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Poemas, frases e mensagens de Juarez

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Juarez

Uma Linda Canção de Esperança

 
Uma Linda Canção de Esperança



Hoje,

consegui abandonar os pensamentos

E do mirante da paz,

descansei os meus olhos

em águas tranqüilas



Como planta seca,

embriagando-se

em chuva suave,

assim me senti...



Os seus olhos

me ensinaram

uma linda canção

de esperança



E no silencio das

minhas atitudes,

entreguei à minha paz

aquela doce lembrança



Furioso, o tempo se inquietou...



Juarez Florintino Dias Filho
 
Uma Linda Canção de Esperança

Olhos e Pedras

 
Olhos e Pedras



Acho que sempre estiveram parados,

Cravados em paredes de alguma cor,

Que cor alguma me era percebida



Mas um dia

Eles passearam pela mesa dos poemas

E pousaram sobre lindas pedras

Pedras que nunca haviam cobrado coisa alguma

Apenas um pouco de atenção



E ao contemplá-las, sorriram-se

Como elas brilharam, incessantemente



Assim começou o amor dos meus olhos

Por aquelas pedras preguiçosas

Espalhadas pela mesa

Derramadas como lágrimas de boa nascente



E elas continuaram a nada cobrar



Apenas o melhor que os meus olhos

Podiam dar...



Juarez Florintino Dias Filho
 
Olhos e Pedras

Não Queira

 
Não queira
transformar os meus pequenos pés
e as minhas imensas asas
em largas e profundas raízes
não queira

Não queira
sobrepor a
sua realidade cinza
à minha colorida esperança
não queira


Juarez Florintino Dias Filho
 
Não Queira

Ensina-me

 
Ensina-me a não te querer
Como poderiam os teus olhos aos meus explicar
Que no teu coração não há lugar para o meu?
Sei o quanto procuro te esquecer,
Sofro ao não tentar te rever
Também sei que tua presença
É o que há de mais distante.
Que teu sorriso e felicidade
Não caminham à minha procura
Não posso falar-te,
Nem tão pouco, por muito tempo olhar-te
O mundo distante em que habito agora,
Criado pela tua indiferença à minha alma
Tornou-se parte de uma prece,
Que vive sussurrando a tua felicidade
Ensina-me a não te querer...
 
Ensina-me

Um Velho na Estrada da Vida

 
Era uma tarde fria e ali estava eu,
Caminhando pela estrada da vida
A noite chegava, e à frente encontrei um velho sentado
Com os pés descalços e roupas tão humildes quanto o seu olhar,
Lá estava ele, de mãos trêmulas, pensativo...
Seus olhos pousaram nos meus e neles não havia brilho algum
Seu rosto procurava descanso, sem ânimo.
Sem entender, dos meus tristes lábios brotou um sorriso
Sem desviar os olhos ele começou a falar...
Contou-me das tristezas e alegrias de sua infância,
Falava devagar com a voz rouca, carregada de tristeza
Falou mais sobre a juventude e a alegria de ter tido pais amorosos,
E de ter constituído uma linda família
Não entendia o porquê da tristeza tão marcada naquele rosto,
Mesmo quando falava dos momentos mais felizes,
Sua expressão era a mesma.
Falou de Deus, dos pais e da família,
E sobre Deus, acrescentou que um belo dia pediu a Ele,
Para que conhecesse um verdadeiro amor,
Porque mesmo com tudo o que possuía,
O velho sentia-se um ser incompleto
Sofreu muito até ver atendido o seu desejo
E conheceu o grande amor da sua vida
Agora chorava a distância que o separava,
Dos olhos que iluminavam o seu coração
Ele tornou-se velho, não pelo tempo ou pelas experiências,
Mas pela eternidade que à cada minuto passava,
Longe de seu grande amor
Choramos juntos à sua tristeza
E ele disse que a sua história contou
Porque dos meus lábios, mesmo tristes,
Um pequeno sorriso brotou
E ali ele viu um sinal de esperança
A noite cresceu...
 
