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ADEUS SERENO (soneto)

 
[PRÉVIA]

Teu nome cabe num silêncio manso,
Nosso tempo abriu. É hora de partir,
Cuidar do dia que irá nos dividir:
Nossos passos já pedem descanso.

O que plantamos segue vivo em nós,
E no fim tecido em sua delicada mão,
quem amou demais busca outra direção.
— E certas melodias encontram outra voz.

Despedida não destrói, nem nos encerra:
adeus é doce quanto resiste a amizade,
Quando amor semente busca outra terra.

No adeus sereno persiste a verdade .
Segue a vida e que se perca a guerra
Vence a lealdade, ganha a liberdade.


Souza Cruz

 
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