| Enviado por | Tópico |
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| Benjamin Pó | Publicado: 28/12/2025 21:38 Atualizado: 29/12/2025 15:04 |
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O poema começa com uma comparação muito original, daquelas que mereceriam por si só um comentário completo: o espaço marcado por um impacto violento, que se sente a latejar sob a pele, que se revela e oculta ao mesmo tempo. Este espaço mistura-se pouco a pouco com o tempo, inexorável no seu peso, que nos leva a uma sensação de desconforto e que obriga a uma atitude de precaução perante o risco iminente de dor, se nos envolvermos demasiado nele. Depois, o belíssimo aforismo: "Quem não aprende / paga em aberto". Quem não se protege, arrisca-se a ser o hematoma transformado em ferida exposta. Assim, prefere-se a "sobra": mesmo que insuficiente, permite a continuidade, que se mantém como imperativo vital apesar de tudo. |
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