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Mensagens de desabafo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria mensagens de desabafo

Noutros tempos

 
Noutros tempos

Nos meus velhos tempos nada era virtual
tudo cheirava a amor e a zelo de invejar
feito tudo ao natural, por mãos carinhosas.
as casas bem perfumadas e o chão a rebrilhar.

Trabalho laborioso o cuidar bem de seu lar
com arte e mestria, as jarras sempre floridas,
rendas feitas ao serão, eram o tom, o requinte
eram assim as Senhoras naquelas épocas idas!

Tudo feito com zelo, carinho, espontaneidade,
os filhos sempre impecáveis, o orgulho da mamã,
papás de colarinho engomado e bigode perfumado
saiam para o emprego e para a escola, de manhã.

O destinar dos almoços era então elaborado
o peixe, a carne, os legumes, a fruta, combinados
tudo escrito no papel para nada ser esquecido
e a “criada” ia às compras, vinha de braços pesados.

Eram dias de tranquilidade, tudo era ajustado
para um dia equilibrado, lavar, engomar roupinhas,
o tempo dava para tudo, nunca havia correrias.
Brincadeiras, o jantar e o deitar das criancinhas.

Contava-se uma histórinha, que era raro acabar
ao serão havia música ou rádio o êxito inovador!
As peripécias do dia eram ali esplanadas, risadas,
palavras não palavrões, em vez de indiferença amor!
 
Noutros tempos

ÍNTIMA REGÊNCIA

 
ÍNTIMA REGÊNCIA
 
 
Pra onde vais
quando não estás por perto
enquanto os meus riscos sofrem por migalhas?
anjo tutelar, dos poetas a boa mãe.
onde o teu influxo de magia
a quem inspiras
uma palavra e outra?

pobre de mim
sem a tua companhia morro à míngua
nesses dias em que o sol não me raia
estéril meu poema se estraçalha
tenha-me, pelos Céus na grandeza
de teu manto
sob o teu comando, enquanto
o silêncio me ufana

antes que o véu noturno me decaia
arremedo de voos de solitária cotovia
rés do chão
assim, versos rarefeitos não nascidos
em mim nascerão...

distancio-me de tudo o que em mim porfia
pra me evadir desse deserto taciturno
luminosa e sonhada poesia
para o tempo e o ritmo da alma
íntima regência
é o teu canto que procuro!...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
ÍNTIMA REGÊNCIA

"TRANQUEI TRANQUEI"

 
"TRANQUEI TRANQUEI"
 
 
Tranquei o meu coração
Tranquei a minha vida
Sem deixar de viver
Vou lavar a minha alma
Varrer a existência do mal
Deitar fora o que não serve
Doar a minha alma a Deus
Só a Ele e mais ninguém
Quando eu morrer quero ir para
Um lugar mágico
Onde as árvores e as flores vivem
Se eu soubesse
Que o mundo acabaria amanhã
Eu plantaria o meu corpo
Num jardim de borboletas
Subiria a uma árvore
E deixaria as minhas cinzas
Nos pés de uma oliveira.

🌂
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"TRANQUEI TRANQUEI"

NUM DIA DE INVERNO

 
NUM DIA DE INVERNO
 
Num dia de inverno soalheiro
Caminho pela praia que eu tanto gosto
Posso observar o sol e o vento
A brisa a acariciar-me o meu cabelo e a minha face
Brisa suave perfumada com cheiro a maresia
A areia massaja-me os pés
Vagueio pelos pensamentos, pelas memórias
De todos os momentos vividos
Hoje ao passear pela praia sinto-me só
Sozinha neste areal, neste mundo, vazio e triste
como se o meu coração estivesse secado de dor
Como se já não existisse sol, como se o mar
Estivesse seco. Ando pela praia sem saber onde vai dar
Perdida e esquecida. Um caminho de solidão
No meio da tempestade de tristezas
De lágrimas, sonho acordado feito de gritos
Murmúrios, lamentos, choros de dor
Feitas em carne viva que deixam
Uma cicatriz na alma, no corpo
como se eu chamasse a morte em vez da vida
Como se carregasse no peito, na mente
As mágoas, deceções, frustrações, desilusões
Fecha-se as portas as janelas, da vida
Para ninguém entrar, Um poço fundo escuro
Por mais que eu tente sair não consigo
Ler, escrever, rabiscar, publicar, é neste momento
A minha terapia para secar a dor que atormenta-me
Para colocar em ordem a minha mente
Que sinto que está em desordem.
Sim mostro o mais íntimo do meu ser
E muitas vezes sinto-me nua
Mas a quem o mostro primeiro é a mim mesma
Sim as minhas fraquezas
Mas também minha força a vontade,
De quando isto passar terei vontade de rir
Tenho consciência que não sou perfeita sou apenas
Um ser humano, com defeitos, manias e imperfeições
Que precisa de colocar as coisas cá dentro
Em ordem para melhor avançar
Começar a viver sem medo, sem dor.
Num dia frio soalheiro passeio pela praia
Que eu tanto gosto, seja de inverno ou verão
Onde molho os pés da minha solidão
Da escuridão da minha alma
🌹

🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
NUM DIA DE INVERNO

Resposta ao Júlio a propósito de uma citação do Paiva " quem muito comenta....!

 
"quem muito comenta, pouco lê."

Isso não corresponde à verdade.

Talvez seja deformação profissional, mas leio e comento muitos poemas e alguns nem entendo muito bem o que querem dizer mas tento sempre ler e dizer algo construtivo.

Uns poetas escrevem melhor do que outros, é indiscutível, eu não sei escrever, nem todos tiveram as mesmas oportunidades, nem todos temos veia poética, mas as pessoas aprendem e melhoram com o tempo,com a leitura de outros poemas.

Eu aprendo diariamente e se não lessem e consequentemente comentassem as minhas "coisitas" já cá não estava, isso garanto e ando cá há mais de um ano.

Penso assim, desculpem. Não somos profissionais, falo por mim, quem não precisa de incentivo não precisa de leituras nem do site.

Podem perguntar:
- Mas quem és tu, para dizeres isso tudo?

Pois, não sou ninguém, sou um zero à esquerda nestas coisas de palavras com sonho e magia, mas apeteceu-me dizer e disse.

E só digo mais uma coisita, digam muito, digam pouco ou nada, mas escrevam e soltem o ganso!

Agora vou fechar os olhos aos berros e os ouvidos ao pensamento...
 
Resposta ao Júlio a propósito de uma citação do Paiva " quem muito comenta....!

Lendo poemas de amor

 
.
.
.

Lendo poemas de amor,
minha alma tonta e torta,
liberta-se de tuas mãos.

Lendo poemas de amor,
ensaio passos na chuva,
desapareço nas pontas
das estrelas de papel.

Separo o sal dos rios
nas cores dos tapetes
comprados em Bagdá

Ouço as palavras
sufocadas na tua
boca.
 
Lendo poemas de amor

Meu grito

 
     Meu  grito
 
Um grito na escuridão.
Mas ninguém ouve,
Ninguém soube,
Que era o grito de meu coração.

Em minha solidão permanente,
Meu eu, somente eu.
Sei que a voz correu,
Muito longe e tristemente.

A voz segue abafado.
As palavras querem voar,
Livremente pelo ar.
Como um canto eternizado.

Nereida
Amar é mudar a alma da casa.

Mario Quintana.
 
     Meu  grito

Carta aberta

 
Onde anda o amor?

Onde andam os casamentos de prata e os de ouro, tão presentes no tempo do arroz de quinze, aqueles cujo lema era:

-" até que a morte os separe."

É sabido por todos nós que o casamento está em crise, as estatísticas são prova segura que casar já não é tradição, agora é mais tradicional a separação e consequentemente o ajuntamento de duas pessoas que se amam, pelo menos durante um mês.

Até eu, que pensei que tinha um casamento para toda a vida,com juras de amor eterno, entrei à socapa nessas estatísticas do INE, vou lá saber por que carga d'água fui bafejada com tamanha sorte.

Sorte e azar ao mesmo tempo, sorte porque as peúgas, o vinco bem feito nas calças,a comida a horas já não sou eu que a dou, nem a cama feita a modos, mas azar porque tenho que me arranjar sozinha, mandar arranjar o portão eléctrico que avariou, ou a bomba da água que está em greve, ou até mesmo a torneira que pinga, enfim, para não falar em emoções mais fortes.

Mas o que faz falta aos homens e mulheres que saem de casa e começam tudo de novo?

