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Poemas, frases e mensagens de DavidPN

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de DavidPN

Inconstante

 
Em jeito de poesia lá vou tendo,
Uma ou outra vontade de escrever,
O que o sentimento me manda,
O que o coração enaltece,
Numa palavra de carinho,
Num gesto intenso,
Num olhar defunto,
Numa característica, num caminho,
De quem luta contra a força das palavras,
E no alto de um monte joga uma lança,
À vida que nunca quis,
Que não teve a culpa de morrer,
Pela triste consciência de num acto infortuito,
Afirmar tudo, o que nunca saberia dizer.

Logo, sei o que me trouxe aqui,
Terá sido necessidade ou um passatempo?,
De passar este tempo que não passa,
Sem isto ou aquilo com que me entreter,
Sabendo que as coisas mais importantes também se deveriam fazer,
Sem a desculpa de não ter vontade,
De enraizar sentimentos de saudade,
E entrar como manda a lei,
Neste jogo chamado realidade.

Oh pobre vida, também eu saberia viver,
Se tivesse o que não tenho e conquistasse a ambição em ter,
O que desejasse por momentos,
Uma alma e outros sentimentos,
Que não esta culpa (desculpem a misericórdia),
Da inércia de estar sentado,
Olhando sabe-se lá para onde,
Vendo riscos e quadrados,
Numa geometria quase perfeita,
Vendo casais de namorados,
Em harmonia constante, numa conexão feliz,
Em que ganha o momento,
Invejando eu a liberdade que não tenho mas que sempre quis.
 
Inconstante

Rio que Flui

 
Abri o livro, não havia imagens,
Nem citações de poetas,
Havia amizade, havia amor
Não havia cupido nem as suas setas.

Nascer indiferente, imagem desnudada,
Desfocada a pouca vida que tinha,
E fechando os olhos não via nada,
Nem a consciência pôde ser minha.

Não estou triste, nem vagueio,
Perdido no mar, na intensa escuridão,
Só não quero perder o momento,
De arriscar tecer sonhos na palma da minha mão.

Ele nunca me enganou no caminho,
Se quis fazer sofrer, fê-lo consciente,
Que o dia quando nasce é um viver,
Vivida e sonhada, omnisciente.

Fecho o livro, abro outro,
Não há citações, mas alegria,
Ar puro assombrado no meu rosto,
Sorriso plantado, momentos de mais um dia.

O azul que deu negro,
Horas que passam sozinhas,
Crescem saudades repentinas,
Paisagens secas, distantes, vazias.

Sinto um pestanejar cansado,
Diriam as horas de sono por cumprir,
Lanço ao Mundo um pequeno sonho,
Que na felicidade possam sorrir.
 
Rio que Flui

Uma noite como as outras

 
Cresceu sentida esta rua estreita,
São os gritos que preenchem a lacuna,
O vazio que emerge deste frio,
Luzes da calçada que se vão mostrando,
Já que lua não esconde esta descrença, este brio,
Desta (quase) sina, trabalhada e desfeita,
Tudo para conseguir sonhar, sonhando.

Foi grande a passada na mera vitrina,
Um troféu inesperado se tornou,
Conquistado por outrém, que enganou,
As vislumbradas canções de amor,
Cantadas, encenadas, deslumbradas,
Num acto puro, heróico mas de dor,
Foi grande a passada na vera vitrina,
Que quem pensava que eternamente ficava, não ficou.

Não imagines a linha recta que não seguirei,
Nem sequer o som vindo das pradarias,
É escutado com toda atenção devida,
Até a natureza que é apreciada por ninharias,
E o mar, plantado à sua beira,
Olhando eu triste no seu refúgio, assim ficarei,
Como quem paga a promessa de ajudar a fazer crescer,
A quem ao ser que me consome o queira.

É última é, não será,
Não é aviso, nem destinatário terá,
Que todos os que leiam, pensarão,
Que suas vidas tenham, novas inesperadas conquistarão,
Na tentativa de esconder a fraca e intensa carne humana,emana
Desejada e querida, seus interesses,
Aprendi e aprendo, dormindo só na cama,
Que seus desejos teimam, não se realizam,
Paciência tenha, só aquele que ama.
 
