Poemas, frases e mensagens de augustocola

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de augustocola

EGOCENTRISMO

 
EGOCENTRISMO
(03/05/2015)
Augusto Cola

Minha dor é de parto
Só que não nasço
Dou nó no rabo do lagarto
Sou pior que inferno
Só que não ardo
Ando de terno
E de você ando farto
Destruo o que faço
Encolho no canto
E me armo
Veneno não falta
Falta vergonha
Orgulho em alta
Sobra peçonha
Muito cuidado
Eu mato
 
EGOCENTRISMO

FLORES AMARELAS

 
Flores são mera ilusão
Enfeitam horas roubadas
Depois morrem caladas
Longe de sua emoção

Ah! Linda rosa amarela
Diante da minha aflição
Torce por esta paixão
E espera sempre mais bela

Ao me ver assim tão triste
Nota que foi tudo em vão
Deitada comigo ao chão
Assiste ao nada que existe

**********

Dedicada a rosa amarela, manter-se tão bela
Por uma esperança na alma que não era dela
Na alma que não era dela e nem era ela

Flor sem espelho não via o estrago na sua janela
Chorou as lágrimas dos olhos de quem era ela
Dois olhos que não eram dela e nem ela era
 
FLORES AMARELAS

TRAÇOS DE MIM

 
TRAÇOS DE MIM
(Augusto Cola)

Tente entender os meus traços
São diversas as faces da atriz
Sou desfeita eu sou mil pedaços
Parte a parte eu sou por um triz

Os sonhos não são meus caminhos
Nem importa saber quem eu sou
Sou milhares de seres eu sou sozinho
Caminhando não sei aonde vou

Cantando eu vou só pela vida
E estranho ao ouvir minha voz
Se em mil vezes eu sou despedida
Em mil outras retorno pra nós

Represento eu perco a medida
Em milhares de eus sou ator
Em mil partes sou dividida
Mas em cada qual sou amor
 
TRAÇOS DE MIM

A ESCOLHA

 
A ESCOLHA

(Augusto Cola)

Era só mais um dia
Em que nada contava
Nem a noite sabia
O que ele ocultava

E o tempo escondia
No minuto roubado
O que a razão proibia
A dizer: é pecado

Eu não via o veneno
Só bebia o instante
Em um copo pequeno
De um mar tão gigante

Hoje preso no laço
Sei o fim da armadilha
Só não sei o que faço
Pra fugir dessa trilha

Não me deixe ser deserto
Não me prive dessa flor
Não escolha o lado certo
Não me livre dessa dor
 
A ESCOLHA

FASES

 
FASES
 
 
 
FASES

Veja o vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=p4LDKVlABCc

Pendurada lá no céu
A lua brilhou tarde na sua janela
Tarde pros seus rumos
Mas ainda cedo pra exibir a beleza dela

Na sua janela
Na sua janela
Nunca é tarde
Pra beleza dela

Sempre é possível brilhar
Assim, mesmo que tarde na sua janela
A lua só queria mostrar
Que estava na fase nova dela

E a sua nova fase
Na sua janela
Era nova
Mas não era dela

Na sua janela
Na sua janela
Nunca é tarde
Pra beleza dela

A lua tem quatro fases
E a vida tem fases infinitas
Muito depende de você
Tornar a próxima sempre a mais bonita

A fase mais bonita
Na sua janela
Mais bonita
A fase nova dela

Na sua janela
Na sua janela
Nunca é tarde
Pra beleza dela

(Augusto Cola e Rô Gomes)

FASES - Música de autoria de Augusto Cola e Rô Gomes, classificada em segundo lugar no Festival SESI/ES/2009 de Música Pobular Brasileira / Regional Espírito Santo. No palco do Teatro do SESI, Augusto e Rô interpretam FASES acompanhados pelo violonista Fernando Vieira e pela Orquestra do SESI/ES.
Obs.: Filmado por cinegrafista amador.
 
