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O mundo do Sr. Con (dias atuais)

 
MAIO – 2026
Friday, 01 – Feriado – Dia do trabalhador ou do trabalho?
O barulho típico da Pequenina batendo os ovos para as bolinhas de carne. O silencio da casa vizinha – ainda pouco um caloroso discursão domestica entre o casal de primos. Ambos solteiros. Parecem gatos e ratos sempre discutindo. A sra. Vince estendeu os seus panos (lençol, toalha, coberta do sofá) no terraço da pensão, aproveitando o tempo bom ensolarado, depois de uns dias chuvosos. A rede e a bermuda exalando aquele cheirinho que incomoda até o poeta (Se amanhecer legal como hoje eu os lavarei – pensou – depois de ouvir a severa admoestação da senhora Vince – “Essa rede tá fedendo demais, sr. Com”). O genro ouve o radio sentado na cabeceira da mesa, oposta de seu sogro que saiu para um birinaite na rua 17. O odor de comidas boas e saborosas inundam os aposentos da pensão. O estomago de seu Com sonha com elas, lambendo os lábios enquanto ler Catarina deitado..
- Mas velha bate o cuxá para mim – pediu humildemente a mãe para a filha que lava as roupas do casal no quintal.
O sr. Vince acusado de ter feito algo no banheiro, defendeu-se arduamente – defenestrado pelas filhas, sai para afogar suas magoas no bar de Zé filho.
- A casa pode ficar toda podre, mas eu não vou buscar agua para botar no banheiro – enfatiza a irritadiça sra. Vince.
Um bom almoço vinciano – arroz, feijão, carne de panela, omelete de carne moída e o regional cuxá – Sr. Com empanturrou-se pantagruelicamente e meia hora depois ingeriu um Tanduo para a próstata irritada. A pomada ainda não fez o efeito desejado. No meio da tarde e ainda faz um sol bonito, apesar de um chuvisco ligeiro alguns minutos atrás.
As velhas lamentações da sra. Vince toda vez que acontece alguma coisa – desta vez é a caixa de descarga do sanitário: “Aqui sempre tem que acontecer alguma coisa” e por ai vai e quase como um disco de vinil fica repetitiva – “E eu nunca via uma coisa dessa, são donos e não ajeitam a sua casa” e patati patátá .
- Aquele filho dela parece ter condição? – perguntou a mais velha, em pé na mesa bebendo café e o marido sentado, a respeito do primo presente no enterro da tia semana passada.
- Aquele carro é do patrão – respondeu a mãe dado um gole na latinha de Glacial e indo para a sala de visita, onde a pequenina assistia “O diabo veste prada” com a bela Merril Streep e nos seus aposentos e na sua fedorenta rede o poeta viajava na Russia do século XVIII com a dinâmica Catarina.
- Quando vão para lá (Hospítal Geral, onde faleceu a sua irmã), já estão despachado – Lamenta a Sra. Vince impetuosamente para a incrédula filha.
- Quem disse?
- Muita gente. Castro (o factótum da pensão) falou que o pai dele morreu lá depois de ser despachado de uma clinica.
Noite – a lua escondida por trás das nuvens, colocou as roupas de molho – duas bermudas e uma camisa e amanhã depois de lava-las será a vez da rede. Concluiu o “Diario da Cia” – agencia é phoda, perigosa em tratando dos assuntos econômicos dos EUA – a fachada de lutar contra o comunismo é só para inglês ver – a meta é outra, puramente econômico. Philips Agree ficou enojado com essa falsa politica que pediu demissão e escreveu os podres de como ela funciona nos países latinos americanos, inclusive o Brasil – financiaram o golpe de 64, injetando milhões em segurança e a tortura. Fritei um bom ovo e o jantei com arroz, feijão, a carne de panela e o cuxá. E li algumas paginas de “O refugio dos Deuses” de Garnin – uma olhada no mundo hollywoodiano dos anos glamurosos com Greta Garbo, Goldwin, Gable, Chaplin e outros. Um bom filme “As coisa impossíveis do amor”.


 
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efemero25
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