Filhos mais novos, afirmação de quê, quando sabemos que no fundo, a rotina virá mais cedo ou mais tarde, a falta de dinheiro irá surgir, os problemas laborais irão fazer parte do quotidiano...

É triste, mas vivemos numa sociedade tão acelerada, que nem nos damos conta que cada vez estamos mais sozinhos, mais cheios de problemas emocionais e transmitimos ao nossos filhos uma herança emocional tão pesada, com a qual não saberão viver e colocarão o casamento na borda do prato.

Será que o juntar dos trapinhos vingará na conquista da felicidade!
 
Carta aberta

Forma e Conteúdo

 
 
Talvez o título mais sensato fosse

forma x conteúdo. A forma é muito

exigida para as mulheres, temos que ser

mulher morango, melancia, jamais uva

passa, já os homens precisam ter

conteúdo na carteira(só isso) porque

outro tipo de recheio está escasso, não

sabem nem cortejar, querem fazer a

análise da mercadoria feminina e

ofertar o preço, o segundo passo é

querer meter a linguiça. Estou enjoada

de embutidos!

Acho que a ditadura está pesada demais,

quero exigir meus direitos, essas

regras estão muito limitadas, tanto os

homens quanto as mulheres precisam

estar em boa forma e ter um delicioso

recheio.

Boa forma é praticar o bem, sorrir até

a barriga doer, dançar até suar, ser

magro, gordo, branco, negro, colorido,

ter um jeitinho especial para falar até

o indizível.

Já sobre o conteúdo, não dá para rasgar

dinheiro, mas seria ideal valorizar as

pessoas, alimentar vínculos, contribuir

de forma positiva em cada história.


Vídeo postado no youtube por Carina Barros.
 
Forma e Conteúdo

CHAGA

 
CHAGA
 
 
Gume da adaga que crava em mim
Nas memórias perdidas da carne
Que me fere o corpo já ferido
Queimando na fornalha do meu

Silêncio incerto que mantenho
Deste meu eloquente tormento
Quietude na alma já em virtude
Gravo em mim dor em memórias

Fornalha do olvido fatal da vida
Álgido de um punhal já ferido
Que transporto comigo no corpo
Ferido sem nenhum queixume

Morro, morro de novo sem orgulho
Destas dores que assolam a minha
Alma deste pecado que assumo
Quando a lamina da adaga mergulha

Neste meu corpo podre de tanta dor
Que sobre os meus ombros carrego
Uma cruz ou um prego enferrujado
Uma chaga de um simples desespero.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
CHAGA

Hoje estou triste

 
Hoje estou triste

A lua está escondida num céu pardacento, mesmo escuro.
Gosto de a comtemplar e mergulhar no seu brilho, sonhar
compor poemas de alegria, amor, criador de positivismo
talvez porque a esperança, fé, amor não me irão abandonar.

Conservo-os no âmago do meu ser apesar das amarguras
profundas que trazem dores cruas, sentidas até à eternidade.
Mas não me deixo abater, luto, a energia conservo-a, alguém
um dia pode precisar dela e eu dou-lha de muito boa vontade.

Mas que falta me faz o teu luar bela poética lua inspiradora
depois de soltares as lágrimas de protesto que te estão a pesar
o céu se compadece e mandará nuvens brancas para te consolar.

Então resplenderás e será um amanhã de brilho e plenitude
as mágoas esconder-se-hão, entre as estrelas, no tom do azul
e voltamos a ver-te, marota, brilhante, bela, casta de virtude!
 
Hoje estou triste

Renasci para um novo destino

 
Passaste por mim como um relampago que rasga o ceu na efemeridade do tempo.
Foste em mim o tudo que se fez nada,e o nada que se fez tudo.
Foste a causa ,mas não o causador.
Foste a nascente mas não a fonte onde jorra o amor.