Uma noite como as outras

Força a quem precisar

 
O espaço vazio consome,
Na luz ausente, murmúrios, tristezas,
E sozinho disparando lágrimas,
Esvoaçam memórias, esvoaçam riquezas.

O soluçar simples de gente comum,
É sincero, verdadeiro, é diferente,
E não há naquele segundo quem faça,
Olhar nos olhos de quem mente.

A verdade que magoa, ou se sente,
É fadiga a mais no fado que nos vemos,
Porque é verdade quem nos ama sem amar,
Mas é mentira quando amando, perdemos.

Oiçam o soluçar silencioso da noite,
O semblante que à luz nos mostra o dia,
Uma lágrima que brilha e vai brilhando,
De longe, o lobo que uiva, o gato que mia.

Momentos ternos envolvem a tez,
Clara ou escura, o tempo passará,
E verei nas ruas da angústia,
Uma olhar diferente, o sorriso brilhará.

Força a quem precisar.
 
Força a quem precisar

Humanidade

 
Longe vão os tempos que ouvia,
As vozes de fundo que se fazia sentir,
Já nem lembro o que dizia,
Aquela voz masculina ou feminina,
Observava a vida de longe, queria dormir.

Deitei-me, vagueavam dores infernais,
Tonturas várias que não me seguravam,
Como via os Mundos quando eles se mostravam iguais,
E na tentativa de salvar o que pudesse,
Tento e tentei, não tentaram.

Sinto o corpo dilacerado pelo cansaço,
O tempo na sua primazia, tentava,
Alargar o seu potencial perigo, negligente, amasso,
Da humana estupidez incompreendida,
Que em vez de agir, apalpava.

Jamais serei do Mundo enquanto for de mim,
A tola ideia de empreender,
E que ninguém possa voltar ao passado, sim,
Porque ninguém o irá salvar,
Enquanto a voz que se ouve distante não morrer.
 
Humanidade

Quando bate, bate

 
A brisa que bate forte, comos nas rochas o mar,
A tristeza e solidão que batem fundo, como na vida pensar,
Que tudo o que volta, pertencerá,
Aos que anseiam o cheiro da chuva, que a minha alma levará.

Intensas vitórias, como derrotas, acontecem,
Morais que se levantam, como se a nós devessem,
A derrota que também sabemos conquistar,
Aqui onde me encontro, por essas estradas foras ou no mar.

As palavras que queriam sair, não saem,
As cantigas que se faziam ouvir, não se ouvem,
Apenas fica o vazio das horas que vão passando,
Ledas e tristes, como um altar que vou admirando.

Pesados estes olhos que vão fechando,
Turva a vida que vai desaparecendo,
A luz que surge no último segundo,
É e sempre será o meu desejo mais profundo.
 
Quando bate, bate

Memórias

 
O espaço vazio consome,
Na luz ausente, murmúrios, tristezas,
E sozinho disparando lágrimas,
Esvoaçam memórias, esvoaçam riquezas.

O soluçar simples de gente comum,
É sincero, verdadeiro, é diferente,
E não há naquele segundo quem faça,
Olhar nos olhos de quem mente.

A verdade que magoa, ou se sente,
É fadiga a mais no fado que nos vemos,
Porque é verdade quem nos ama sem amar,
Mas é mentira quando amando, perdemos.

Oiçam o soluçar silencioso da noite,
O semblante que à luz nos mostra o dia,
Uma lágrima que brilha e vai brilhando,
De longe, o lobo que uiva, o gato que mia.

Momentos ternos envolvem a tez,
Clara ou escura, o tempo passará,
E verei nas ruas da angústia,
Uma olhar diferente, o sorriso brilhará.
 
Memórias

Quem sou eu?

 
Quem sou eu? Tanta vez me pergunto, Quem sou eu?

