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Retrato da memória [3]

 
Toda ela era sorrisos de frescura quando irrompia por ali adentro espanejando as hortenses azuis pregadas numa madeixa do platinado cabelo. O seu andar bamboleante lá do alto de uns pífaros de pelo menos 15 cm, que lhe fazia ondular o vestido de tigresa, que, de tão curto ser e se se baixasse para apanhar alguma coisa que lhe caísse ao chão, por certo que lhe haveria de deixar a descoberto para gáudio dos homens da casa, a cor berrante das cuecas que há muito se adivinhava nas apostas das conversas lá entre eles...
E que dizer da maneira inspiradora com que saudava os seus subordinados, digna de uma destemida toureira, desafiando qualquer toiro enraivecido que lhe aparecesse pela frente numa praça de toiros de um campo mais pequeno, mesmo ali ao lado, soltando da garganta o seu inconfundível:
OLÉ!!!




*... vivo na renovação dos sentidos, junto da antiguidade das lembranças, em frente das emoções...»

Impulsos

coisa pouca

Este retrato da memória refere-se a um tempo menos antigo que os anteriores, mas igualmente merecedor de ser relembrado quanto mais não seja pelo ridículo a roçar o hilariante, muito miseravelmente aqui descrito por mim, porque aquilo... só visto!
 
Autor
cleo
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