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Poemas : 

menos da mão dextra

 
Leram-lhe na sina
inveja,
na palma da mão canhota.

Ignota,
a cigana na ladainha,
bradava (no único alfabeto que sabia ler),
que a linha
da vida fazia estranha curva...
Com a vista turva
a falsa vate
murmurava amores errantes e escassos,
prole de saúde cheia
como a lua.

De bolsos vazios,
menos da mão dextra,
ouviu a nómoda rogar uma praga
por serviços prestados
sem retorno.

Volvidos os anos
e devolvidos os sonhos mornos
lembra
uma tarde de sol na praia,
uma dívida
por
pagar.


A minha pátria é a língua portuguesa.
Bernardo Soares

Saibam que agradeço todos os comentários, de coração...
Por regra não respondo.



 
Autor
Rogério Beça
 
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