Sonetos : 

Aconteça o que acontecer, não sou

 
Aconteça o que acontecer, não sou
O sábio que sempre procurei
Entre a justeza das coisas, na lei,
O anjo impoluto que sempre perdoou.

Carrego contudo as dores da grei,
Vergam-me ao chão que sempre me invejou,
Eu, suspiro que nunca suspirou,
Atlas da dor com que me transformei.

Fui acontecimento acontecido,
Naquele momento em que todos dormem,
E deus faz a ronda pelas tabernas…

Ou talvez acontecer repetido,
No corpo dos anos que se consomem,
Ansiando pelas coisas eternas.

24 de Janeiro de 2011



Viriato Samora

 
Autor
ViriatoSamora
 
Texto
Data
Leituras
78
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.