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Poemas : 

Não há cura para mim, em mim

 




Nunca fui motivo de existência.
Ninguém me culpe por nada merecer.
É a minha cura tantas vezes.
Concluo que não há cura
para mim, em mim.

Gaguejo ilusões para os anos que me sobram.
Deixei tanto sonho ignorado.
Mal consigo manter,
com o peso de ser
os olhos abertos, por
nunca me deixar tocar por pouco.
Tão menos pelos outros.
Tampouco em estranhos prazeres me perco.






















Zita Viegas















 
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atizviegas68
 
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Enviado por Tópico
Namas-tibet
Publicado: 08/07/2019 17:46  Atualizado: 09/07/2019 09:54
Colaborador
Usuário desde: 17/07/2018
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Mensagens: 885
 Indigno eu









Indigno eu










Escritor mecânico, doente, incurável monstro,
Indigno eu, organismo morto, sem paladar
Ou gosto, aroma sequer, eu vulgar sol-posto
Com talento apenas de brisa indolente, inimputável

Tal qual roupa suja de sangue fresco sob uma laje
De cimento seco, indigno eu perante gente ou
Acontecimento e na indelicadeza de não pensar
Neles, a insaciabilidade de um cão vadio, duas cores

Numa cabana sem "backyard", escrevo sem esforço
Entre as quatro tábuas de um mero quintal e ainda
Digo que me perdi, de mim para mim, sempre com
Mau discurso num Catalão que ninguém fala, nem eu

Mesmo entendo, perguntando as horas, 19 "maybe
less" ...