Nesse rio onde me vis-te desabrochar,ficaste eternamente na outra margem,sem nunca arranjares coragem de atravessares o rio onde me poderias encontrar.
Na margem onde desabrocharam os meus sonhos,contemplei-te sempre de longe com medo que teus raios me ferissem o olhar,naquele tempo que foi nosso.
Queria que tivesses sido o sol que me faria crescer,mas foste a trovoada que me derrubava a cada instante.
Queria que tivesses sido a chuva que me matasse a sede,mas foste a enchente que me alagava as ilusões.
Era silencioso o rio que nos separava,asim como eram silenciosos os diálogos que teimosamente trocávamos.
Desabrochei emfim quando o teu raio de luz desapareceu no horizonte e se desfez na terra húmida,perdendo toda a sua força e o seu brilho.
Encontrei-te nas tuas fraquezas e nos meus medos de menina.
Encontrei-te na tua dolorosa partida,e no vazio da tua ausencia.
Encontei-te e compreendi a missão que te tinham destinado.

Agarrei então nessa energia que de ti se afastava,nesse brilho que emfim me querias transmitir.
Agarrei-o com as minha duas mãos sedentas desse amor há tanto tempo adiado.
Eluminei a minha vida e o meu caminho,E
RENASCI PARA UM NOVO DESTINO..

São
11-03-2009.

(ps: Para o meu pai)
 
Renasci para um novo destino

"Carta a uma amiga" H.G.

 
´-

Às vezes… basta um simples olhar para que imediatamente alcance com nitidez, a tristeza difusa que paira nos teus olhos. Fico inquieta instintivamente, interrogo-te algumas vezes em silêncio com um simples olhar, pergunto-te:
- Então… amiga?
E tu, olhando-me nos olhos como quem foge das reprimendas, sorris tristemente, como se decifrasses a nitidez baça da minha pergunta silenciosa, formulada com a força do pensamento.
Às vezes… ao ver pairar essa tristeza amarga nos teus olhos, que se avoluma perante os meus como se fosse um arco-íris esborratado, tento ignorá-lo, como se de repente eu me transformasse num rato com medo de um gato esfomeado. Numa tentativa ingénua de te fazer esquecer a inquietação que te mortifica o espírito, qualquer que ela seja! Sabes? Nunca gostei de ver um amigo triste porque fico pateticamente triste também. Sou refém das minhas próprias emoções e para que me sinta serena, preciso que todos aqueles que me rodeiam e a quem amo, se sintam igualmente serenos.
É confrangedor…!
É nessas alturas, então... em que adivinho no teu olhar os rios que aprisionas aos olhos, que eu tento brincar contigo, disfarçadamente feliz, para te arrancar desse marasmo envolvente, como se eu de repente fosse capaz de descobrir o sol num dia de tempestade. Faço-o numa tentativa frenética de te desviar dos maus pensamentos e arrancar do teu espírito o negativismo (como se fossem ervas daninhas) a alastrar no meio de um jardim florido. Quero arrancar de ti as sombras da tristeza, certo?
Mas para que isso seja possível preciso que me ajudes!
Às vezes… quebro o silêncio com que quase sempre te interrogo e com o olhar solícito pergunto-te, fingindo-me zangada:
>> ENTÃO… AMIGA?
Então… Vóny? Só me apetece chorar. Chorar… chorar…chorar…>>
- Chorar como se fosses um dilúvio de rosas brancas? Ou o rio Mondego poluído com barbatanas de plástico?
- Brinco…
Tu sorris. Meu Deus! Tu sorris o mais triste sorriso que já vi. Eu insisto. - Mas chorar porquê?
A minha pergunta é imbecilmente indignada. Desta vez limitas-te a olhar-me de soslaio como se fugisses da fúria aparente do meu olhar. Com a voz embargada, olhas-me de novo… agora de frente, transformada de repente numa criança perdida à espera de um afago. Num lamento, rematas:
>> NÃO SEI PORQUÊ… NÃO SEI…
 
"Carta a uma amiga" H.G.

Tive Sorte

 
Tive Sorte
 
É o meu fim,
parecia mau presságio,
não era estrela cadente,
era a anunciação do 2014 UR116 em meu mundo.

Eu seria capaz de salvar o Cantareira só por uma noite,
se durasse mais teria me afogado.

Tive sorte, serviu de spa barato,
Obrigada Abençoado!

Pelo visto só entreguei uma fotocópia(embora autenticada),
O original encontra-se inteiro no peito, batendo um bolão
Agora recuperado do susto passou-me a direção.

Quem me dera ter sempre um trevo de 4 folhas à mão para essas ocasiões!
 