FASES

MENTIRA DE AMOR

 
MENTIRA DE AMOR

Entre pedras frias
procuro o caminho
Encontro alegria
vou feliz sozinho

Sou partes iguais
tela, tinta e cor,
além de um a mais
sou tudo o que for

Nem toda verdade
virá lado a lado.
Oculta a saudade
meu verso calado

Escrevo no vento
entre ondas e mar
mais que pensamentos
o que há pra calar

Sou verso sou arte
olhar, palco, ator.
Calo tudo ou parte
falo minto o amor
 
MENTIRA DE AMOR

AO AMOR CALADO

 
Do tempo não resta
Na poesia, nem verso
Do espaço uma fresta
Na vida só inverso

Da parte que sou
Percebo no quanto
De espaço restou
Perdido no canto

No canto da sala
Na mesa vazia
Na voz que se cala
No fim desse dia

Tudo chega ao fim
O amor vai calado
Voa longe de mim
O tempo é passado

Hoje uma lembrança
Foi o que ficou
Do sonho criança
Que a vida levou
 
AO AMOR CALADO

SEMENTES DE AMOR

 
Somos dois somente
Somos duas sementes
levadas ao vento
perdidas no tempo

Somos pensamentos
de um só sentimento
plantado na calma
quieta de minh'alma

Sementes geram momentos
de paz, ternura e tormento,
cada um em seu coração
cala no peito a paixão

Somos caminhos cruzados
Rumos apenas sonhados
Caules desentrelaçados
Distantes enamorados
 
SEMENTES DE AMOR

SUA ESCOLHA

 
SUA ESCOLHA

A linha da sua vida
Ocupa só duas folhas
Numa escreve partida
Noutra falta de escolha

Quieta a mão que nada escreve
Deixa a folha branca, nua e fria
Expressa o nada que a precede
Na próxima folha vazia

Mas haverá quem sabe um dia
Ao ler outra folha qualquer
Vontade que não silencia
E que se revela mulher

E na mão que em traços expressa
Na folha que será a mais bela
Uma paixão ou uma promessa
Que calada espera por ela

E a vida em duas folhas então
Dirá da escolha de uma dor
Numa só escreveu solidão
Noutra só abandono do amor

Quero ser da vida uma praia deserta, o mundo inteiro fechado e eu sempre de portas abertas.
 
SUA ESCOLHA

ALMA DA NOITE

 
Minha alma não tem paredes nem passagens
Hoje é simples reflexo de duas imagens
Inatingível espaço de um olhar
Indelével brilho de estrela no mar
Descubro que a noite também é fugaz
E que efêmera é toda essa minha paz
 
ALMA DA NOITE

FIM DE CASO

 
No céu é estrela
No mar é sereia
Seu brilho espelha
Cheia a lua cheia

Do que é que me adianta
Diante dessa pressa
Beleza tão tanta
Já nem interessa

Por um só instante
Lamento não reste
De todo restante
Instante que preste

Só, não bebo um trago
Só, não tento um traço
Se bebo eu embriago
Se tento fracasso

Do nó me desfaço
Do beijo e do abraço
Se ontem eu fui laço
Sou hoje embaraço
 
FIM DE CASO

DOCE INVENÇÃO

 
 
 
DOCE INVENÇÃO
(Letra e Música de Augusto Cola)

No sonho que a noite traz
procuro você todo tempo
escondo a falta que faz
invento alegria eu invento

Se o sol na tarde se inclina
preciso guardar o momento
eu faço em você minha rima
invento a canção eu invento

Leio em teus olhos e vejo
espelho do meu pensamento
contento então o meu desejo
invento o amigo eu invento

Na vida que o tempo ensina
ensina se não eu invento
eu tento entender a menina
invento você eu invento

Invento em meu pensamento
e é em você que eu me invento
eu faço em você minha rima
invento a canção eu invento

Eu protejo o seu nome
Te chamo menina,
Meu amor.

"Gravei esta música, Doce Invenção, alguns anos atrás de meu querido amigo compositor Augusto Cola, hoje escutando a entendo de uma forma mais profunda do que quando eu a gravei. Em um peito inundado de sentimentos é onde surgem as mais belas composições!!!"
Voz: Fabiano White
Arranjo: Jorjão Carvalho
 
DOCE INVENÇÃO

BRILHANTE DE VIDRO

 
 
BRILHANTE DE VIDRO

O sorriso perdido eu choro
Em outro achado eu procuro
Além da casa em que moro
Sou medo por cima do muro

Ao ser poesia eu minto
E por toda mentira eu lhe juro
Na miragem que vejo e não sinto
Sou brilhante do vidro mais puro

Ávida nem sei escutar
A voz que agora eu procuro
Sou canto querendo calar
Sou medo do claro e do escuro

O sorriso perdido eu choro
Em outro achado eu procuro
Além da casa em que moro
Sou medo por cima do muro
 
