Poemas : 

Antena parabólica

 
As parábolas do nazareno
eram ouvidas no pretérito imperfeito

ao vento.

Nas ruas
sem passeios, ecoavam,
nuas.

As parábolas do nazareno
eram repetidas
de boca em boca

num perpétuo movimento.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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