Tive Sorte

MEU LINDO PORTUGAL

 
MEU LINDO PORTUGAL
 
Talvez sim, talvez não
Vou talvez envelhecer triste
Solitário(a) e abandonado(a)
Envelheço num pais cheio de sol
Rodeado pelo mar.
Vou envelhecer precocemente
Sem dinheiro, para os remédios comprar
Envelheço como um livro rasgado
Velho/a esquecido/a e guardado
Vou envelhecer, num país acidentado
Onde tudo que é velho, deitado fora será
Vou envelhecer neste inferno, nesta estação
Seja ela outono, inverno, primavera ou verão
Vou envelhecer , antes da hora marcada
Sem destino, sem hora, seja dia ou noite
Vou envelhecer e só para não morrer à fome
Vou ter que ser ladrão, vigarista ou aldrabão
E meus amigos, talvez tenha de mudar de nome.
Embora eu não tenha dinheiro para a luz
- Água e gás pagar
Emigrar talvez seja o remédio, para pagar ao banco
A casa que estou a morar. Envelheço num país
Muito mal governado. Por ladrões e abutres esfomeados.
Envelhecemos e vivemos todos neste Inferno.
Neste lindo Portugal, envelhecemos com sol
Mar e boa comida, com os santos populares
Sejamos velhos ou novos, envelhecemos de certeza
- Neste pais acidentado e doente.

🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
MEU LINDO PORTUGAL

DESILUDIDA E TRISTE

 
DESILUDIDA E TRISTE
 
Estou triste, desiludida
E cansada das dores que me castigam
O corpo e a alma
Das injustiças, de tanta falsidade
E a hipocrisia do ser humano
De ver as pessoas a viver de aparências
De ver tanta desigualdade
Entre ricos e pobres
De ver tanta maldade, que fazem às crianças
De tanta incompreensão no trabalho
Das falsas promessas dos nossos governantes
De conviver com pessoas egoístas
Maldosas fúteis e inúteis
De ver prosperar a impunidade
A nossa justiça é cega
De ver tanto sofrimento, no abandono dos velhos
De tanto desamor,entre pais e filhos
De ver tanta falta de fé e de esperança
De ver portas fechadas para quem mais precisa
Que mundo é este em que nós vivemos?

🌻
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
DESILUDIDA E TRISTE

PELO MAR ADENTRO

 
PELO MAR ADENTRO
 
Entro pelo mar adentro com aqueles
Que morrem num abismo agarrados a
Um último sonho dirigido na escuridão
De um comboio que passa numa velha

Ponte que ilumina a escuridão das noites
Escura que é impossível perder o caminho
Lâmpada no mar adentro sombrio de viver
Aprisionados numa clareira que nos ilumina

Há nossa volta um abismo certo e atingível
Tão incerto ilusório que mantém muito longe
O pensamento das memórias não realizadas
Sentimento amarrado, sentimento esquecido

Dos pensamentos cinzentos dormem na mente
Já vi demais, mas não vi tudo o que gostaria
Caminhei, mas não tão longe quanto eu queria
Pelo mar adentro dos que já partiram de viagem.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
PELO MAR ADENTRO

Eu te amo ( não sei como)

 
 
Sinto me ridícula ao insistir nisso mas, saiba que

eu te amo!

Queria dizer te pessoalmente, mas não me destes esse

direito.

Compreendas que te quero para sempre( presente)

em minha vida.

Tua ausência me sufoca de uma forma inexplicável.

Não gosto de perder tempo, preciso reatar nosso

vínculo nessa vida.

Tens me dado motivos em excesso para te ignorar,

te esquecer ou te odiar mas...

Insisto em te amar!

Pense nisso!
 
Eu te amo ( não sei como)

Nunca confunda gentileza... com gente lesa...

 
Nunca confunda gentileza... com gente lesa...
 
