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Poemas : 

Jangada de flores

 
Procuro razões perdidas
Para escrever o que não digo.
Pode ser um silêncio corrupto,
Com preço alto demais.

Não entendo as razões encontradas
Para escrever o que escrevo.
Não é sabedoria nem humildade
Que jorra destes versos,
Nem flores em arranjos
Desconexos e podres.

Esta noção ilógica de escrever
Deixa-me paralisado, sóbrio demais
Para conseguir ler.
Amarro-me ao acto de lançar
A jangada, com uma flor ao peito,
E esperanças de nunca mais voltar.

 
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AntonioCarvalho
 
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