Poemas : 

DECLAMADA

 
Clara alma d'alvorada
O sol acendendo, calor,
teu nome abre o dia.
Igual prova de amor.

Febre, fôlego, fome,
vertigem e vestígio,
véspera. Sim pra mim
Partícula de trovão.

Chuva e ar que eu era
afogou-se em súbito.
A fera dentro, teu nome.
Voz, uivo em vibração.

Oscila como um barco.
Pétala na boca, orvalho
Astros e pivô afinado,
ecos de dois corpos.

Círculos na cama macia
Um poema que depois
de se fazer parte,
declamada, amada disse.


Souza Cruz

 
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