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Poemas, frases e mensagens de deusaii

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de deusaii

Falamos amanhã...

 
Dentro de mim os sentimentos confundem-se...
Os pensamentos se vão...
E a magia perdeu-se com o decorrer dos dias...
O dia tornou-se noite...
E tudo perdeu a sua forma...
Ah! Meu amor... se soubesses o tempo que perdi
Pensando em ti... as ilusões que criei sobre um nós
Que morreu antes de nascer....
Então, meu querido... Falamos amanhã....
Porque tudo se foi, e nada se construiu.
Tuas palavras mataram meus sentimentos,
Destruíram meus pensamentos.
Falamos amanhã amor...
Pois a magia quebrou-se a nada restou.
Tua voz já não é suave e melodiosa...
Já não me falas de amor...
Tuas palavras viram-te contra mim...
Chocaram contra aquilo que não sou.
Falamos amanhã, meu querido....
Se algum dia... o amanhã chegar!
 
Falamos amanhã...

Sem ti...

 
Sem ti,
Sou uma rosa perdida
Num jardim de primaveras.
Sou um fogo que não arde,
Uma chama que não queima.

Sem ti,
Sou um ar que não respira,
Sou uma mancha que não sai
Sou uma parte, nunca um todo.

Sem ti,
Não sou prosa, não sou verso,
Sou algo desalinhado
Que desafina nas cordas da vida.

Sem ti,
Sou mágoa, sou sofrimento
Sou oca de pensamento
Sou fantasia sem ilusão.

Sem ti,
Sou tristeza na alvorada,
Sou parte de um nada,
Sou pedra sem calçada.

Sem ti,
Sou frio bem gelado
Sou estrada sem asfalto
Sou medo sem cura.

Sem ti,
Sou cara sem sorriso
Sou olhar sem brilho
Sou forma sem formato.

Sem ti,
Sou coração sem alma,
Sou desejo sem fogo,
Sou tudo e não sou nada.
 
Sem ti...

Remorsos...

 
Onde estou eu que já não me encontro,
Perdi-me neste mundo sem chão,
Nesta vida desatinada.
Meus sonhos foram submersos,
Dominados por minha própria sorte.
Abusei dos outros,
Daquilo que tentaram me transmitir,
E fiquei agora sozinha.
Quis ter tudo, a acabei sem nada.
Quis construir o meu universo,
E apenas me restam as pedras,
Que atirei aos outros, sem pensar.
Domina-me uma solidão imensa,
Quando vejo tudo o que perdi,
Não por amor, ou por desejo,
Apenas por ambição do que não podia ter.
Maldisse os outros, inventei palavras vãs,
Pensei que era mais por isso,
Mas agora vejo, perdida em mim,
Que perdi mais que ganhei.
E sozinha, não posso mais lutar.
 
Remorsos...

Quem sou..

 
Faz frio lá fora,
A névoa cá de mansinho sobre mim,
E aqui estou eu,
Enclausurada neste sentimento,
Que já nem sei de onde vem,
Nem como começou.
Indefinições dos dias que passam,
Poderes ocultos que povoam minha mente
e deixam-me neste estado, que já nem sei definir.
Afinal, quem sou eu?
Uma sombra do que já fui,
Uma alma perdida, que não encontra seu destino.
Os dias passam lá fora...
Meu Deus, como faz frio,
Como meu corpo gelado
Procura o teu.
Meu sorriso, já se foi a muito
E meu coração congelou,
Por falta de paixão.
Já não estás,
Meu mundo ora com vida, esmoreceu,
Morreu, e perdeu-se.
Já não me fundo contigo,
Deixaste-me neste estado de desespero,
Abandonada à minha sorte,
Que já nem tenho.
O mundo escureceu,
A luz à muito se foi,
E meu sorriso gelado,
Deixou de sorrir.
Já não estás,
Partiste da minha alma, sem deixar rastro e
Para trás ficou apenas sombras do que fui.
Faz frio amor,
Um frio gelado que congelou-me a alma,
E fez com que me esquecesse de quem sou
 
Quem sou..

minha ilha... destruida

 
Queridos amigos:

Hoje trago-vos dor e sofrimento, mágoa e desespero. Minha ilha foi fustigada por um temporal que a destruiu. O maior temporal em 100 anos. 42 pessoas morreram entre os escombros, provocados pelos desabamentos de terra.... pessoas continuam desaparecidas... e corpos de crianças vão dando a tona. A ilha quase desapareceu, com a força das ribeiras que saltaram dos seus leitos e levaram tudo o que se encontrava pela frente... já não existe muito da minha ilha... pelo menos do Funchal, e outros concelhos. Pontes ruiram, carros foram arrastados pela força das águas e levaram mais almas para o céu.

