minh’alma exangue chorou...
E agora? O que me resta?

Hoje vinte anos se passaram...
E uma sensação de querer paira no ar...
Os meus pensamentos se conturbaram
De tal maneira que já nem sei em que pensar.

E ainda que eu quisesse não te querer
É algo estranho e louco...
Querer-te sem ao menos conhecer
O sentimento avassalador que cresce pouco a pouco.

A minh’alma caminha demente
Buscando respostas para tudo isto no meu inconsciente
Acerca destes pensamentos que assombram a minha mente.
Dou volta e mais voltas para no mesmo lugar e passo a amar-te desesperadamente.

Como eu poderia cantar a felicidade
Percorrer os caminhos da vida de dizer que sou feliz
Vendo segundo por segundo ser tolhida a minha liberdade
De amar pelas coisas que você me diz?

Como eu pude me entregar de repente
Sem ao menos saber tua reação
Passam os dias, os anos e você continua ausente
Reduzindo a pó o meu coração.

Num destes dias deixei-me levar por tamanha ingenuidade
E cheguei até mesmo a crê
Que você viria encontra-me com toda liberdade.
Cheguei a sonhar em você me querer.

Sinto-me como um naufrago que vive a te procurar
Os dias se passam e busco terra firme
Devolva o meu direito de amar
Liberte os meus desejos que você reprime.

Cheguei a pensar...
Que numa destas noites você viria a mim como uma princesa
Pensei...pensei e até hoje estou a esperar...
Continuo debruçado nesta mesa

Compondo, relendo os versos que você não leu...
Exteriorizando palavras...
Lamentando o amor que você não me deu
Eu já não consigo conter as lágrimas.

A minh’alma da gritos dentro mim
E o meu exterior demonstra o meu sofrimento
Tanto tempo na esperança de ouvir um sim...
Espero tanto a tua chegada que te chamo em pensamento.

Vivo um grande dilema
De ter-lhe com o imensurável medo de perder-te
Derramo minhas lágrimas em mais um poema
Pois temo nunca mais poder ver-te

Se penso em estar contigo temo que você vá embora...
Como será de amanhã em diante se você me abandonar?
Manhã após manhã minh’alma se perturba e chora
Pois se você for tenho medo de você não voltar.

Escritor Acadêmico Jailson Santos
 
DILEMA

ALMAS SEDENTAS

 
Lembro-me como hoje num destes dias na Barra da Tijuca
Minh’alma saiu a te procurar
Respirando névoas de gás neón
E como se estivesse desnorteada corria maluca
Morta de anseios, sedenta para amar

A tua alma que sempre foge de mim
E se esconde nos breus das avenidas
Ó quantas vezes á luz da lua tentei evadir-me
Eu não tenho razões para existir assim
Eu preciso cicatrizar em meu peito estas feridas

Que corroem segundo por segundo os meus desejos
É um mistério singular, pois quanto mais me disfarço
Nas labaredas deste fogo que queima os meus lábios
A minha boca padece de secura pela falta dos teus beijos
E o meu peito geme solitário sem os teus abraços

Minha alegria que outrora sorria, chora de tristeza sem os teus encantos
De todo amor, de toda procura restou-me apenas um passatempo
Para consolar-me nas longas madrugadas
Ou para enxugar as lágrimas dos meus prantos
Viver tentando tirar a sua alma do meu pensamento

Ó quantas vezes nossas almas sedentas se amaram ao albor da aurora
Ó quantas vezes elas foram se fartaram de desejos que nasciam de repente
Hoje só restam marcas de você
Vivo sem consolo desde o dia em que você foi embora
Mas tenho a plena certeza: Ninguém irá amá-la como eu te amei desesperadamente

Só Deus conhece a minh’alma sedenta e todo o seu segredo
Ás vezes quero voltar ao passado e com o coração na mão
Penso, repenso e penso outra vez...
Mas a grande verdade é que eu tenho medo
Que mesmo a minh’alma morrendo de sede de amar ouça um não!

Escritor Acadêmico Jailson Santos
 
ALMAS SEDENTAS

ÚNICA FLOR

 
Ás vezes fico esperando o seu amor tardio

Cubro-me de ansiedades e desejos e me digladio

Num jardim onde não existem flores

Onde encontro pétalas secas e sem odores

E mesmo depois de me digladiar

Em vão, amiúde e tanto

A flor que encantou-me não pude salvar

E minha alma ensopou-se com meu pranto

Que gota a gota escorreu

Dia e noite e ninguém percebeu

Que a correnteza das lágrimas

Levavam uma flor que desabrochou

Tão linda, tão pura, tão cheia de vigor

Mas que logo murchou

Me Senti como um peixe fora dói cardume

Pois me perdi ao aspirar o teu perfume

Que exalava pelo ar

Você pode até dizer que me viu chorar

Quando apagou-se a última chama

Eu me digladiei neste drama

Pois o meu jardim converteu-se numa arena

E o meu sonho de amar num dilema

Pois as lembranças traspassaram-me o peito como um gládio

Arrancando-me as palavras dos meus lábios

Cobrindo-me de receios

Sufocando estes fortíssimos anseios

Que me serviram de sustentáculos

Eu esqueci de lembrar de medir os obstáculos

Mesmo quando não tive outra saída

Só para te dizer

Que a única flor que brotou no jardim da minha vida

Morreu de saudade de você.

Escritor Jailson Santos
 
ÚNICA FLOR

Escritor Acadêmico Jailson Santos