Partido pelo amor, entristecido me decreto!
Luto em vão, tentando alcançar a luz cintilante
Da razão… Estreitar a distancia, de quem distante
Ainda me invoca a deixar assim o peito aberto.
Ver todas as índoles, perdidas num deserto
Inerente de dúvidas, oh! Como é deveras agoniante
A insegurança! Descobrir apenas dor a cada instante;
Enquanto o amor esse, nunca o sequer vi por perto.
Falece o tempo dentro da nostalgia que emano
Presa ao modo ficcional alheio da hora, para então
Se ver, que nem a existência é o que parece!
Aconchego-me na ilusão de alguém que merece
Alçar bem alto a voz virtuosa do coração,
Por entre cada emudecido grito de insano.
Paulo Alves