Hoje trago-vos o meu panico e a minha consternação, por algo que quero que seja apenas um pesadelo.... mas que é bem real... dentro de mim... e dentro de todos os madeirenses.

Gostaria de vos trazer poesia, algo que pudesse alegrar os vossos corações... mas as palavras de amor e paixão, não saem... existe dentro de mim um grande buraco, que suga toda a minha energia e capacidade de escrever.

O dia 20 de Fevereiro de 2010, dia em que até eu, quase perdi a vida, aio ser arrastada por uma mar de lama... nunca saírá do meu coração. Minha alma chora, mas não se revolta... o choque ainda é muito grande... e medo paira em todos os cantos por onde eu passo. Sinto-me em permanente estado de alerta, como se o pesadelo ainda não tivesse terminado.

Perdoem-me amigos, mas hoje... e durante muito tempo... não conseguirei escrever poesia de alegria, de amor ou Paixão. Minha alma quase morreu, junto com a ilha onde nasceu. Neste momento, tento recuperar pedaços do meu coração, tentar reconstruir dentro de mim, o que não tem capacidade de se renegerar.

Perdoem-me amigos... se não voltar tão cedo a escrever... mas a dor é tão grande e o trauma ainda é maior.... Não vos mostro fotos porque elas são mesmo terríveis.

Mas dou graças a Deus, por estar viva ainda... para poder relatar-lhes este cenário que me matou por dentro. Agora tenho qu tentar ter forças para renascer de novo... tal e qual a minha ilha.

Até uma próxima e obrigado por tudo!
 
minha ilha... destruida

Divagações sobre ti!

 
A noite passa lentamente,
E eu aqui perdida nos meus devaneios,
Começo a imaginar a vida a teu lado...
Tão completa, tão perfeita,
Tão cheia de momentos intensos
Que não se perdem com o tempo.
O Sono aos poucos começa a chegar,
Já quase não vejo as letras
Que teimo em continuar a escrever,
Quase não sinto minha mente
Que parece já adormecida,
E no entanto,
A tua face surge sempre à minha frente
Como vinda de um sonho.
Muitos dizem, que poderá ser o amor
Que tomou conta da minha alma,
Outros, apontam para devaneios
De um coração que ficou louco com o tempo.
Mas na minha vivida consciência,
É apenas o amor
Que tomou conta de mim.
Um amor arrebatador,
Que dominou todos os meus sentidos,
Deixando-me neste estado de puro terror.
Os meus olhos já cansados,
Teimam em se fechar,
Minha mente já adormeceu,
Assim como todo o meu corpo,
Mas continuo pensando em ti
Como meu último pensamento,
Antes de cair num sono profundo e purificante
Que há-de fazer renascer minha alma.
Já são horas de meus olhos se fecharem
Para de novo rever-te em meus sonhos,
E desta forma, estar contigo outra vez!
 
Divagações sobre ti!

oração ao amor

 
Que no teu corpo eu me revele,
Que na tua alma eu me encontre
Que o teu olhar me espelhe,
Para que eu possa ser sempre a tua eterna amada,
A tua eterna vida, o teu eterno sonho.
Que nossos tempos sejam sempre de glória,
Que nossas dores sejam sempre pequenas,
Que nosso amor seja sempre infinito,
Para que possamos voar sempre nas asas da magia.
Que o sol brilhe sempre para nós,
E a chuva seja sempre passageira.
Que a lua nos sorria sempre,
E as estrelas iluminem sempre o nosso caminho,
Para que possamos viver em complemento,
E em pura união.
Para que até ao fim dos nossos dias,
Sejamos sempre felizes.
 
oração ao amor

Até ao amanhecer

 
Poetaremos até ao amanhecer
Voaremos nas asas do vento
Acompanhando os anjos
Que nos levam em sua jornada.
Faremos poesia com nosso olhar
Procuraremos entrar um no outro
Antes do dia terminar.
E assim, desta forma,
Chegaremos às nossas almas
Onde nossos sentimentos
Deixarão gravados mensagens de amor
Em nossos corações...
Seremos apenas únicos,
Seres imperfeitos
Feitos à medida do universo.
 