Um Velho na Estrada da Vida

Monólogo de um coração

 
MONÓLOGO DE UM CORAÇÃO



As mais belas histórias
São criadas e contadas pelo coração
São toleradas e muitas vezes odiadas pela razão
E quando abortadas, são apenas doces memórias

Quando os sentimentos são sufocados pela razão
Perde-se a paz do coração
E morre-se intensamente em cada momento
Num longo e horrendo tormento
É o fim da criação.



Juarez Florintino Dias Filho
 
Monólogo de um coração

Caminhos

 
Bonito!
Bonito é quando
mãos e bocas se procuram
nos caminhos determinados
pela paixão
Lindo!
Lindo é quando
os olhos se encontram
no caminho escolhido
pelo coração

Juarez Florintino Dias Filho
 
Caminhos

A Porta

 
A PORTA

A paixão nos escolheu para si
Nos buscou em lugares distantes
E nos aproximou em pensamento
Tocou os nossos corações no mesmo momento
Nos levou por um caminho cheio de carinho e desejo

Aos olhos comuns, somos diferentes
Iguais, porém, à visão do amor

Quantas palavras!
Tanta jura de amor foi dita...

Finalmente esse caminho nos trouxe a essa porta,
que separa todo o mundo,
do nosso lindo universo de amor
Para trás ficaram todas as dúvidas,
e todos os medos

Fechada a porta,
as diferenças, esquecidas, ficaram
As poucas lembranças que trouxemos,
pelo chão, espalhadas e suadas descansaram
Algumas te acariciaram a pele
deslizando-se em tua beleza,
e agarrando-se em meu olhar
Vencidas e tranqüilas, agora repousam...

Depois de muita procura,
a minha boca encontrou a tua

Luta agora o nosso universo de amor
Para manter essa porta fechada
E o mundo lá fora esquecido.

Juarez Florintino Dias Filho
 
A Porta

Outono

 
OUTONO...

Num belo dia, nublado e frio
Você descobre que envelheceu
Mais na noite passada,
Do que durante o descanso
Assustador dos últimos dez anos

Foi uma noite longa,
De farpas atiradas em todas as direções...
Momentos difíceis,
Como aqueles em que o silêncio reinava
Entre os corações estagnados

É manhã, e você percebe
Que a sua menina cresceu
E que agora você deixou
De ser o homem da sua vida
E que nunca mais será

A mulher que te beijava
E que pouco sorria,
Jamais a ti sorrirá
Sem pedras nas mãos...

O sorriso,
Que antes insistia em brilhar
Em teus lábios de menino,
Deu lugar ao choro incontido e perpétuo,
Apertado nesse coração,
Agora velho

...CAEM AS FOLHAS.

Juarez Florintino Dias Filho
 
Outono

Janelas D'alma

 
Em pedra confidente
Com os pés descalços e o coração frio
Falo, me calo e esvazio a mente
Deixo o meu corpo cansado, à margem do rio

Meus olhos caminham pela encosta, à frente...

Montanha abraçada e sufocada pela solidão
Abandonada, em meio a tanto silêncio...lassidão

No alto, os teus olhos recebem os meus com alegria
Eles se agarram e não mais se separam, como mãe à cria

Imensas janelas são abertas, além desse horizonte
Descortinando no infinito, a água cristalina
Na beleza dessa fonte,
Que repousa em tua essência, que me alucina

Crianças brincando em tardes de sol; lembrança distante
Campos soprados por brisa em noites de luar; quanto amor
Chuva fina beijando teu corpo, doce sabor
Flores acariciadas pelo tempo, eterno amante


Em pedra confidente,
Abraçado às tuas lembranças
Adormeci, sonhando...

Juarez Florintino Dias Filho
 
Janelas D'alma

Espinho e Flor

 
Sou espinho, tu és flor!

Não fui criado para amar

Vim apenas para a tua vida me dedicar

Vivo a te contemplar

Da tua alma alimento a minha força

Sou o teu espinho,

Minha delicada flor

Tenho o coração duro

Sou seco, sou grotesco,

Não ouso tocar a tua pele

Rasgar a bela flor...

