O Eco que aí vem,
É o grito que já foi dado,
Em tempos,
E esquecido.
É o grito,
Do nosso próprio sofrimento,
Que aos poucos foi crescendo.
É o grito que sempre o calamos,
E que sempre o amordaçamos,
No nosso interior.
Sentimos a terra tremer sob os nossos pés,
São as montanhas que começaram a derreter,
São os Oceanos,
Que às nossas portas vêm bater.
É a chuva,
o Sol,
o frio,
e o vento,
Que vão fazer,
Crescer o nosso lamento.
Temos que acordar…
Antes que seja tarde de MAIS.
E Gritar, DE PLENOS PULMÕES…
BASTA!
E o silêncio,
que se segue,
É o peso da nossa culpa,
É o eco do nosso desprezo,
Pelo que nos sustenta e nos dá vida.
A terra que nos acolhe,
Agora se revolta e se ergue,
Contra a nossa insensatez
e a nossa ambição.
Os rios que antes eram cristalinos,
Agora são esgotos de poluição,
As florestas que antes eram verdes,
E agora São cinzas e desolação.
O ar que respiramos,
É veneno da nossa condenação.
Mas ainda há tempo,
Para mudar,
O nosso caminho,
Para ouvir,
O GRITO DA TERRA,
E responder com AÇÃO,
E com coração.
Não é tarde demais,
Para gritar BASTA!
E começar a cuidar,
Da nossa Mãe,
Da nossa casa!
Nem que esta
Luta seja a última
Mas não a última,
Da nossa espécie!
Diogo Cosmo ∞
Museu de Etnologia, Lisboa
15:24 30-01-2026
DIOGO Cosmo ♾