Até ao amanhecer

Minha triste sina!

 
Em versos componho
Minha triste sina,
De amar-te perdidamente.
Sinto no meu peito uma dor imensa
Que queima-me a vida,
E desfaz-me o coração.
Luto desesperadamente contra esta sina,
Contra este meu destino ingrato e cruel,
Mas minha alma, já colada à tua
Não ouve minhas súplicas,
Não quer saber de meus tormentos,
E teima em permanecer colada à tua.
Meu corpo, já inerte, perdeu-se na escuridão da noite,
E vai vivendo neste tormento,
Neste mar de desafios, já desafiados.
Minha voz, já sem força,
Não me sai do peito,
Não posso gritar aos meu desespero,
Não posso falar ao meu coração,
Pois minha alma cala meus medos,
E no final deste meu triste fim,
As luzes que pairam sobre mim,
Apagam-se,
E na obscuridade do meu sofrimento
Deixo-me ir... para a noite,
Onde os meus pesadelos voltam a sobrevoar minha mente!
 
Minha triste sina!

Vazio de ti!

 
Abandonei-me em ti,
Vivi a tua vida,
Sofri os teus sofrimentos,
Tornei teus tormentos nos meus,
As tuas mágoas nas minhas.
Fiz da tua tristeza, o meu porto de abrigo
E no entanto, esqueci-me de viver sem ti.
Meu coração dilacerado de dor,
Ainda chama pelo teu nome,
Mas as lágrimas em minha face,
Já não correm,
Morreram junto com a minha alma.
Meu mundo desmoronou-se,
Não se lembrou que a vida sem ti não existe,
Que é um livro fechado, já velho e sem uso.
Vivi teus medos,
Suportei tuas contradições,
Perdi-me em tuas ansiedades,
Deixei-me levar por um amor que não existiu.
Matei meus sonhos,
Destrui teus anseios,
E esqueci-me de mim...
Esqueci-me dos meus terrores,
Dos meus fantasmas.
Perdi-me em divagações inúteis
E em sonhos estúpidos.
Defendi-te de todos os males do mundo,
Protegi-te das intempéries,
Procurei teus braços para consolo,
Perscutei teu olhar,
Mas apenas encontrei um vazio,
De ti, de mim.
E assim nossa história acabou,
Mesmo antes de começar!
 
Vazio de ti!

Ama-me!

 
Ama-me com a tua alma,
Não com o teu coração.
Ama-me com os teus sentidos,
Deixa-te levar pela paixão,
Do que nunca foi.
Ama-me com tudo o que tens,
que dar-te-ei tudo o que sou.
Ama-me com a coragem
Que amar-te-ei com minhas forças.
Deixa-te levar pelo amor,
Por sentimentos que não entendes,
Não fujas do teu destino,
Não fujas do caminho que tens de seguir.
Não tenhas medo, de não entender
O medo faz parte do amor,
Faz parte da alma de quem sofre.
Ama-me amor,
Como nunca amas-te ninguém na tua vida.
Ama-me como se não houvesse amanhã,
Mas...
ama-me!
 
Ama-me!

Dá-me tempo...