Enquanto sou ira, desespero e desprezo

Tu és sorriso, desejo e sossego

Nos olhos, nas mãos e no coração

De quem te afaga

Sou teu espinho, minha amada flor,

Somos partes da mesma dor

Sou eu quem fere

Em meu insano amor



Juarez Florintino Dias Filho
 
Espinho e Flor

Realidade x Poesia

 
Realidade x Poesia



Enquanto a tirana realidade

em amarga cólera

me arrasta por terra seca

com a peculiar brutalidade

da sua estupidez caótica



A grata poesia me abraça

em sua doce calma

e me leva a navegar

pelo inesquecível

mar dos sentimentos



Juarez Florintino Dias Filho
 
Realidade x Poesia

O Amanhecer dos Sentimentos

 
O amanhecer dos sentimentos
Dissipou a longa noite da razão
Que oprimia aquele adormecido coração

Aplacou a ira
Confessou a comunhão...

Lembrou que existe um horizonte
Mesmo para ele,
Machucado e soterrado,
Atirado à solidão

Despertou de uma noite longa
Um triste coração

Sonhando com um riso solto e sincero
Como alegria desmedida
Parecida com mentira...

Juarez Florintino Dias Filho
 
O Amanhecer dos Sentimentos

Esse Alguém...

 
Alguém veio hoje
Logo pela manhã
Quando em ti estava os meus pensamentos
Alguém veio e
Como ALEGRIA se apresentou,
Como um tolo que sou
Recebi esse alguém.
Lembrou-me de todos os momentos que passamos juntos
Da tua linda voz,
Das belas palavras que me disse
E esse alguém
Falou ao meu coração
Que o seu nome era LEMBRANÇA
Esse alguém veio
Sacudiu meu corpo
Apertou-me o coração
Lembrou-me dos teus gemidos
E das tuas lágrimas de prazer
Esse alguém que hoje veio,
Se dizia ser ...A PAIXÃO
Conversou comigo um longo tempo
Contou-me do respeito que tem por ti
Discursou sobre o teu futuro
Falou da tua liberdade
Da tua juventude e dos teus sonhos
Esse alguém que hoje veio,
Disse que era ... A RAZÃO
Não me ouvia nem se interessava
Pelos meus sentimentos
Gritei, tentei fazê-lo entender
Da dor que invade o meu ser
Quando penso em te perder
Esse alguém que hoje veio,
Poderia ser...O AMOR
Esse alguém...
Astuto, verdadeiro, apaixonado
Roubou os meus sonhos
Cultivados pelo tempo
E pelas minhas lembranças
Quebrou-me a esperança
E ficou em meu coração
Esse alguém,
Que hoje veio
É a TRISTEZA

Juarez Florintino Dias Filho
 
Esse Alguém...

Angústia

 
Minha solidão se deita bem cedo ao meu lado
E não adormece. Jamais!
Minha dor me desperta todas as noites
Comprimindo o meu corpo, sem dó
Minha culpa grita em tuas lágrimas,
Noite e dia sorri à minha alma
Em tua tristeza
Minha dor me acalma a vida
Meus passos percorrem devagar
O terreno da angústia
Meus olhos são proibidos de descansar
Minha culpa me chama para o teu lado
E me lembra da nossa dor
Não choro a minha dor
Porque é tarde...Já é manhã!

Juarez Florintino Dias Filho
 
Angústia

Fim

 
Desfiz cada nó

Que me prendia à sensatez

Amparei tuas mãos

Sorvi tuas lágrimas



Derramei a minha vida...



