Poemas : 

Ao Sabor do Tempo (148ª Poesia de um Canalha)

 
Longe vão os tempos da alegria a dois
E os olhos das mães que meus afagam
Embalados numa doce canção de amor
Longos esses abraços deixados depois
De mel sabor que neste peito amagam
De teus sonhos junto aos meus tal dor

Dá-me de coração o beijo qu'aí guardas
E nele o horizonte de todos os teus dias
Que vagueiam p'lo cantar de cada vento
Lê-me as estrelas ao som das galhardas
E os seus olhos iluminados de maresias
Qu'iguais não vi em mundo amarujento

Mortas vão horas com cansaço e fartura
De nos ver para lá de cá inda mais além
Sem fado que cante estes velhos passos
Meloso corpo que me perfuma a loucura
Esculpida por vil sedução d'mais alguém
E desta nossa louca paixão dois pedaços


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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