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Poemas : 

Nervos de aço

 
Enquanto eu dizia "sim"
-Do alto da minha plenitude-
Eu fui furtado, traído e machucado
E o tributo que o vício cobra da virtude
De mim
Cobrava dobrado.

E quando eu disse "talvez"
(Descendo eu estava do alto)
Eu vi que rostos se afastaram
Nasceram orquídeas no asfalto
E tanta foi a mesquinhez
Que o horizonte cor de cobalto
Tornou-se cinza de vez.

Eu que tinha os nervos de aço
Medula de cobre
Sangue quente e nobre
Senti faltando um pedaço
Senti-me um astro destacado
-E pobre-
À deriva no espaço...

Mas foi quando eu disse "não"
Que dentro do meu peito
Se fez uma revolução
E aquelas palavras não ditas
Retornaram tranquilas
Na ilha (vazia) que eu tinha
Dentro do meu... Coração!
















Gyl Ferrys

 
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Gyl
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