Colhi a tristeza

Da tua alma

Quando o intenso brilho

Findou em teus olhos



Juarez Florintino Dias Filho
 
Fim

Lobos

 
Lobos

Inúmeros lobos, espumando de ódio
Com dentes afiados à mostra
Circundavam, em guarda, o imenso castelo

Negras paredes ao tempo, tocavam às nuvens espessas
Molhadas pela insistente chuva de um inverno
Que castigava toda sorte de vida

Lua descrente, de brilho desprezível
Pairava solitária, como débil mancha em tela cinzenta

Entre as gélidas paredes da noite sem fim,
Inerte, agonizava aquele homem
Envelhecido desde cedo
Pela crueldade desse tempo maldito, que não sossega

E açoitado desde sempre,
Pela chibata afiada do destino
Ele morre lentamente, começando a sonhar...

Sonhando que pode falar, escrever e até sorrir,

Chora esse velho numa poça de suor,
Com febre, delira em esperança
Que acena à felicidade

Ele se levanta da pedra que congela o seu corpo
E solta a alcateia que guardava o seu castelo
E vê seus lobos livres, correndo em todas as direções
Percorrendo planícies e riachos...

A morte requerida se tornou uma prece
As paredes ruíram
E a chuva deu lugar ao orvalho em seu rosto
E o seu pequeno coração,
Deixou de ser um castelo


Juarez Florintino Dias Filho
 
Lobos

Amor Platônico

 
É tão gostoso quando a gente vê quem ama
O coração salta e machuca o peito
E fixa os nossos olhos nesse alguém...
O pensamento voa nas asas da ilusão
Regressa e fica aprisionado, entre paredes
De um mundo solitário e triste
Os olhos continuam contemplando,
O delicioso movimento do corpo
O gostoso sorriso,
Os cabelos soltos ao vento,
O teu cheiro suave chega, provoca, excita e acalma
Algumas vezes, em teus olhos
Percebo um lampejo de paixão
Naquele breve momento sonho que é por mim
Esse sentimento
Mas acordo,
Quando palavras de carinho
Da tua boca não são pronunciadas
E vejo...
Que aquele sentimento era por outra pessoa...
Meus olhos nos teus viajam e te pedem um beijo
Mas a porta do teu coração pra mim está fechada
E você não percebe...
O teu sorriso é lindo
E quantas vezes pedi,
Sem você ouvir
Que um só fosse pra mim,
Mas nenhum me pertence
A tua pele é suave,
Teu rosto gostoso de tocar com os lábios
Cada vez que beijo as tuas mãos
Peço para que elas me abracem,
Mas tu não ouves e não sentes
Em nada adianta tanto amor dedicado
Se ele não é abraçado,
Pelo contrário,
Sempre é ignorado.

Juarez Florintino Dias Filho
 
Amor Platônico

À Margem da Vida

 
A margem da vida, curvou-se o meu corpo
Joelhos grotescos, dobrados e aflitos
Sofreram no chão, insensível a dor.

Em águas escuras pelo tempo maldoso
Procuraram os meus olhos por uma réstia esquecida
Tentaram encontrar-me nesse rosto cansado
Resgataram lembranças, poucas, apenas

Na superfície tranqüila em que repousa a tristeza
Houve um brilho imaginário
Ou uma lágrima de luz

Eram distantes recordações
De papai e de mamãe
De poucos risos; de muitas emoções

Era manhã de primavera
Era o início de tudo
Era o princípio deste fim
Era o luto desnudo

Lágrimas embebiam ao espírito carente
Noite fria e maldita, agora crescente
Foi linda a breve manhã, sorridente
E horrenda a longa noite, descrente.

Juarez Florintino Dias Filho
 
À Margem da Vida

Folhas secas são lembranças

 
Folhas secas ao chão,
Remexidas pelo vento,
São lágrimas do passado,
Que insistem em lembrar,
Aquele doce momento

Lembranças de uma vila pequena
Abraçada aos pés de montanhas
Espreitada pelo mar
Distante no tempo

Lembranças de uma tarde de suave calor,
De sol tímido e sincero
De sons amenos...

De mãos suadas e inquietas,
De olhos ternos e molhados
E de corpos ardendo de desejo...

Dos lábios unidos pelo doce beijo
Da noite descendo devagar...

Juarez Florintino Dias Filho
 
Folhas secas são lembranças

Juarez Florintino Dias Filho