 
Dá-me tempo para sarar as minhas dores
Para libertar esta mágoa que me atrofia o peito
Para quebrar esta tristeza que prende meu coração,
E assim libertar os fantasmas da minha alma.
Preciso de tempo, meu amor....
Para deixar ir todos os meus tormentos
Para afogar os meus pesadelos.
Deixa-me esquecer quem eu fui...
Ou quem eu quis ser...
Dá-me tempo meu querido
Para poder seguir em frente, sem olhar para trás
Para fingir que o passado não existiu
Deixa-me recomeçar comigo uma nova vida
Iniciar um novo percurso do que quer que seja.
Preciso esquecer este medo que tenho
Que não me deixa avançar,
Que não deixa a felicidade entrar em meu ser.
Preciso recriar a magia dos sonhos
Das ilusões das fantasias
Que se perderam pelo caminho.
Preciso de tempo meu amor...
Para reaprender a amar com o coração
Que deixou de acreditar que tudo é possível
Para deixar-me levar sem receios, sem barreiras...
Dá-me tempo... meu querido...
Para que eu possa voltar a ser inteira...
E para que eu não te ame só pela metade...
Porque agora sei que os sonhos existem para serem sonhados
Mas o meu coração e alma, ainda não acreditam
Que tudo é possível...
Quando se vive na magia dos sentimentos.
 
Dá-me tempo...

Pelas Ruas!

 
Olhar já sem cor
Num sorriso de menino
Pelas ruas eles andam
Vagueiam sem destino.

De coração rachado
Sem esperança pela vida
Eles andam pelas ruas
De alma sofrida

De pés descalços
Sorrisos abafados
Sentimentos doridos
Olhos molhados.

De olhar brilhante
Continuam a vida
Não sabem porque vagueiam,
Com a alma partida

Parecem uns heróis
Os meninos que aqui estão
Pedem a paz ao mundo
Numa única oração.
 
Pelas Ruas!

Estou cansada!

 
Estou cansada,
Deste mar de lembranças doidas,
De todas as ilusões que não terminam.
Estou cansada,
Deste desanimo permanente,
Deste estado de desespero,
Que quase me leva à loucura.
Estou cansada,
De estar meio viva, meio morta,
Desta espera desesperante que quase me mata a alma.
Estou cansada,
Deste meu coração dorido,
Sempre perdido nas ondas da paixão.
Minha vida no limite
Segue um rumo incerto,
Para um sitio desconhecido,
Para uma vida,
Já sem vida.
Estou tão cansada meu amor,
De lutar contra a escuridão,
De morrer em mim,
E nunca me encontrar em ti.
Estou cansada meu querido,
Desta revolta que não passa,
Desta dor que não se esvai.
Tudo se perdeu de si próprio,
Perdi-me na insanidade,
Em divagações de memórias de tempos idos.
Minha mente revê-te todos os segundos do dia...
Estou cansada,
Mas não te deixo ir,
Não permitirei que saias do meu corpo,
Não deixarei morrer o amor que construímos
E que a força do destino não destrói.
Por Deus, meu amor
E por todos os anjos,
Estou cansada...
Mas nunca desistirei de ti!
 
Estou cansada!

Deixo-te ir...

 
Meu coração já rasgado de dor
Percorre em câmara lenta,
Todos os momentos que vivemos.
Nossos sentimentos,
Nossos desejos,
Nossos planos,
Perderam-se pelo caminho...
Perderam-se na mágoa, na ignorância,
Perderam-se na ilusão do que nunca foi.
Por isso meu amor,
Deixo-te ir...
Apesar da tristeza que abala minha alma,
Apesar do sofrimento que destrói minha vida,
Apesar do desespero que vai me matar.
Deixo-te ir...
Segue teu destino, que não vai de encontro ao meu,
Tenta levar contigo a felicidade,
Dos dias que nunca tivemos.
Deixo-te ir....
Porque teu amor era apenas uma máscara
Para esconder tudo o que não sentias,
Teu olhar, foi a minha traição,
Que enganou-me, por engano.
Deixo-te te ir....
Nas asas de um anjo,
Para que percorras outros mundos,
Outras vidas, sem mim.
Minha face já transfigurada pela dor,
Começa a perder a sua tonalidade,
Meus membros, perderam a sua vitalidade,
E meu sorriso, morreu junto contigo.
Mas deixo-te ir....
Apesar da atrocidade deste encontro,
Apesar da minha morte interior,
E da magia que se criou e se perdeu.
Apesar disso tudo, meu amor....
Deixo-te ir....
Voa em liberdade,
Mas ensina-me primeiro a viver sem ti,
Ensina-me o que é a vida, depois de ti,
Ensina-me como recuperar de novo minha alma.
Vai, meu amor....
Que o vento seja o teu guia,
E a lua tua companheira.
Que as estrelas brilhem sempre na tua direcção.
Vai, meu amor....
E deixa-me aqui desfalecer sozinha.
Vai, meu amor
Antes que a noite chegue,
E que os meus fantasmas me persigam,
Antes que o dia morra,
E o sol deixe de brilhar.
Vai agora,
Mas não voltes mais!
 
