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Quase no final da tarde de domingo, primeiro de março

 
Manhã fria de domingo, o primeiro de março.
O dia não começou muito bem na pensão. O gás acabou, obrigando a sra. Vince se levantar para fazer o fogo no fogareiro para a Pequenina e ainda sonolenta preparar o café. A sacola de pães sobre a mesa.
Sr. Con não banhou apenas abluiu-se com água fria da bacia de alumínio na lavanderia improvisada ao céu aberto no quintal, perto de onde gosta de banhar-se. Desodorante e Leite de rosas, um pouco de Gorki e então a cidade o chamava. Com Rimbaud nas mãos e o seu inseparável caderno de capa dura amarelo e o fone nos ouvidos, escutando o programa sertanejo de raiz da Senado FM, senhor Com embarcou no Paraiso- via Bacanga para um city tour.
Quase no final da tarde de domingo
- Bem, seja feita a sua vontade – refletiu Sr. Con depois de sorver um gole profundo de Skol e deita-la no meio fio do canteiro próximo ao tiosque de Chita na Praça das Sete Palmeiras, Vila Embratel e mordendo um duro pão de queijo.
Passara bons momentos deambulando na orla da little Manhattan na Praia da Ponta D’areia com seu velho parceiro Juvan, o fotografo da capa de um de seus livros e depois saborearam uma boa toscana acompanhada por arroz, vinagrete e farofa e duas Brahma – sendo que a primeira estava choca e fora gentilmente trocada pelo atencioso garçom e antes deliciaram-se com meia dúzia de ostras de um caboco adventista da Praia da Raposa, cujo os seus avós foram de Camocim, Ce. A terra minha do pai de seu Riba Fodinha, o saudoso general das forças desarmadas Seu Biné No Dog not. O sr Com observando os navios fundeados ao largo, no canal, a maré enchendo. Encontraram-se casualmente na loja de seu compadre na rua 16 na lateral do mercado, o poeta agoniado vindo da Lan-house onde fora imprimir a contra-capa de seu livro “Vila Embratel/ Praça Sete Palmeiras” para enviar com as cartas e os manuscritos de “O Mundo do Sr. Con” para as editoras francesas e italianas – como recomendou seu agente literário Hall.
Tudo era alegria até a fria resposta de Cad, seu agente cultural e provedor, através de Ed o poeta pedia-lhe a rapa do tacho ou seja o saldo final da bolsa para custear seus projetos internacionais.
- Diz para ele que passo na terça na oficina para conversar com ele. PT. Saudações.
O que houve, mano? Questionou sr. Con para si mesmo. – Será que acabou chorare? Não tem mais verba, santo Deus? Ok, nada de pânico, acabou, acabou, mas amanhã com a graça do senhor vou enviar dois envelopes para europa, dependendo do preço das portagens – se não der para duas, mas uma vai embarcar para Paris e para Editora Anacoena, com a graça de Deus – enquanto isso entornei duas latas fiadas no Ed e aguardar. Mas tudo bem, o que vier que venha – estou pronto para um plano B. Au revoir messieurs!



 
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efemero25
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