BRILHANTE DE VIDRO

A MUDANÇA

 
Se posso sonhar
Me faço viver
Se o que resta é viver
Eu posso querer sair

Despir todo meu amor
Distante do teu olhar
Guardando nos olhos
A janela de frente pro mar

Leva então toda a cor
Leva então meu pensar
E se quer me deixar
Me deixa morrer de amor

Eu fico com a minha dor
Distante do seu olhar
Eu fecho nos olhos
A janela de frente pro mar

Eu era só uma esperança
Agora vou, sou só lembrança
De frente pro mar
 
A MUDANÇA

DUAS VERDADES

 
Era só uma noite a mais
E eu ia querendo ficar
Parada à beira do cais
Escrava deste lugar

Quis desfazer as amarras
Nada restava a amarrar
Liberta das suas garras
Mas presa neste lugar

Nem medo de tempestade
Nem ter sonhos de encontrar
Do outro lado a verdade
Perdida neste lugar

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Seu olhar veleja distante
Traçando no meu horizonte
Um arco pra nunca chegar

Leva essa ilusão e se esconde
Mentindo que não sabe aonde
Parada no mesmo lugar
 
DUAS VERDADES

ATÉ QUANDO?

 
Sou tua completamente
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que te contente

Sou tua mulher
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que me quiser

Sou tua saudade
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Da sua maldade

Sou tua doença
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Dessa indiferença

Sou tua loucura
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Da sua procura

Sou tua lua
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que me queres nua

Sou tua também
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que te convém

Sou teu limite
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Que me permite

Sou tua agora
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Da sua demora

Sou teu sufoco
Mas sou no entanto
Apenas o tanto
Do seu mundo oco
 
ATÉ QUANDO?

ILUSÃO

 
ILUSÃO
(Augusto Cola)

Venha um pouco só da água suave,
em ondas na beira da praia.
Um pouco só de água que lave
e o amargo da vida me saia

Venha aos poucos calor e alegria
aquecidos ao sol da emoção.
Calor apenas de um simples dia
que seja eterno no coração

Venha um pouco da minha ilusão
do gosto de sal na pele em flor.
Deixe que eu sinta amena paixão,
deixe que eu pense apenas: amor!
 
ILUSÃO

AO QUE SE VAI

 
A palavra ainda não dita
Deixou fugir a esperança
Do olhar de quem acredita
Esperando feito criança

O sorriso deixou o rosto
Mostrando o que era partida
De tudo ficou o oposto
Na saída sem despedida

Deixando ser sentimento
Levou com ele uma vida
Marcando o avesso do tempo
Feito lembrança esquecida

Do pouco ficou ainda menos
Do que eu esperava de um dia
Do adeus nem um só aceno
Silêncio e casa vazia

Um poema dedicado ao meu pai que partiu numa manhã de setembro sem dizer adeus.
 
AO QUE SE VAI

PERDÃO POR AMAR

 
Hei de pedir-te perdão
Não por ciúmes descabidos
Ou cobranças sem sentido
Nem por falta de razão

Hei de pedir-te eterno perdão
Por querer-te sempre junto a mim
Sob um luar derramado sem fim
Por sonhar-te em minha solidão

Hei de pedir-te perdão
Não nas noites a buscar
Nem por tanto angustiar
Ao chorar em tuas mãos

Hei de pedir-te sempre perdão
Por deixar-te tão em desalinho
Tal um filhote longe do ninho
Por amar-te com tanta aflição...
...perdão!
 
PERDÃO POR AMAR

SONO DE POETA (Completo)

 
SONO DE POETA
(Augusto Cola e Rô Gomes)

Um traço é um passo do ponto
Eu disfarço o passo eu desfaço e pronto
O abraço da noite é suave remanso
Do passo ao traço eu descanso

Não é confuso, é o abraço da noite
Que acolhe o cansaço das palavras
No caminhar das letras,
das letras, traços e pontos

Do passo ao traço, do traço ao ponto
Eu busco a rima e nem sempre encontro
Mas encontro a palavra
E às vezes nela me espanto

E se me espanto é por dizeres tanto
Nessas letras, traços e pontos
Se em teus versos o meu canto
É em teus braços que eu me encontro

Sono de Poeta é letra de uma música de Augusto Cola e Rô Gomes
 
SONO DE POETA (Completo)

Uma vida, outra ida e na brisa lenta o vento tenta, venta, inventa...eterna partida.

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