O mar que ondea em mim
já não me ensopa
é um mar sereno e límpido
que percorre o peito na ternura dos dias
onde as recordações balanceiam no sonho
é de ti que falo… e de mim
dentro do casulo das nossas vidas,
onde já não te vejo,
mas sinto-te na humidade dos corpos,
embriagados
num eterno abraço, de braços apertados
sem se dissolver no tempo
e no íntimo da minha saudade
reencontro-te mais uma vez
Escrito a 21/03/26