https://www.poetris.com/
Sonetos : 

Resta o versejar para alentar a gente

 
Tags:  saudade    solidão    cerrado    luciano    Spagnol    sofrência  
 
 
Escrevo os versos meus, na saudade
E sensação abafante, a cada instante
Meus versos, dum sentimento errante
Suspira, senti, padece e, então, brade

Ando tão descontente, vago no infinito
Um delírio inquieto nos confins da vida
Sangrando na poesia, tão árdua ferida
Da solidão... Ó escrito frenético e aflito

Repiso as dores que em mim fincaram
Levo no canto as notas que deixaram
Porque o poeta é um genuíno sofrente

Pois, cada verso vertente, nele temos
O diário de tudo, o que, então fizemos
Resta o versejar para alentar a gente.

© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
28 novembro, 2023, 16’02” – Araguari, MG



Poesia é quando escrevemos o monólgo de nossa alma, que se torna um diálogo com o leitor.

Protegido por Lei de Direitos Autorais (9.610/98)
Se copiar citar a autoria – © Luciano Spagnol – poeta do cerrado
 
Autor
LucianoSpagnol
 
Texto
Data
Leituras
130
Favoritos
2
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
20 pontos
2
1
2
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
rosafogo
Publicado: 29/11/2023 14:35  Atualizado: 29/11/2023 14:35
Usuário desde: 28/07/2009
Localidade:
Mensagens: 10413
 Re: Resta o versejar para alentar a gente
Belo soneto!