As parábolas do nazareno
eram ouvidas no pretérito imperfeito
ao vento.
Nas ruas
sem passeios, ecoavam,
nuas.
As parábolas do nazareno
eram repetidas
de boca em boca
num perpétuo movimento.
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.