Clara alma d'alvorada
O sol acendendo, calor,
teu nome abre o dia.
Igual prova de amor.
Febre, fôlego, fome,
vertigem e vestígio,
véspera. Sim pra mim
Partícula de trovão.
Chuva e ar que eu era
afogou-se em súbito.
A fera dentro, teu nome.
Voz, uivo em vibração.
Oscila como um barco.
Pétala na boca, orvalho
Astros e pivô afinado,
ecos de dois corpos.
Círculos na cama macia
Um poema que depois
de se fazer parte,
declamada, amada disse.
Souza Cruz