Não sou incólume a todos os problemas, nem sequer a todos os males,
Supersticioso não sou, mas nem dizendo,
Liberdade já a tenho para viver o mais que posso,
Suavidade na alma, riquezas por descobrir,
Poeta já me chamaram, nem acredito por vezes no que possa ser,
Quem sou eu afinal?
Pensamentos que tive, acções bem pensadas, objectivos por cumprir,
Sonhos que o Homem prende na sua triste vida,
Futuro incerto, o cheiro a maresia nas margens do Mundo,
Raiva, um certo desejo de destruir grande parte de motivos inertes, inocentes,
Só para me libertar do estigma em que me vejo sempre que penso nisso.
Quem sou eu, possas?
Serei inferior no que penso sem ver ou superior no que vejo sem sentir?
Será o que vivo o melhor para mim? Para os outros?
Sim, há quem viva no seio dos outros, à espera que a riqueza nasça dos outros,
E eu? Sou igual é? Incessantes aqueles que lutam, se esfarrapam, que magoam a susceptibilidade própria,
Não quero ser herói, nem medir pregas ao meu destino,
Não quero não ter ninguém mas também não quero ter o Mundo,
Só quero segurança, animosidade na atitude, e acima de tudo,
Ter a certeza de que sou realmente feliz...

Quem sou eu?
 
Quem sou eu?

Certas noites

 
O trapo da roupa que vestes,
A manta que amansou o inverno,
A lareira que derrete o gelo,
E o sol que te dá um beijo terno.

Nesta mesma noite, outra janela abriu-se,
Calma e sozinha, silenciosa como sempre,
Uma luz que se acende tristonha,
Um olhar vago, perdido, nesta noite quente.

Já nada parece ser diferente,
Rotinas que viraram rotinas, sonhos por realizar,
Mão caída sobre o queixo,
O céu que se olha atento, vendo o tempo passar.
 
Certas noites

Soneto da Verdade

 
Preciso espaço, preciso tempo,
Preciso amar e ter proveito,
Preciso ter a veia de poeta remanescente,
Para que se liberte o espaço que ficou sem jeito.

Fluem águas por entre os dedos,
Surgem feitiços de bruxas adiante,
Matam os desejos de quem sente,
Morrem sentimentos, distante.

Quero poder ser feliz,
E encontrar nalgum leito perdido,
A verdadeira identidade do que sempre quis.

Quero e preciso ser alguém,
E nalgum momento qualquer,
Ajudar a fazer história que só a mim interessa, a mais ninguém.
 
Soneto da Verdade

Eu quero viver

 
Oportunidades surgem vagas, desplantes,
Num ápice obrigatório, sentimos,
Que dentro de nós há algo que nos diz que é a realidade,
Como se não pedíssemos, tornamo-nos amantes,

Desta irrisória vontade, a saudade.
Senti o aperto, que dizem ser um costume,
Que dentro de si haverá limites,
De quem vive o suficiente para saber,
Nesta áurea demasiado negrume,
Que não só os sonhos nos servem de comer.

Momentos que nunca vou esquecer,
Todos os sítios me chamavam a atenção,
Sentir o tal aperto, sentir que passou o tempo,
E numa tristeza sombria, sorrir é como reconhecer,
A mão amiga que nos conforta como o vento.

Tenho o olhar pesado e cansado,
Um dia farto, uma noite de sono para dormir,
Vou pousar na minha mente e reter,
As memórias que me fazem sorrir amado,
Mas que não desisto: Eu quero viver.
 
Eu quero viver

Olhar permanente sobre as coisas

 
Naqueles olhos cor do mar, serpenteiam,
As minhas ideias desagregadas,
E enquanto vazio observo admirado,
Quantas vozes sem falar aladas.

No branco do papel, água morna da minha vida,
É das letras e dos dias que vou vivendo,
Não esqueço, infinitas vezes que,
Como gosto de te ir absorvendo.

Quem duvida de bons sentimentos,
Não só não sabe o que é sentir,
Quantos passos se tornam em falsos movimentos.

E de todas as formas de vida, de viver,
Enquanto tiver a noção de tudo o que é,
Para quê deixar de ser?
 
Olhar permanente sobre as coisas