Quando um desenho de ti se tomou,
Se fez arte das tuas formas puras,
Um enlevo de pele e de aventuras,
Tal quis o destino e o emoldurou.
Também te tomaram as esculturas,
Nuas de ti num tempo que passou,
O céu sobre o mar de ti se curvou,
E eterna és nestas vãs literaturas.
O cosmos ante ti, tão infinito,
As galáxias que tu iluminas,
E as coisas todas, assim pequeninas…
Perfilhou-te um oráculo maldito,
Baptizou-te um deus demente e proscrito,
E és toda em mim quando caem as neblinas.
09 de Abril de 2026
Viriato Samora