Poemas -> Introspecção : 

As tardes (tuas)

 




O vermelho do telhado
guarda segredos que o vento não leva,
como se cada telha soubesse
o peso doce de existir.

O céu, azul por hábito,
inclina-se sobre a casa
num gesto antigo de ternura,
como quem diz:
estou aqui!

E as tardes (tuas),
amarelas de promessa,
vestem-se de brisa
para dançar devagar
no quintal dos teus pensamentos.

Há um mundo inteiro
que só acontece
quando você olha.


 
Autor
GinaCortes
 
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