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monday, 13/04/2026

 
Monday, 13
De volta a APAE no Outeiro da Cruz depois de uma semana para receber o resultado do exame de sangue requisitado pela jovem e simpática doutora Ana Beatriz Alhadef do Posto de Saude da Vila Embratel.
O tempo amanheceu enferrujado e chuvoso – o poeta antes do banho no quintal e após descer um bom barro – releu “Refugio dos Deuses” do diretor e roteirista Gerson Kanin – citado na biografia de Carmem. – A vontade do poeta era fazer como os pintores, pegar suas tralhas e sair em busca do sol e da inspiração para escrever. E as seis e meia, saiu da pensão – com a mochila nas costas e nela além de Kanin e do inseparável caderno amarelo e logico uma caneta – levava também a biografia da divina diva Carmem Miranda por Rui Castro – o beste dos bestes dos biografistas, maravilha. E a devolve-lo a biblioteca da Deodoro. Os ônibus lotados obrigaram o poeta a fazer um pit stop no Gordilho, onde tomou café com pão e no final um genérico de guaraná da River com biscoitos recheados de chocolate – nesse interim proseou com Gordilho, o pedreiro Márcio Pedra e seu cumpadre a caminho do mercado e como sempre monopolizou as atenções e comprou o poeta pelo não comparecimento ao seu estabelecendo comercial. Apertaram as mãos:
- As machadinhas ainda não foram enterradas e nem as feridas se cicatrizaram – replicou o poeta.
O doidelo da Universal e acolito do pastor entregou-lhe o jornal da semana. E as nove e uns quebrados e porta zarpou num 314-Vila Embratel. Um pequeno engarrafamento na barragem do Bacanga e uns operários manunfetava a comporta dela. E o pirado do Gil, filho de Tia Elza, sempre inconstante puxa assunto e o poeta querendo ler Kani. Vinte minutos depois o poeta subia a escadaria do sagrado templo e entrava debaixo de suas colunas gregas. Devolveu Carmem e pegou dois livros interessante sobre Anne Frank – “Depois de Auschiwitz” da meia irmã de Anne, Eva Sclhoss e “Os últimos meses de Anne Frank” de Willer Lindwer.
Na parada onde descera, um momento de indecisão – Apanhar o Calhau e ver os navios ou o Olho d’agua – o destino mandou-lhe o segundo e depois de cortar a cidade de oeste para leste desceu na parada do terceiro Mateu da Avenida São Luis Rei de França no Turú – e de lá dobrando a esquina, pegando uma reta desemborcaria no Conjunto Habitacional Turu – uma caminhada de quinze ou vinte minutos chegaria a residência oficial de Mama Grande do Comandante Lasierra. O comandante deitado numa vistosa rede branca ao lado do irmão, o mestre Fininho, uma figuraça que há quarenta anos faz um tratamento psiquiátrico, bebe vinte litros de agua por dia e toma uma caralhada de pílulas da tarja preta. O comandante ficou felicíssimo com essa inesperada visita do poeta num final de manhã de uma segunda feira cinzenta. Descobriu que star sofrendo de neuropatia – enfraquecimento dos nervos e invocou que vai comprar esses remédios milagrosos propagandeados pelos IA.
- Eu não acredito, é só embromação, acredito nos remédios receitados pelos médicos especialistas, mas esse da internet é só caô – disse o sábio mestre Fininho. Esse é um dos meus – pensou o poeta despedindo-se.
Refez o mesmo trajeto e apanhou o ônibus numa parada em frente ao AÇAI, no Anil ouviu os sinos badalarem o meio dia e quinze minutos depois descia aqui nos laboratórios da APAE – a senha 008 e as umas da tarde começa as entregas – e lendo “Os Últimos dias de Anne Frank”,
Cheguei aqui na Vila Embratel as duas e pouco, vim de Piancó – Via Jambeiro que embarquei no terminal da Praia Grande. Passei na padaria e apanhei os pães e finalmente fundeei na velha e boa pensão Vince. A senhoria já preocupada pensando que estava enchendo cara por ai. Almoçou e tirou um bom bode até as cinco.


 
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efemero25
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