[APRIMORADO]
Guardo hoje teu nome num silêncio manso,
Numa folha solta. É hora de partir,
Bom cuidar do dia que irá nos dividir:
Passos, planos, enfim, pedem mais descanso.
Sabe, o que plantamos segue vivo em nós,
No fim tecido por sua delicada mão,
quem amou demais já busca outra direção —
E certas melodias encontram outra voz.
A despedida nos constrói, e jamais encerra:
No adeus sereno mora a nossa lealdade
A semente do amor renasce noutra terra.
Este poema reforça a nossa amizade,
A vida segue em paz, e ninguém vence guerra,
Livre pra ser um, somar dois, sem ser metade.
[PRÉVIA]
O teu nome hoje cabe num silêncio manso,
Nosso tempo abriu. É hora de partir,
Bom cuidar do dia que irá nos dividir:
Pois nossos passos tristes pedem descanso.
Sabe, o que plantamos segue vivo em nós,
No fim tecido em sua delicada mão,
quem amou demais já busca outra direção —
E certas melodias encontram outra voz.
A despedida nos constrói, e jamais encerra:
O adeus, sereno, expressa aqui a lealdade,
Semente fértil, amor renasce noutra terra.
Este adeus em poema reforça nossa amizade,
A vida segue em paz, ninguém vence guerra,
Ganho a liberdade de ser eu, sem ser metade.
Souza Cruz