Deixo-te ir...

Deixa-me dormir!

 
Meus olhos da cor do céu,
já se querem fechar...
Apesar do sol despontar lá fora.
O frio de minha alma,
Atormenta-me em memorias que já não quero viver...
A solidão mata meu coração,
E sinto meu corpo a fraquejar.
Minhas mãos já tremulas,
Parecem sem vida.
Sinto meus olhos pesados,
Eles não querem mais olhar,
Para um universo sem sentido.
Deixo-me , então ir...
Sentindo-me a desfalecer,
Neste chão gelado,
Que o sol não aquece.
Quero dormir...
Sentir as sombras aos poucos,
Tomarem conta de mim
E meu mundo ficar cada vez mais escuro.
Quero dormir, para sempre,
E não mais acordar para a vida.
Quero ficar assim, neste estado
Toda a minha eternidade.
Sentir meu mundo a fechar-se em torno de mim,
Deixar-me levar angústia e pelo desespero.
Estou cansada, meu amor....
Estou tão cansada,
Desta vida que já não tem saída
Deste ritmo alucinado dos meus pesadelos.
Deixa-me dormir, meu amor....
Para nunca mais ter de ver este sofrimento,
Para nunca mais sentir esta dor que me queima.
Deixa-me dormir....
Partir em paz, para uma outra vida,
Onde poderei enfim, descansar!
 
Deixa-me dormir!

Alma de Poeta

 
Oiço o cantar das ondas,
Quando embatem na areia molhada,
E escrevo, sobre as suas maravilhas.
Vejo a lua lá no alto, brilhando
Beijando o mar, seu amigo,
E escrevo, sobre sentimentos de amor.
Oiço uma canção triste,
Que quase me leva a alma,
E escrevo sobre a revolta e a tristeza,
De tempos passados.
Vejo a chuva cair, bem de mansinho,
E beijar o chão seu companheiro,
E escrevo sobre nostalgia e sobre a vida,
Mas aquela vida, que deixamos passar por nós,
Aquela vida, que já não se vive,
Que espera-se simplesmente que termine,
Como se fôssemos simples espectadores,
De nós próprios.
Oiço o chilrear dos pássaros,
E lá começo eu, nas minhas divagações,
Sobre o amor,
Sobre sentimentos ausentes, perdidos,
Sobre a felicidade e a alegria.
Tenho alma de poeta,
E no coração levo o mundo,
Que tento transformar num lugar melhor.
Tenho um sentido de existência reduzido,
Que me faz amar e sofrer.
Escrevo sobre o que dói,
Sobre a felicidade e amor.
Sobre tudo o que me vai na alma...
Mas acima de tudo escrevo com alma,
Por isso,
Tenho alma de poeta.
 
Alma de Poeta

Vamos dançar?

 
Meu corpo começa a mover-se
Ao som de uma melodia.
Primeiro, lentamente, depois mais ritmado.
Tu pagas-me na mão e juntos acertamos o compasso.
Começo então a flutuar nos teus braços,
Em rodopios de pura adrenalina e excitação.
Teu suor aos poucos mistura-se com o meu,
E começo a sentir-me embriagada de alegria.
Mais uma volta, e o mundo começa a girar.
Meu pensamento concentrado nos teus passos,
Não se desliga, e lá vamos nós,
Como se nossos corpos, já não nos obedecessem mais.
Sinto-me então, a entrar num outro mundo,
Num universo paralelo cheio de luzes brilhantes.
Já perdi o contacto com a realidade,
Entregue completamente em teus braços.
Nossos pés vagueiam uns pelos outros,
E o ritmo avança,
E sem temor, lá vamos nós em suaves rodopios
Dominados por uma respiração ofegante,
O cansaço, nada quer connosco,
Sentimo-nos até mais energéticos, e mais uma volta.
Agarras-me então na mão, e fazes-me girar em torno de ti.
A música termina,
E tu olhas-me bem dentro dos meus olhos
E apenas perguntas-me: “Vamos dançar?”
E eu, timidamente estendo-te a minha mão,
E lá vamos nós,
Para mais um acto de pura magia.
 