Mas quem sou eu pra julgar
Quem quer que seja
Sou somente mais
Uma aprendiz da vida
A poesia nos leva
A um mundo de sonhos
E não do pesadelo
De se perder folhas
No tempo,
No mural dos lamentos
De quando em vez
Vem você
Que mendiga atenção
Sem saber qual a razão
Desta pessoa ter escolhido
A mim como guarida
Mergulhando versos sujos
Falando de um ciúme
Que não mais tem cabimento
Com "água sanitária" cloro a 2%
Depois do molho a dias,
Algumas palavras
Quando al...vejadas
Dos versos mas o que digita
Sem a devida correção ver-se
Um aprendiz que faz poeiratriz
Depois que põe para quarar
Ao sol do meio dia
Trate de fazer primeiro
Um curso de caligrafia
Pq sol tem seu encanto e magia

Saiba você
Que tenho mais o que fazer
Do que vaguear na escuridão
D\'onde tu te encontras
E dela não dá conta
Achas que sabe tudo
Não pode ser contrariada
Não venha você
Pois, não vou entrar na tua
Não vou te comentar
Meu comentário que descoroa
A tua "tese" de amor
Não quero que venha
A minha escrivaninha
Com teus falsos perfis
Porque a baixaria é certa
Por tudo se faz ofender
e diz que é A POESIA
E acha que é dona e senhora
Dos versos
me chamando de "..."

Te digo
Na vida somos aprendizes
Fala das tuas cicatrizes
E que sabes tu das minhas???

Quando não queremos
Que discordem de nós
Não deveríamos nos expor
A opinião dos outros

Mas com certeza ninguém
Tem obrigação de concordar
Com o que eu escrevo
No mundo da poesia tudo se pode

Num mundo é somente meu ou "teu"
E cada um com o seu

Na pia sacro do meu templo sagrado
Vem e bebe das minhas
Humildes letras quem quiser...

E quem quiser, eu agradeço
Com minh\'alma e meu coração
Mas, o que não vou admitir
É que me manipule aqui e ali...

E o pior é que além de exigir
Continuas a insistir para ser notada
E comentada

Ainda se faz de rogada
Ou de vítima
Com sua dubiedade
Ou bipolaridade
Bate as asas butterfly
"SABE NADA INOCENTE"
E outras mais...
Me deixa em paz
Que se diz a pura luz
E eu a escuridão
Da poesia com certeza a tua vale
Muito mais que a minha...

Até porque a minha não tem preço
Pois, a minha tem valor
Somente para mim
Por ser a minha história de vida
Se não te agrada, paciência
Porque na verdade nem sei
De que intestino tu saiu(saístes)
Do pai que te pariu
Mas, no meu âmago não existe
O ser "limitado" que dizes que há
Inda assim, RESPEITO VC
Só não vou responder
Os seus insultos a altura
Pois, não gosto de fazer isto
"Sujar" a minha escrivaninha
Com temas assim...
Mas, você pediu!!!
Na verdade insistiu
Lamento, mas para mim
Pessoas como você
São folhas que se perdem no tempo
Folhas mortas.

Nunca vou na tua pagina
Até porque não frequento mais
A ala da psiquiatria.

Respeito todos, e
Até mesmo a você
Mas pode ter certeza...
EU EXIJO QUE ME RESPEITE!!!
Por que aqui chegou!!!
PONTO FINAL.

***

POIS, OS PERFIS QUE DISSERAM
QUE ERAM MEUS...
NUNCA FORAM DE RAY NASCIMENTO
ATÉ PQ SÓ EXISTE UMA
ISTO, JÁ FICOU BEMMMM CLARO COM A ADMINISTRAÇÃO DO LUSO-POEMAS;

#

Ray Nascimento

Me perdoem aos meus leitores
É somente um desabafo
 
Nunca confunda gentileza... com gente lesa...

Em nome

 
Em nome do Pai do Filho e do Espirito Santo, acordei,
primeiro pisquei, espreguicei, abri a boca, lençol pelo ar,
vou à higiene, dentes lavados, enfio a roupa, trato o cabelo
e cozinha, que o ratinho está a roer e o galo já está a cantar!

Que lindo dia de sol, linda a manhã o ar já está perfumado.
Parece que os dias são iguais, mas não, cada um é original
E aí vou eu toda arrumadinha, leve, para o que der e vier,
sorridente, ao encontro da felicidade num abraço cordial.

Como tudo muda tão depressa, vão abrir as rosas em botão
as nuvens estão brancas esfarrapadas e tão leves rolando,
mas ao chegar, sou capaz de ouvir ao longe algum trovão.

É noite escura já não há sol só a penumbra como um manto
me envolve, o sorriso se desvanece um pouco, abro a porta,
silêncio, mas rezo grata e mais um dia passou, entretanto!
 
Em nome