Nas fronteiras da loucura resisto,
Como um bicho por um fogo cercado,
O corpo fremente que só sente isto,
Nos limites de mim, onde me acabo.
Respiro, parece, afinal coexisto,
Com o sádico lado do pecado,
Na vida que tem sido um imprevisto,
Aqui, onde o sol menos tem brilhado.
Tu, sempre tu, das minhas profundezas,
Arrastas-me para bárbaras proezas,
Melhor prova é esta que aqui permanece…
Do resto e tudo ficam incertezas,
Que a cada morte há vida que floresce,
Lá no coval onde tudo apodrece.
24 de Março de 2026
Viriato Samora