Vamos dançar?

Ao sabor da paixão!

 
Sobre a luz do crepúsculo,
Dois corpos se amam na areia molhada
Sobre o olhar atento do mar,
Que beija seus pés.
A noite já vai longa, e ambos,
Embargados em suor,
Fazem juras de amor eterno
Olhando a lua sua testemunha.
Deliram de prazer,
Reclamam paixões,
Vivem fantasias.
Lutam um com o outro,
Rebolam, gemem,
Tremem de emoção,
Vibram de desejo.
As estrelas, observam atentamente
Esta paixão avassaladora, que já dominou suas almas,
Já quase perfeitas.
A noite escura mascara estes corpos nus
Que jazem ao relento, cheios de saudade,
Como se o tempo fosse um relâmpago
E passasse mais rápido que um cometa.
Escondem-se na penumbra,
Entre rochedos escarpados,
Para dar azo a um amor que parece interminável.
Escondem-se, para dar vazão
A sentimentos descontrolados,
Que esqueceram-se de dominar.
O poder de suas almas
Produz uma infindável magia,
Que os transporta para um mundo só deles.
E durante o tempo que dura a paixão,
Seus movimentos uniformes,
Misturam-se com a areia.
Seus sentimentos estão no auge,
Seus membros ondulam
Com o movimento das ondas
Que os atinge, numa sintonia perfeita.
O barulho do mar abafa seus gemidos
E denuncias de puro êxtase.
E por fim, saciados,
Descansam um no outro,
Relembrando a noite mágica ,
Em que pela primeira vez, em suas vidas,
Se fundiram num só.
 
Ao sabor da paixão!

Amor Secreto!

 
Sentidos atónitos perdidos no mar da vida.
Lágrimas que ondulam numa face
que perdeu a razão de ser.
O tempo corre,
E a magia de um acto proibido
ainda paira na minha mente.
Meus pensamentos voltam-se
para tempos incógnitos, inacabados,
Que por força dos meus actos tenho que viver.
Que por uma razão quase inexistente tenho que sentir.
O amor transforma-se num quase nada de um quase tudo,
Num sentimento quase perfeito que
transformou a minha vida em tudo o que queria.
Muitas paixões vivi...
E no entanto meu coração já tinha destino..
Meu mundo iria mudar num segundo,
E então quase sem me aperceber...
Eis que surge alguém que muda a minha vida,
Me ensina a ser tudo o que sei ser.
Alguém mudou o rumo do meu destino,
E os acontecimentos de uma vida inacabada,
Transformaram-se num luar maravilhoso,
E em estrelas brilhantes.
Eu não sou mais a sombra de uma vida.
Agora sou a própria vida,
Que renasce das cinzas.
Renasce de um mundo perdido num caminho distante.
E quando falo comigo própria,
A vida surge por entre as minhas veias,
E o pulsar do coração torna-se cada vez mais forte.
Sinto um frio na barriga,
como se fosse uma borboleta
a sobrevoar uma montanha escarpada,
O meu sorriso se abre
e dá lugar a uma felicidade inimaginável
Que eu nunca sonhara sentir,
E o sinal dos tempos apaga-se de minha memória.
A minha alma, torna-se livre,
Leve, como uma pluma,
E meu corpo cheio de desejo
descobre uma nova forma de estar.
Meus cabelos outrora sem vida,
Ondulam ao sabor do vento,
E então, quase sem querer
uma fina lágrima escorre por minha face.
Meus olhos outrora baços, brilham como nunca,
Pois descobrir o amor.
Pode ser um amor não correspondido,
Ou até um amor impossível...
Mas é um amor,
E embora sendo secreto,
Nasceu na minha alma,
E nada poderá apagar a lembrança desse sentimento.
Porque embora, eu não veja, não o sinta,
Conheço sua alma,
E talvez um dia, quem sabe,
Nossas almas juntas poderão voar pelo infinito,
E finalmente em paz, poderemos viver,
O nosso eterno amor!
 
Amor Secreto!