Sonetos : 

Nas fronteiras da loucura resisto

 
Nas fronteiras da loucura resisto,
Como um bicho por um fogo cercado,
O corpo fremente que só sente isto,
Nos limites de mim, onde me acabo.

Respiro, parece, afinal coexisto,
Com o sádico lado do pecado,
Na vida que tem sido um imprevisto,
Aqui, onde o sol menos tem brilhado.

Tu, sempre tu, das minhas profundezas,
Arrastas-me para bárbaras proezas,
Melhor prova é esta que aqui permanece…

Do resto e tudo ficam incertezas,
Que a cada morte há vida que floresce,
Lá no coval onde tudo apodrece.

24 de Março de 2026


Viriato Samora

 
Autor
ViriatoSamora
 
Texto
Data
Leituras
20
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados